11 Set, 2019

Algarve: Falta de médicos coloca serviços em rutura, setor privado prospera

A dificuldade crónica em fixar médicos coloca serviços em risco de rutura. Há utentes a serem transferidos para outras unidades e setor privado cresce.

A maioria dos concursos lançados para a colocação de médicos no Algarve (distrito de Faro) acabam por ficar desertos, dificultando a renovação do quadro de pessoal médico nos hospitais, o que afeta diretamente o necessário preenchimento de escalas de serviço, como tem acontecido, por exemplo, na Urgência de Neonatologia do hospital de Faro.

Também no hospital de Portimão, desde o início do verão que o serviço de Ginecologia e Obstetrícia tem sofrido interrupções intermitentes devido à falta de médicos para assegurar as escalas nos fins de semana e feriados, o que tem obrigado à transferência de grávidas para unidades noutras regiões.

 

Mobilidade só atraiu três médicos

 

A administração do Centro Hospitalar e Universitário do Algarve (CHUA), que reúne os hospitais de Faro, Portimão e Lagos, tem tentado resolver o problema, que se agrava no verão, quando a população triplica, assim como o Ministério da Saúde, que tenta colmatar a falta de médicos com o lançamento de concursos e programas de mobilidade temporária.

Porém, ao abrigo do programa de mobilidade temporária em curso, que vigora até 30 de setembro, só foram colocados ao serviço dos hospitais algarvios três médicos, mesmo apesar da possibilidade de alojamento gratuito, opção incluída no despacho do Ministério da Saúde, pela primeira vez, este ano.

 

Novo hospital central seria “determinante”

 

O presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve, Paulo Morgado, defende que a construção de um novo hospital central no Algarve seria um fator “determinante” para atrair méd