26 Mar, 2026

Urgência regional de Ginecologia e Obstetrícia da Península de Setúbal arranca a 15 de abril

Na urgência regional, o polo de Setúbal será assegurado sobretudo pela equipa da ULS Arrábida, enquanto o de Almada contará maioritariamente com profissionais da ULS Almada-Seixal (80%) e da ULS Arco Ribeirinho (20%).

Urgência regional de Ginecologia e Obstetrícia da Península de Setúbal arranca a 15 de abril

A urgência regional centralizada de Ginecologia e Obstetrícia da Península de Setúbal entra em funcionamento no próximo dia 15 de abril, às 09:00, anunciou o diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS), Álvaro Almeida. O anúncio foi feito no Hospital Garcia de Orta, após a assinatura de um protocolo de cooperação entre a Direção Executiva do SNS e os conselhos de administração das Unidades Locais de Saúde (ULS) de ULS Almada-Seixal, ULS Arco Ribeirinho e ULS Arrábida.

O novo modelo de urgência centralizada vai funcionar em dois polos: um no Hospital Garcia de Orta, em Almada, que será a unidade sede com bloco de partos e apoio perinatal diferenciado, e outro no Hospital de São Bernardo, responsável por assegurar o atendimento à população da sua área de influência, incluindo os concelhos de Setúbal, Alcácer do Sal, Grândola, Palmela, Santiago do Cacém, Sesimbra e Sines.

Segundo Álvaro Almeida, as três ULS vão manter toda a atividade programada em Ginecologia e Obstetrícia, incluindo partos previamente agendados, que continuarão a realizar-se nas respetivas unidades. Quanto à distribuição de profissionais, o responsável indicou que o polo de Setúbal será assegurado sobretudo pela equipa da ULS Arrábida, enquanto o de Almada contará maioritariamente com profissionais da ULS Almada-Seixal (80%) e da ULS Arco Ribeirinho (20%). Ainda assim, sublinhou tratar-se de um modelo de funcionamento solidário, permitindo ajustes conforme as necessidades.

Apesar de não avançar números concretos de profissionais, Álvaro Almeida garantiu que estarão reunidas as equipas necessárias para assegurar o funcionamento contínuo das urgências, reconhecendo, contudo, a persistente escassez de recursos humanos e a necessidade de recorrer a prestadores de serviços. O protocolo prevê que as três ULS partilhem a responsabilidade pelo funcionamento regular da urgência centralizada, assegurando uma resposta contínua, segura e atempada, sob coordenação da Direção Executiva do SNS. Este modelo, criado para responder à falta de especialistas, será avaliado de seis em seis meses.

Em situações de urgência, as grávidas devem contactar previamente a linha SNS 24 Grávida, que fará o encaminhamento adequado, podendo direcionar para o serviço de urgência, consultas hospitalares ou cuidados de saúde primários. Esta será a segunda urgência centralizada de Obstetrícia no país, depois da entrada em funcionamento da unidade de Loures, a 16 de março.

SO/LUSA

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