Greve dos enfermeiros adia todas as cirurgias programadas nos maiores hospitais do país

Paralisação é total nos dois maiores hospitais do país (Santa Maria e São João). Só estão garantidas as cirurgias de caráter urgente e as oncológicas.

A paralisação dos enfermeiros, inédita em Portugal, que visa “parar toda a cirurgia programada”, está a ter um impacto total um pouco por todo o país, com todas as cirurgias programadas a serem adiadas no início desta manhã nos Hospitais de Santa Maria (em Lisboa), São João e Santo António (no Porto) e Setúbal.

No Santa Maria já terão sido adiadas 33 cirurgias no turno que começou às 8 horas. Luís Mós, do Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (Sindepor), adiantou – ao Público –  que em causa estão de nove cirurgias de ginecologia, nove de pediatria, uma de otorrino, cinco de oftalmologia, uma de neurocirurgia, três de urologia e cinco operações no bloco central.

Cerca de quatro dezenas de enfermeiros estão concentrados desde as 8 horas de hoje em frente ao Santa Maria para reivindicar uma carreira digna e mais contratações. Alguns enfermeiros concentrados hoje de manhã têm cravos brancos nas mãos e envergam um crachá na lapela onde se pode ler “É tempo de dizer basta – greve cirúrgica”.

No Porto, não abriu nenhuma das salas nem no Hospital de São João nem no de Santo António, segundo diz Gorete Pimentel, do Sindepor. Em Setúbal, às 9 horas, a adesão à greve era de 100%, o que levou ao adiamento de todas as operações programadas. Em Coimbra, a adesão à greve rondará os 90%

Os enfermeiros de cinco blocos operatórios de hospitais públicos iniciaram hoje uma greve de mais de um mês às cirurgias programadas, que pode adiar ou cancelar milhares de operações. No entanto, estão garantidos estão os serviços mínimos para as cirurgias urgentes e oncológicas.

Na base da paralisação está, segundo os profissionais, a falta de valorização da carreira, que inclui reivindicações ao nível remuneratório, e a falta de condições de trabalho no Serviço Nacional de Saúde.

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