29 Jan, 2021

Vacinação de órgãos de soberania deve abranger cerca de mil pessoas

Em causa estão titulares de órgãos de soberania, altos cargos com funções no quadro do Estado de Emergência, proteção civil, PGR e Ministério Público.

A vacinação contra a covid-19 dos órgãos de soberania deve estender-se a aproximadamente 1.000 pessoas, segundo a atualização do plano de vacinação  apresentada pelo coordenador da ‘taskforce’, Francisco Ramos.

“Aquilo que está previsto, e tendo sido determinado que a execução do despacho do primeiro-ministro compete à ‘taskforce’, é que nas próximas semanas as vacinas que há para administrar a esse grupo serão suficientes para 1.000 pessoas. O que será trabalhado nos próximos dias é perceber as prioridades indicadas por cada órgão”, afirmou Francisco Ramos, que falava em Lisboa durante a apresentação da atualização do plano de vacinação.

Em causa está a vacinação dos titulares de órgãos de soberania, altos cargos com funções no quadro do Estado de Emergência, responsáveis da proteção civil, Procuradoria-Geral da República e Ministério Público.

Questionado sobre os casos de ministros que estão infetados com o vírus SARS-CoV-2 ou já estiveram nos últimos meses, o coordenador da ‘taskforce’ observou que a orientação é a mesma para o resto dos cidadãos, ou seja, “quem já teve a doença e já recuperou da doença não será vacinado nesta fase”.

Francisco Ramos adiantou ainda que Portugal já recebeu 367.770 vacinas da Pfizer/BioNTech e 8.400 da Moderna até ao momento, existindo 74.000 pessoas já com a vacinação completa. Entre estes, 57.500 são profissionais de saúde do Serviço Nacional de Saúde e 1.800 outros profissionais de saúde.

Até março deverão ter sido vacinados cerca de 100 mil profissionais de saúde (90 mil já com as duas tomas), 50 mil do setor privado e social (30 mil com vacinação completa), 41 mil profissionais prioritários, como forças armadas e bombeiros (21 mil com as duas tomas) e 200 mil utentes e profissionais com vacinação completa dos estabelecimentos residenciais para idosos (ERPI) e da rede nacional de cuidados continuados integrados (RNCCI).

Segundo o plano, 600 mil pessoas com idade entre 50 e 79 anos e uma das comorbilidades identificadas como de risco na covid-19 já terão iniciado a vacinação até março, mas apenas 300 mil já com as duas tomas da vacina.

Nesse sentido, o plano de vacinação deve contar a partir da próxima semana com pelo menos um ponto de vacinação em cada agrupamento de centro de saúde (ACES) e o objetivo, segundo Francisco Ramos, é ter até ao início de março um ponto de vacinação por concelho.

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