23 Jul, 2026

Sindicato denuncia condições de trabalho no Centro de Sangue do Porto e pede intervenção da IGAS

O Sindicato dos Médicos do Norte pediu à Inspeção-Geral das Atividades em Saúde que investigue as condições de trabalho no Centro de Sangue e da Transplantação do Porto, alegando que alguns médicos cumprem horários excessivos sem remuneração do trabalho suplementar.

Sindicato denuncia condições de trabalho no Centro de Sangue do Porto e pede intervenção da IGAS

O Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) pediu à Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) que investigue o Centro de Sangue e da Transplantação do Porto (CSTP), alegando que alguns médicos estão sujeitos a trabalho suplementar não remunerado e ao incumprimento dos períodos legais de descanso.

Em comunicado, o sindicato afirma que há profissionais que continuam a cumprir semanas de trabalho entre 52 e 64 horas, na sequência de uma deliberação do Conselho Diretivo do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), sem receberem remuneração pelo trabalho suplementar realizado.

Segundo o SMN, esta situação compromete o cumprimento da legislação laboral e poderá colocar em causa a segurança dos dadores de sangue, dos doentes e do próprio sistema transfusional.

O sindicato defende, por isso, a reposição da legalidade e a adoção urgente de medidas que garantam condições de trabalho adequadas num serviço considerado essencial para o Serviço Nacional de Saúde.

Além da participação apresentada à IGAS, o SMN informou ter denunciado a situação à ministra da Saúde, alertando para o que considera ser uma degradação das condições de trabalho no Centro de Sangue e da Transplantação do Porto.

“A segurança das transfusões não pode depender de médicos em exaustão”, sublinha o sindicato.

Contactado pelo Diário de Notícias, o Instituto Português do Sangue e da Transplantação rejeitou as críticas. Segundo o IPST, as alterações introduzidas relativamente ao trabalho suplementar tiveram como objetivo reorganizar a atividade clínica e assegurar uma gestão mais eficiente dos recursos humanos, garantindo que a resposta aos dadores de sangue não está comprometida.

 

LUSA/SO

Notícia relacionada

ULS São João testa transfusão de sangue total em emergência pré-hospitalar

ler mais

Partilhe nas redes sociais:

ler mais