<i class="iconlock fa fa-lock fa-1x" aria-hidden="true" style="color:#e82d43;"></i> Aperto da anastomose uretero-ileal
Serviço de Urologia na ULS Santo António
31 Out, 2026

Aperto da anastomose uretero-ileal

Incluído no Fórum Cirúrgico dedicado à “Oncologia urotelial na era robótica”, terei a oportunidade de apresentar três vídeos sobre a abordagem dos apertos da anastomose uretero-ileal.

Os apertos da anastomose uretero-ileal (após cistectomia) ocorrem em 8 a 10% dos casos, sendo maioritariamente benignos. A fibrose desenvolve-se por compromisso vascular e/ou pequenas fugas nas anastomoses, manifestando-se habitualmente nos primeiros 2 anos.

A reparação cirúrgica por via aberta continua a ser o tratamento padrão, proporcionando elevada taxa de sucesso, embora com significativa morbilidade. No entanto, nos últimos anos, a abordagem laparoscópica (mais recentemente, assistida por robot), permitiu obter resultados similares, com menor taxa de complicações e tempo de hospitalização.

Os tratamentos endoscópicos, pese embora a sua menor eficácia, ao estarem associados a menor morbilidade, poderão ser uma opção válida em apertos com extensão inferior a 1-2 cm. A dilatação com balão, a incisão com LASER ou a associação de ambas têm sido usadas com eficácias muito variáveis descritas na literatura (o que reflete a grande heterogeneidade da população e técnica aplicada).

Dois dos vídeos apresentados mostrarão dilatações com balão, com abordagem endoscópica combinada (anterógrada e retrógrada), sublinhando a importância desta abordagem para o sucesso e segurança do procedimento. No primeiro caso, o tratamento endoscópico visou apenas a re-permeabilização do ureter e colocação de cateteres mono-J, numa situação de aperto de grande extensão num doente com conduto ileal, que pretendia um tratamento minimamente invasivo de baixa morbilidade, por forma a retirar o cateter de nefrostomia. O segundo caso ilustra a mesma abordagem num aperto da anastomose uretero-ileal inferior a 2 cm, num doente com neobexiga ileal.

Por fim, uma re-confeção da anastomose uretero-ileal por via laparoscópica porá em destaque as principais dificuldades e desafios encontrados nestas cirurgias de elevada complexidade.

 

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