5 Ago, 2024

Ordem dos Médicos apela a soluções para evitar encerramento de urgências

A Ordem dos Médicos defendeu ser necessário encontrar soluções para evitar o encerramento de urgências, e alertou, em comunicado, para a gravidade da redução da capacidade de resposta do SNS à população nas semanas que se aproximam.

Ordem dos Médicos apela a soluções para evitar encerramento de urgências

A OM apelou ao Ministério da Saúde e à Direção Executiva do SNS para encontrarem soluções que consigam fazer face ao encerramento dos serviços de urgências nos meses de agosto e setembro, de forma a evitar situações que coloquem em causa a qualidade dos cuidados de saúde prestados e a segurança das pessoas que recorrem a esses serviços.

Segundo a Ordem dos Médicos, a situação assume contornos de maior gravidade em locais como a Unidade Local de Saúde da Região de Leiria, onde existem constrangimentos no Serviço de Urgência Ginecológica/Obstétrica até dia 19 de agosto e onde, a partir desta segunda-feira, dia 5, não é disponibilizado qualquer atendimento urgente nesta área.

Para o bastonário da OM, Carlos Cortes, “é inadmissível que ano após ano não sejam acautelados os fatores que contribuem para o encerramento de urgências, nomeadamente criando condições adequadas para atrair mais médicos para o SNS”.

“Não podemos privar toda uma região de aceder às urgências de Obstetrícia durante 18 dias, obrigando as grávidas e doentes a deslocarem-se até Coimbra, que fica a mais duas horas de distância em alguns casos e ao Porto para situações de cuidados programados”, defendeu Carlos Cortes.

O bastonário dos médicos exige que “as informações dos constrangimentos sejam divulgadas atempadamente à população e às corporações de bombeiros”. “É preciso planeamento no tempo certo, porque não é novidade que o verão é um período delicado para o SNS, tal como o será o inverno”, salienta.

Para Carlos Cortes, são necessárias “medidas urgentes que proporcionem boas condições de trabalho e que valorizem os médicos, contribuindo assim para a segurança dos doentes e evitando a degradação do SNS”.

LUSA

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