Portal de Oncologia Pediátrica renova-se com informação mais clara para famílias
O portal de apoio a crianças com cancro atualizou a sua versão online, com navegação intuitiva e linguagem simplificada. O objetivo é ajudar pais, familiares e jovens a compreender melhor o cancro pediátrico e apoiar decisões em todas as fases do tratamento.

O portal de informação sobre Oncologia Pediátrica em Portugal atualizou a sua imagem online, oferecendo uma navegação mais intuitiva e conteúdos adaptados para famílias, ajudando pais e crianças nas diferentes etapas do cancro infantil.
A poucos dias do Mês Internacional de Sensibilização para o Cancro Pediátrico, em setembro, a Fundação Rui Osório de Castro (FROC) lançou a versão 3.0 do portal, baseada “nas melhores práticas em literacia em saúde”.
Os conteúdos foram desenvolvidos em colaboração com profissionais dos Centros de Referência em Oncologia Pediátrica, Sociedade de Hematologia e Oncologia Pediátrica e Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde (SPLS). O portal apresenta duas entradas: uma para “Pais & Amigos” e outra para “Crianças & Jovens”, com informação simplificada.
Na área destinada a adultos, o portal explica o que é o cancro pediátrico, causas, sintomas, diagnóstico, tratamentos disponíveis (quimioterapia, radioterapia, cirurgia, imunoterapia e terapias complementares), efeitos secundários, cuidados a ter e legislação, incluindo um glossário de termos clínicos.
Para crianças e jovens, o portal responde a perguntas como “o que é o cancro”, “como tratar”, “o que devo comer”, “cuidados a ter comigo” ou “o meu irmão tem cancro”, destacando que “o cancro não é contagioso”. Estão também disponíveis 20 filmes educativos sobre a doença.
Em declarações à Lusa, a diretora geral da FROC, Mariana Mena, salientou que a atualização do portal (existente desde 2011) foi adaptada para passar melhor a informação às famílias e que o serviço está disponível também via WhatsApp ((+351) 91 113 41 41).
“Apostámos numa grande transformação em termos de imagem para tornar a navegabilidade [do ‘site’] mais fácil, mas também trabalhamos a acessibilidade ao nível das melhores práticas em saúde”, afirmou Mariana Mena, acrescentando que foram incluídos novos conteúdos e adaptados os existentes “que promovam uma melhor literacia para as famílias”.
Cristina Vaz de Almeida, presidente e fundadora da SPLS, explicou que o jargão técnico foi traduzido para linguagem simples sem perder o sentido, garantindo compreensão para pais e adolescentes.
“Foi feita uma revisão cuidadosa desses termos e uma sugestão quanto à colocação de imagens, vídeos e testemunhos. Para criar uma navegabilidade no ‘site’ muito mais acessível, de acordo com os princípios da literacia em saúde”, destacou.
A SPLS reforçou que a avaliação das famílias e jovens adolescentes foi mantida, assegurando que o conteúdo científico não se perdeu. “O resultado foi muito bom. Isso também garante que a ciência pode ser uma ciência cidadã”, sublinhou Cristina Vaz de Almeida.
A investigadora acrescentou que “continua a haver muita dificuldade de entendimento por parte do cidadão” e defendeu a necessidade de traduzir a linguagem técnica em termos claros, simplificados e acessíveis, “sem perder o conteúdo”, por especialistas em literacia em saúde.
Segundo Mariana Mena, o portal funciona como uma “porta” que ajuda as famílias a tomar decisões diárias, mesmo quando não estão com médicos ou enfermeiros.
Anualmente, cerca de 400 crianças e jovens são diagnosticados com cancro em Portugal.
LUSA/SO
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