Identificadas 64 regiões do genoma que aumentam o risco de transtorno bipolar
Estudo também confirmou uma sobreposição na base genética desta patologia com outros transtornos psiquiátricos.

Segundo um estudo publicado na Nature Genetics, foram identificadas 64 regiões do genoma humano cujas variações do DNA aumentam o risco de transtorno bipolar. Esta patologia afeta cerca de 40 a 50 milhões de pessoas no mundo.
Para compreender a biologia subjacente ao desenvolvimento do transtorno bipolar, uma equipa internacional de cientistas do Psychiatric Genomics Consortium conduziu um estudo focado na procura de marcadores genéticos comuns presentes em pessoas diagnosticadas com esta doença psiquiátrica.
Neste âmbito, os cientistas, por meio da análise de mais de 7,5 milhões de variações comuns na sequência do DNA de 415 000 pessoas, sendo que 40 000 sofriam deste transtorno, confirmaram o registo de 64 regiões do genoma que estão associadas a uma maior probabilidade de desenvolvimento do transtorno bipolar.
Além de confirmar a existência de subtipos geneticamente distintos do transtorno, o estudo também permitiu identificar uma sobreposição genética destes com outras patologias do foro psiquiátrico. Deste modo, o transtorno bipolar do tipo I apresenta uma semelhança genética à esquizofrenia e o transtorno bipolar II é geneticamente semelhante à depressão profunda.
“Está confirmado que o transtorno bipolar tem uma base genética substancial e a identificação destas variações do DNA, que podem aumentar este risco, podem fornecer informações relevantes sobre a biologia que se encontra subjacente a esta patologia”, confirmou o líder do estudo, Niamh Mullins.
Saiba mais informações sobre este estudo aqui.
SO











