Rede Europeia de Saúde Mental nasce em Barcelos com 20 cidades de seis países
Barcelos foi recentemente nomeada pela Federação Mundial da Saúde Mental como a primeira Capital Mundial da Saúde Mental, título que manterá até 2026.

A Rede Europeia de Saúde Mental foi oficialmente constituída esta quinta-feira, em Barcelos, distrito de Braga, durante o Congresso Mundial de Saúde Mental, que decorre pela primeira vez em Portugal. A nova estrutura reúne, para já, 20 cidades de seis países europeus, com Portugal representado por Barcelos e Braga. A maioria das cidades pertence a Espanha (14), e há ainda representantes dos Países Baixos, Grécia, Hungria e França.
Segundo o presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Mário Constantino Lopes, a rede pretende funcionar como “uma plataforma colaborativa para municípios e regiões empenhadas em integrar a saúde mental nas suas políticas públicas”. Entre os principais objetivos estão a partilha de boas práticas, facilitando a troca de conhecimentos entre cidades europeias sobre iniciativas com impacto social comprovado, e o desenvolvimento conjunto de políticas.
A rede visa ainda reforçar a cooperação internacional e o acesso a financiamento europeu, promovendo parcerias que permitam candidaturas conjuntas a projetos transfronteiriços nesta área. “Hoje é o início de uma bela amizade entre cidades que pretendem garantir aos seus cidadãos os melhores cuidados”, afirmou Mário Constantino Lopes durante a sessão de assinatura.
Barcelos, que foi recentemente nomeada pela Federação Mundial da Saúde Mental como a primeira Capital Mundial da Saúde Mental, título que manterá até 2026, vê nesta iniciativa um reconhecimento do trabalho desenvolvido no concelho. A cidade criou a primeira Rede Municipal do país, que integra 70 instituições públicas, privadas e do setor social, com o objetivo de “criar respostas mais eficazes e abrangentes para as necessidades das pessoas e das suas famílias”, incluindo os cuidadores informais, a quem o autarca se referiu como “o doente oculto”.
Entre os próximos passos, Barcelos planeia a criação de equipas comunitárias de saúde mental, facilitando o acesso a consultas de psiquiatria, e a instalação de uma academia dedicada à formação e investigação na área da saúde mental. Com esta nova rede, Portugal posiciona-se “na vanguarda de uma colaboração europeia inédita em matéria de saúde mental, centrada na proximidade, inovação e partilha de conhecimento entre cidades”.
SO/LUSA
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