16 Fev, 2021

Hospital de campanha de Lisboa já recebeu 118 doentes

Novo pavilhão do hospital de campanha, com capacidade de 150 camas, “irá provavelmente ser aberto até ao final da próxima semana”.

O hospital de campanha de Lisboa recebeu, desde 23 de janeiro e até domingo, 118 doentes infetados pela covid-19 e registava ontem 18 internados, disse o coordenador António Diniz, assegurando a abertura de um novo pavilhão com 150 camas.

A ideia não é juntar um novo pavilhão, é substituir o pavilhão onde estamos pelo novo pavilhão, que tem maior capacidade e pode receber inclusive um leque mais alargado de pessoas, com critérios de admissão mais alargados do que aqueles que temos agora”, afirmou o coordenador da Estrutura Hospitalar de Contingência de Lisboa, António Diniz.

Instalado no Estádio Universitário de Lisboa, o novo pavilhão do hospital de campanha, com capacidade de 150 camas, “irá provavelmente ser aberto até ao final da próxima semana”, apontou António Diniz, explicando que a abertura podia ter sido acelerada caso houvesse pressão que justificasse.

Em declarações à agência Lusa, o coordenador adiantou que o novo pavilhão vai corresponder a “uma mudança na perspetiva” de resposta, juntando a prioridade inicial de contribuir para diminuir a pressão sobre os hospitais ao objetivo de possibilitar que as enfermarias de outras especialidades e de outras áreas de intervenção médicas ou cirúrgicas que se têm dedicado aos doentes covid-19 “possam retomar o mais rapidamente possível a sua atividade normal”.

“São estas duas funções que fazem que, nesta altura, se justifique ainda manter a atividade da Estrutura Hospitalar de Contingência de Lisboa”, reforçou.

O primeiro pavilhão, que começou a funcionar em 23 de janeiro e que dispõe de 58 camas, já recebeu um total de 118 doentes covid-19, indicou António Diniz, referindo que a estrutura tem, neste momento, 18 pessoas internadas e espera receber ainda hoje mais alguns doentes.

Para o coordenador do hospital de campanha de Lisboa, o número de doentes hoje internados nesta estrutura reflete o que se está a passar nos hospitais da região de Lisboa e Vale do Tejo, em que se verifica, desde a semana passada, uma redução da pressão de internamento de doentes covid-19.

Neste contexto, António Diniz defendeu que a Estrutura Hospitalar de Contingência de Lisboa pode também ajudar “na recuperação dos hospitais para a assistência e normalização da sua atividade clínica,