8 Jan, 2026

Urgências dos hospitais privados com aumento médio de 20% entre o Natal e o Ano Novo

O presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada reforçou a importância de os utentes se informarem previamente sobre os tempos de espera nos serviços de urgência privados, tanto para adultos como para Pediatria.

Urgências dos hospitais privados com aumento médio de 20% entre o Natal e o Ano Novo

As urgências dos hospitais privados registaram, entre o Natal e o Ano Novo, um aumento médio de 20% na procura face ao período homólogo, impulsionado pelo tempo frio e pela expansão da oferta, segundo a Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP).

Em declarações à agência Lusa, o presidente da APHP, Óscar Gaspar, classificou o acréscimo como “muito significativo”, embora tenha sublinhado que não se trata de uma situação “inédita, nem inesperada”.

“Sabemos que entre finais de dezembro e o mês de janeiro costuma haver um pico bastante significativo de idas às urgências, o que é reforçado quando temos invernos mais frios e chuvosos e, portanto, com uma maior incidência de problemas respiratórios”, afirmou.

De acordo com o responsável, o aumento médio de 20% na procura dos serviços de urgência, registado entre 22 e 31 de dezembro, explica-se sobretudo pelas baixas temperaturas típicas da estação, mas também pelo crescimento da rede hospitalar privada.

“A primeira causa clara tem a ver com o inverno e com as baixas temperaturas e, portanto, há um maior recurso às urgências, seja do lado do público, seja do lado do privado”, referiu.

Óscar Gaspar destacou ainda que a hospitalização privada “tem crescido de forma bastante substancial” nos últimos anos, com a abertura de mais unidades em várias regiões do país. “Temos mais hospitais e em mais sítios do país, de norte a sul, e também nas regiões autónomas da Madeira e dos Açores. É natural que hoje tenhamos bastante mais pessoas do que há cinco ou 10 anos”, frisou.

O presidente da APHP reforçou a importância de os utentes se informarem previamente sobre os tempos de espera nos serviços de urgência privados, tanto para adultos como para Pediatria, dados que estão disponíveis nos sites dos diferentes hospitais.

Em linha com as recomendações do Ministério da Saúde, apelou à população para que consulte essa informação antes de recorrer às urgências, sublinhando, contudo, que os tempos de espera “não são dramáticos”.

“Na maior parte dos hospitais e das zonas do país, o tempo de espera situa-se entre uma hora e uma hora e meia no caso dos adultos, sendo bastante inferior na pediatria. Ainda assim, é importante haver essa consciencialização”, salientou.

Relativamente a outros serviços privados, como médicos ao domicílio, Óscar Gaspar afirmou não dispor de dados concretos, mas indicou que a perceção é a de que a procura tem registado “um crescimento significativo”.

SO/LUSA

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