4 Jun, 2024

Nova linha SNS Grávida atendeu 450 chamadas nos primeiros três dias

A nova Linha SNS Grávida, que entrou em funcionamento no dia 1 deste mês, no âmbito do plano de emergência da Saúde, e já atendeu 450 chamadas de grávidas nos primeiros três dias de funcionamento, anunciou hoje a ministra da Saúde.

Nova linha SNS Grávida atendeu 450 chamadas nos primeiros três dias

“Fiz muita questão de estar aqui por duas razões: primeiro para mostrar que o powerpoint funciona, (…) mas também para mostrar que o SNS 24 é uma grande aposta para a entrada em situação de urgência dentro do Serviço Nacional de Saúde”, disse Ana Paula Martins, que falava aos jornalistas à margem de uma visita à Linha SNS Grávida. A linha está disponível, desde sábado, no mesmo número do SNS 24 (808 24 24 24), para encaminhar as utentes para a urgência mais próxima da sua área de residência.

Durante a vista, a ministra assistiu a uma simulação de uma chamada real de uma grávida, atendida por uma enfermeira que completou todo o processo de triagem e acabou a indicar qual a urgência de Obstetrícia mais próxima. Segundo a ministra, na linha SNS 24, em todo o país, trabalham cerca de 1.700 pessoas. No caso da Linha SNS Grávida, a governante explicou que os operadores seguem um algoritmo cientificamente validado pela Direção-Geral da Saúde, que classifica a situação em que está a mulher grávida.

Questionada sobre as dificuldades de acesso a esta linha, considerou “natural que aconteçam nos primeiros dias” situações de constrangimento, sublinhando: “Temos de fazer escolhas e a prioridade para as nossas grávidas é algo que está mais do que definido no Plano de Emergência“. “Essas dificuldades têm de ser agora ultrapassadas. (…) Não estamos aqui para esconder os momentos que correm menos bem, estamos aqui para os resolver”, acrescentou.

Sobre o Plano para o Verão, disse que esta linha é igualmente “uma aposta para iniciar uma nova forma de gerir o que é a urgência em Obstetrícia”, chamando a atenção para a separação que está prevista entre Obstetrícia e Ginecologia. Quanto à rotatividade dos profissionais para garantir todas as escalas, a ministra apontou os incentivos para atribuir à equipa, quando é ultrapassada a média de partos e que estarão em vigor até final do ano. Disse que a intenção é que estes incentivos “fixem a equipa onde ela habitualmente trabalha” e sublinhou a importância do trabalho em rede.

Ana Paula Martins reconheceu a possibilidade de constrangimentos no verão na área da Obstetrícia, mas recusou falar de encerramentos: “Eu não digo que há encerramentos, porque, verdadeiramente, os hospitais não encerram. Eles têm a equipa toda, anestesistas, médicos, enfermeiras obstétricas, assistentes operacionais”.

LUSA

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