Infeções sexualmente transmissíveis. ANEM defende reforço urgente da prevenção e do acesso à saúde sexual
Para a ANEM, o combate às infeções sexualmente transmissíveis deve assumir-se como uma prioridade das políticas públicas de saúde, através de estratégias devidamente integradas e monitorizadas, alinhadas com objetivos e esforços internacionais.

A Associação Nacional de Estudantes de Medicina (ANEM) manifesta preocupação perante o aumento das infeções sexualmente transmissíveis (IST) em Portugal, atingindo o número recorde da última década, considerando que esta tendência representa um importante desafio de saúde pública e exige uma resposta mais robusta e integrada.
Na sua perspectiva, apesar dos avanços registados nas últimas décadas no diagnóstico e tratamento destas infeções, persistem obstáculos significativos no acesso à literacia, prevenção, à testagem e aos cuidados de saúde sexual, especialmente por grupos desproporcionalmente afetados. “Estas barreiras comprometem a deteção precoce, favorecem a transmissão e contribuem para o agravamento das desigualdades.”
Para a ANEM, o combate às IST deve assumir-se como uma prioridade das políticas públicas de saúde, através de estratégias devidamente integradas e monitorizadas, alinhadas com objetivos e esforços internacionais, que combinem promoção da literacia, combate ao estigma, prevenção, diagnóstico precoce e acesso atempado aos cuidados. “O combate ao aumento das IST deve ser uma prioridade. Quando existem ferramentas eficazes de prevenção, cada infeção evitável representa uma oportunidade perdida pelo sistema de saúde. É fundamental garantir que a informação, a testagem e os meios de prevenção chegam às pessoas de forma simples, adaptada e atempada”, afirma Maria Fontão, Presidente da ANEM.
Neste contexto, a Associação defende uma abordagem orientada para a eliminação das barreiras económicas, geográficas e sociais que limitam o acesso à saúde sexual.
A ANEM insta os decisores políticos a:
● Reforçar as políticas públicas de prevenção das IST através de campanhas regulares de literacia em saúde sexual, adaptadas às diferentes faixas etárias e contextos socioculturais;
● Implementar programas permanentes de promoção da saúde sexual nas instituições de Ensino Secundário e Superior, com enfoque na prevenção, testagem e combate ao estigma;
● Garantir acesso universal, gratuito, confidencial e atempado à testagem para VIH e outras IST, com disponibilização alargada nos Cuidados de Saúde Primários;
● Melhorar a acessibilidade à Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e à Profilaxia Pós-Exposição (PEP), através de circuitos de referenciação simples, céleres e amplamente divulgados;
● Assegurar a disponibilização gratuita e regular de preservativos em estabelecimentos de ensino, unidades de saúde e outros espaços frequentados por jovens.
A ANEM relembra que a prevenção continua a ser a estratégia mais eficaz para reduzir a incidência das IST e sublinha que o acesso à saúde sexual deve constituir um direito efetivo de todas as pessoas, independentemente da sua condição socioeconómica ou local de residência.
SO/COMUNICADO
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