23 Abr, 2020

Recuperados em Wuhan voltam a testar positivo, alguns dois meses depois da infeção

Doentes não têm sintomas mas vírus continua presente no organismo. Noutros casos, testes no mesmo doentes alternam entre resultados positivos e negativos.

Os especialistas têm vindo a alertar que ainda não há certazas quanto à imunidade dos doentes recuperados. E, em Wuhan, soube-se hoje, existem pessoas, que depois de terem sido consideradas curadas, voltaram a testar positivo para a Covid-19, algumas mais de dois meses depois da infeção. No entanto, não apresentam sintomas.

Um dos doentes já foi tratado em dois hospitais e depois acabou por ser transferido para um centro de quarentena criado na zona industrial de Wuhan, segundo o conta a agência Reuters. O homem, que não é identificado, testou positivo no início de fevereiro e, 70 dias depois, continua infetado. Não tem sintomas. “Não vimos nada como isto durante a SARS”, admite o médico Yuan Yufeng.

Outro doente citado no artigo da Reuters já fez mais de 10 testes desde fevereiro. A maioria deu positivo mas alguns foram negativos. Contudo, nunca teve dois testes negativos consecutivos, o que lhe permitiria regressar a casa. Também não apresenta sintomas. Segundo a Reuters, os relatórios dos hospitais chineses a que teve acesso dão conta de dezenas de casos de doentes que voltaram a testar positivo

No caso dos doentes cujos testes têm uma sequência inconclusiva (entre o positivo e o negativo), os médicos não sabem se alguma terão ficado curados ou, se tendo ficado livres do vírus, poderão ter sido reinfetados. O médico Zhao Yan garante que os doentes não foram “novamente infetados”, já que cumpriram um estrito isolamento e mantiveram-se em quarentena. “Tenho a certeza que não foram novamente infetados”, refere.

Contudo, e até ao momento, segundo as autoridades chinesas de saúde, não há registo que estes doentes que voltaram a testar positivo tenham infetado outras pessoas. Por precaução, os médico chineses têm optado por manter os doentes em isolamento por um período superior aos 14 dias que têm sido considerados como período de contágio.

TC/SO

 

[box] Notícias Relacionadas:

Remdesivir, a grande esperança para derrotar a Covid-19?

Há vários ensaios a decorrer, de modo a tentar provar a eficácia e a segurança do fármaco. Um deles já terminou e mostra resultados animadores. Gilead acelera a produção.

[/box]

ler mais

RECENTES

ler mais