22 Ago, 2019

Em ex-fumadores, risco cardiovascular demora 10 a 15 anos a normalizar

Estudo que envolveu quase 9 mil pessoas concluiu que a normalização do risco cardiovascular é mais lenta nas pessoas mais jovens.

Uma nova investigação, publicada no Journal of American Medical Association, revela que o risco cardiovascular (RC) de ex-fumadores demora, pelo menos, 15 anos a atingir o RC de não-fumadores.

A população total do estudo incluiu 8770 participantes (idade média de 42 anos, 56% do sexo feminino), divididos em dois grupos: um cuja avaliação foi feita entre 1954 e 1958 e outro grupo (com indivíduos descendentes diretos dos primeiros) entre 1971 e 1975. No total, 46,9% eram fumadores, 13,6% eram ex-fumadores e 39,5% nunca tinham fumado. Entre os fumadores, a média fora de 20 cigarros consumidos/dia. Os participantes foram acompanhados, em média, durante 26 anos.

Os investigadores analisaram a associação entre o número de anos passados desde a cessação do consumo de tabaco e o risco cardiovascular de ex-fumadores em comparação com fumadores ativos e pessoas que nunca fumaram. Os ex-fumadores têm de esperar entre 10 a 15 anos para alcançarem o mesmo RC que os indivíduos que nunca fumaram. No entanto, verificaram resultados muito díspares nos dois grupos: no primeiro, o risco diminuiu significativamente depois de 5 a 10 anos anos sem tabaco, enquanto que no segundo grupo o tempo de espera até à normalização ascende a 25 anos.

Uma coisa é certa: todos os ex-fumadores colhem benefícios pelo facto de pararem de fumar. “Incluímos pessoas que eram jovens, que eram velhas e que tinham uma variedade de outros fatores de risco”, refere Meredith S. Duncan, investigadora principal.

“Mesmo entre os grandes fumadores, dentro de 5 anos, o risco cardiovascular diminuiu em 39% em relação às pessoas que continuaram a fumar intensamente”, revela Duncan, que dirige a Divisão de Medicina Cardiovascular do Vanderbilt University Medical Center.

Essas novas descobertas são consistentes com as de outro estudo publicado no mês passado no Journal of American College of Cardiology . No entanto, neste, o RC manteve-se aumentado até 25 anos após a cessação tabágica; no estudo anterior do JACC, foram 20 anos após a cessação.

TC/SO

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