27 Ago, 2024

Estudo revela necessidade de maior consciencialização sobre o uso de suplementos alimentares

Um novo estudo, desenvolvido por um grupo de investigadores da Universidade Lusófona, denominado "Analysis of food supplements and sports foods consumption patterns among a sample of gym-goers in Portugal", evidenciou que mais de 70% das pessoas que frequentam ginásios em Lisboa utiliza suplementos alimentares, sendo os homens os principais consumidores.

Estudo revela necessidade de maior consciencialização sobre o uso de suplementos alimentares

O estudo foi publicado na revista Journal of the International Society of Sports Nutrition e explora os padrões de consumo de suplementos alimentares e de alimentos para desportistas entre frequentadores de ginásios em Portugal.

Os inquiridos foram 303 frequentadores de ginásios da Área Metropolitana de Lisboa (133 mulheres e 170 homens com média de idades de 30 anos), que evidenciaram informações relevantes sobre o comportamento e as escolhas dos consumidores no contexto do fitness e da nutrição desportiva.

Os homens e os indivíduos mais novos consumiam mais produtos proteicos, relacionados com o aumento da performance desportiva, enquanto as mulheres e os indivíduos mais velhos procuravam o bem-estar e saúde em geral, nomeadamente através de multivitamínicos. Estes aspetos revelam um padrão de consumo, relacionado com “o sexo biológico, a idade e a motivação de treino”, afirmam os autores do estudo em nota divulgada.

Os principais suplementos alimentares consumidos pelos inquiridos eram a proteína do soro do leite (proteína whey), a creatina e os multivitamínicos. Já as principais fontes utilizadas pelos inquiridos para se informarem sobre os produtos foram a Internet e os amigos, sendo que os produtos eram adquiridos maioritariamente online.

De acordo com os autores, os resultados “reforçam a necessidade de uma maior consciencialização sobre o uso de suplementos alimentares, promovendo práticas que sejam seguras e benéficas para a saúde”. Além disso, sublinham também a “importância de uma maior educação nutricional para assegurar uma utilização adequada e segura destes produtos”. “Este estudo representa um passo importante na compreensão dos comportamentos alimentares no contexto do fitness em Portugal, oferecendo dados valiosos para profissionais de saúde, treinadores e consumidores”, concluem.

Pode consultar o artigo completo dos autores Sofia Lopes, Madalena Cunha, João Guilherme Costa e Cíntia Ferreira-Pêgo, aqui.

 

CG

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