21 Jul, 2023

Utentes de diálise de Vila Real poderão ter de mudar de clínica

De acordo com Associação Nacional de Centros de Diálise, o possível fecho da unidade de diálise TECSAM coloca em risco os cuidados de saúde prestados aos cerca de 40 doentes insuficientes renais crónicos da região de Vila Real.

Utentes de diálise de Vila Real poderão ter de mudar de clínica

A Associação Nacional de Centros de Diálise (ANADIAL) manifesta, em comunicado de imprensa enviado às redações, a sua preocupação com o possível fecho da unidade de diálise TECSAM, o que, segundo refere o documento, coloca em risco os cuidados de saúde prestados aos cerca de 40 doentes insuficientes renais crónicos da região de Vila Real.

“Estamos a acompanhar este caso com grande consternação. Por mais de duas décadas, a TECSAM deu resposta aos doentes insuficientes renais crónicos de Vila Real, proporcionando-lhes cuidados de saúde indispensáveis para sobreviverem, uma vez que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) não dispunha de meios para o fazer”, explica Rui Filipe, nefrologista e vice-presidente da ANADIAL.

No mesmo documento pode ler-se que, em Portugal, os Centros de Diálise privados são responsáveis por cerca de 93% dos tratamentos de hemodiálise realizados às pessoas com doença renal crónica submetidas a esta terapêutica de substituição.

“Ao longo dos últimos 40 anos, têm sido os prestadores privados que verdadeiramente asseguram a hemodiálise, absolutamente vital para a sobrevivência destes cidadãos, participando assim na missão do SNS e fazendo-o de forma eficaz, com um custo controlado e com qualidade largamente reconhecida como das melhores ao nível mundial”, reforça Serafim Guimarães, nefrologista e membro da Direção da ANADIAL.

A ANADIAL, salienta, ainda, que, nos últimos anos, o setor da diálise debate-se com a inexistência de diálogo por parte do Ministério da Saúde, desconhecendo-se totalmente qual seja a estratégia do Governo nesta área da saúde.

“Consideramos preocupante o Ministério da Saúde não estar disponível para dialogar com as empresas que asseguram o tratamento da maioria dos insuficientes renais crónicos no nosso país. A situação que a TECSAM de Vila Real está a viver é um exemplo vivo das dificuldades que o setor tem vindo a sofrer, para as quais temos tentado alertar o Ministério e que carecem de medidas de revisão prementes”, conclui Sofia Correia de Barros, presidente da ANADIAL.

Atualmente, segundo a referida Associação, o setor privado de diálise emprega cerca de 5.500 trabalhadores e é responsável pelo tratamento de 11.974 doentes, em 101 unidades de diálise espalhadas pelo país.

 

Texto: Sílvia Malheiro/comunicado

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