7 Ago, 2025

Estudantes de Medicina querem reforço dos fundos de investigação em Portugal

O pedido dos estudantes de Medicina surge na sequência da extinção da Fundação para a Ciência e Tecnologia, no âmbito da reforma, em curso, da organização do Ministério da Educação, Ciência e Inovação.

Estudantes de Medicina querem reforço dos fundos de investigação em Portugal

“A Associação Nacional de Estudantes de Medicina (ANEM) espera que o fim da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), e a respetiva reestruturação da investigação científica em Portugal, não conduzam a uma diminuição dos fundos destinados à investigação, mas sim ao seu reforço.”

Os representantes dos alunos de Medicina lembram que a investigação é “um pilar essencial” para a Ciência e para a Medicina baseada na evidência. Nesse sentido, a reforma anunciada pelo Governo, segundo a qual será extinta a FCT, deverá ser “uma oportunidade para a fortalecer” com mais financiamento, acessibilidade e apoio.

“O futuro da Medicina em Portugal exige mais e melhor investigação – nunca menos”, realçam, em comunicado.

A associação defende, desta forma, que é preciso reforçar a dotação orçamental para Centros de Investigação associados às Instituições de Ensino Superior, potenciando a qualidade e atratividade da investigação em Portugal.

Outras medidas devem passar por integrar a investigação científica no percurso académico dos estudantes de Medicina, “garantindo oportunidades reais de participação desde a formação pré-graduada, em linha com recomendações da World Medical Association e da Organização Mundial da Saúde”; criar e ampliar mecanismos de apoio, bolsas e programas de investigação; e promover parcerias nacionais e internacionais que permitam a mobilidade, a partilha de conhecimento e a consolidação de redes colaborativas de excelência.

Por fim, mas não menos importante, considera essencial a disponibilização de infraestruturas, ferramentas e recursos digitais (bases de dados, software de análise, acesso a bibliografia científica).

 “A ANEM sublinha que a investigação científica desempenha um papel decisivo no desenvolvimento do pensamento crítico, na definição das escolhas profissionais e na formação de competências transversais dos futuros médicos. É também um fator estratégico para a inovação em saúde, a criação de novos fármacos e vacinas, e a melhoria dos cuidados de saúde prestados à população”, conclui.

Maria João Garcia

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