16 Ago, 2018

Brasil. “Doutor Bumbum” acusado de homicídio intencional de uma paciente

Um médico brasileiro, que fazia cirurgias aos glúteos de forma ilegal, no seu apartamento, administrou uma dose superior à recomendada de uma substância química. Paciente de 46 anos acabou por morrer.

O Ministério Público do Rio de janeiro acusou esta quinta-feira o médico de cirurgia estética Denis Cesar Barros Furtado, conhecido como “Doutor Bumbum” devido à sua experiência cirúrgica em glúteos, de homicídio doloso qualificado (o termo usado no Brasil para um homicídio intencional). Em causa está a morte de uma paciente, no mês passado, na sequência de um procedimento estético no seu apartamento.

A paciente que acabou por morrer era a empresária Lilian Calixto, de 46 anos, que começou a apresentar sintomas de que algo não estaria bem logo depois da cirurgia. Lilian ainda foi levado para o hospital por Denis Furtado mas acabaria por morrer na madrugada de 15 de julho.

Segundo a acusação do Ministério público, o médico aplicou uma quantidade acima do permitido da substância química polimetilmetacrilato quando fazia uma bioplastia de aumento dos glúteos. No entanto “as recomendações apontam para o uso em pequenas doses e com restrições” desta substância. Segundo a acusação, o risco da cirurgia foi agravado pelo facto de a intervenção ter sido realizada num apartamento, “provisória e precariamente adaptado para o atendimento de pacientes”.

Apesar de estar inscrito no Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal, o médico não tinha qualquer especialização médica para realizar o procedimento. Denis Furtado arrisca agora uma pena de prisão que varia entre 12 e 30 anos de prisão. Também a mãe de Denis, que se apresentava como médica e colaborava nas angariação de clientes, foi detida pela polícia, assim como a namorada (de apenas 19 anos) e a empregada doméstica da família.

O médico tinha um “expressivo número de seguidores nas redes sociais”, onde publicava fotografias do antes e depois das intervenções e “atraía as mulheres sob a falsa promessa de beleza fácil e imediata”, acusa o Ministério Público.

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