20 Ago, 2020

Portugal vai receber 6,9 milhões de vacinas contra a Covid-19

A primeira remessa será distribuída já a partir de dezembro, adiantou o Infarmed. Vacinação contra a gripe será feita mais cedo, de acordo com a DGS.

Portugal vai ter direito a 6,9 milhões de vacinas, que caso as doses sejam individuais, serão suficientes para cerca de dois terços da população portuguesa, avança o TSF. A notícia foi confirmada pelo Infarmed, que adiantou ainda que a primeira remessa das vacinas irá ser distribuída a partir de dezembro.

No processo de aquisição conjunta de um lote de 300 milhões de doses reservado pela União Europeia (UE) à farmacêutica AstraZeneca, Portugal conseguiu assegurar esta quota de 6,9 milhões de vacinas. A vacina, que está a ser desenvolvida pela AstraZeneca em conjunto com a Universidade de Oxford, encontra-se na fase III dos ensaios clínicos. Uma vez comprovada a sua eficácia contra o novo coronavírus, esta irá começar a ser distribuída pelos países.

Portugal está entre “os países europeus que irão beneficiar desta aquisição conjunta”, mas estão em curso “outros processos de negociação para a aquisição de vacinas contra a Covid-19“, referiu o Infarmed numa nota enviada ao jornal Público. A entidade explicou ainda que “as vacinas serão distribuídas proporcionalmente, conforme o número de habitantes por país”, com uma primeira aquisição de 690 mil para Portugal.

Com preços ainda a serem negociados, as vacinas serão compradas pelos países da UE, mas “parte do seu valor” será financiado pelo “Instrumento de Apoio de Emergência da Comissão Europeia”.

 

Vacinação contra a gripe feita mais cedo

 

Em conferência de imprensa, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, revelou que o plano e calendário de vacinação contra a gripe “vai ser um bocadinho diferente este ano”. O objetivo é ter dois milhões de pessoas vacinadas contra a gripe antes do inverno. Graça Freitas explicou que as vacinas contra a gripe “vão chegar em tranches”, ou seja em lotes, “em que a primeira tranche será de mais de 300 mil doses, que chegarão nos primeiros dias de outubro”.

O objetivo é distribuir as vacinas por todas as unidades de saúde do SNS “o mais rápido possível”, com a prioridade de “vacinar as pessoas dos lares e os profissinais de saúde e todos os profissionais que prestam cuidados a populações vulneráveis“, referiu a diretora-geral da Saúde. Posteriormente, e à medida que forem chegando as outras tranches, será feita uma “vacinação intensiva”, acrescentou.

A diretora-geral da Saúde admitiu ainda estar a ser preparada uma campanha “excecional de vacinação para acelerar o processo”, de forma a garantir que toda a gente esteja vacinada antes do início do inverno. Um processo de consulta com as administrações regionais de saúde para “avaliar a pertinência de criar estruturas dedicadas exclusivamente à vacinação” está neste momento em curso.

AR/Público

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