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O doente com fibromialgia deve ser orientado pelo Médico de Família?

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A fibromialgia é frequente na nossa prática clínica, contudo continua a ser uma patologia pouco reconhecida. Cada vez mais, existe uma maior consciencialização entre os Médicos de Família, mas muitos continuam a não se sentir confortáveis com o seu diagnóstico e orientação. Apesar disso, de uma forma geral, estes doentes devem ser seguidos nos cuidados de saúde primários.

A fibromialgia é uma síndrome de dor generalizada, frequentemente acompanhada de fadiga, alterações cognitivas e sintomas somáticos. Apesar das queixas dolorosas a nível dos tecidos moles, não existe evidência de inflamação. O exame objetivo e os meios complementares de diagnóstico são normais. Por este motivo, tem sido considerada uma condição controversa, muitas vezes associada a natureza psicogénica. Devido à sua complexidade e natureza debilitante, a fibromialgia tem um impacto importante na qualidade de vida dos doentes, bem como nas pessoas à sua volta. Portanto, o mais importante é reconhecer que estes doentes têm grande sofrimento, qualquer que seja a sua origem e, logo, precisam de ajuda e orientação médica.

O seu diagnóstico é clínico, sendo a história clínica e o exame objetivo fundamentais. Os exames complementares de diagnóstico apenas devem ser solicitados para exclusão de patologias associadas. Deve existir um balanço adequado entre uma investigação incompleta, que não detete uma eventual doença grave associada, e uma investigação excessiva, que leva a uma hipervalorização de detalhes dos exames.

Além do desafio diagnóstico existe o desafio na abordagem terapêutica. O tratamento é difícil e, muitas vezes, pouco compensador. Para além de lidar com a doença, lidamos com o doente, pelo que, a relação médico-doente e o envolvimento do doente no plano são fulcrais.

É importante explicar ao doente que tem fibromialgia, que é uma doença real, bem como, tranquilizar quanto ao prognóstico, pois não é uma condição degenerativa nem cursa com complicações graves, deixando claro que não há necessidade de exames adicionais. As expectativas devem ser realistas, os sintomas variam com o tempo, mas algum grau de mialgias ou fadiga pode persistir. Não existe terapêutica específica adequada a todos os doentes. As abordagens mais eficazes são as combinações entre tratamentos farmacológicos e não farmacológicos. Existem estudos que demonstraram que o tratamento mais eficaz é a prática regular de exercício aeróbio. Contudo, na prática, a maioria destes doentes não pratica exercício e a adesão à medicação prescrita é baixa. Muitos param a medicação precocemente porque não notaram melhoria, não chegam à dose recomendada, alteram ou adicionam fármacos, por vezes sem indicação médica.

O Médico de Família encontra-se numa posição privilegiada para reconhecer esta patologia, iniciar o tratamento e manter um seguimento periódico destes doentes, evitando o uso excessivo de exames complementares e de terapêuticas desnecessárias. Porém, depara-se frequentemente com obstáculos, que poderiam ser minimizados se existisse uma melhor articulação entre profissionais de saúde. Quem trata doentes com fibromialgia deve sentir-se confortável com este tipo de pacientes e com a existência de dor crónica, caso contrário referenciá-los poderá ser a melhor opção. O próprio doente sente quando o médico não se sente confortável e acaba por recorrer a diversos médicos, com os quais não mantém seguimento, o que pode levar a um consumo excessivo de medicação ou, pelo contrário, à sua suspensão abrupta, e claro, ao insucesso terapêutico. Apesar de ainda ser controverso quem deve assumir o tratamento, idealmente este deveria ser multidisciplinar.

O Médico de Família tem também um papel fundamental na abordagem familiar. A família é determinante na evolução destes doentes, pelo suporte que pode fornecer. A explicação da doença deve ser alargada aos familiares, evitando situações em que o doente é acusado de ser preguiçoso ou desequilibrado emocionalmente.

 

Referências bibliográficas:

  1. Saúde, Direção-Geral. “Abordagem Diagnóstica da Fibromialgia.” Norma Da Direção-Geral Da Saúde, número 017/2016, atualizada em 2017.
  2. Da Silva, JAP. Reumatologia Prática. 4ª Edição. Coimbra: Diagnósteo Lda; 2017.
  3. American College of Rheumatology. “Fibromyalgia.” Disponível em: https://www.rheumatology.org/I-Am-A/Patient-Caregiver/Diseases-Conditions/Fibromyalgia.
  4. Goldenberg, DL. “Clinical manifestations and diagnosis of fibromyalgia in adults.” 2019.
  5. Goldenberg, DL. “Initial treatment of fibromyalgia in adults.” UpToDate. 2019.
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