6 Mai, 2026

Greve na saúde terá tido adesão entre 70% e 75%, segundo sindicato

A greve nacional dos trabalhadores da saúde, que terminou ontem, registou uma adesão entre 70% e 75%, segundo o sindicato. A paralisação afetou sobretudo blocos operatórios, cirurgias programadas e consultas externas em várias unidades hospitalares do país.

Greve na saúde terá tido adesão entre 70% e 75%, segundo sindicato

A greve nacional dos trabalhadores da saúde, convocada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Serviços e de Entidades com Fins Públicos (Stts), terminou hoje e terá registado uma adesão entre 70% e 75%, segundo dados avançados pela estrutura sindical.

O dirigente do Stts, Diogo Mina, adiantou à Lusa cerca das 16:00 que a taxa de participação na paralisação de dois dias se situou nesse intervalo.

A greve começou na segunda-feira e prolongou-se até às 24:00 de terça, abrangendo profissionais de diferentes áreas do setor da saúde, incluindo médicos, enfermeiros, técnicos e assistentes operacionais.

De acordo com o sindicato, os serviços mais afetados foram os blocos operatórios, as cirurgias programadas e as consultas externas, estando assegurados os serviços mínimos.

As unidades mais impactadas incluem as ULS de Santa Maria, Amadora/Sintra, São João, Santo António e os hospitais de São Francisco Xavier e Egas Moniz, todos na área de Lisboa, bem como outras instituições no país.

Segundo Diogo Mina, os enfermeiros e os técnicos auxiliares de saúde foram os grupos com maior adesão, enquanto os médicos terão sido os que menos participaram na paralisação.

O dirigente sindical afirmou ainda que a adesão não foi mais elevada devido a alegadas pressões sobre os trabalhadores, tendo o sindicato recebido cerca de 30 queixas escritas e várias dezenas de contactos telefónicos.

Entre as situações relatadas, o sindicato refere ameaças de processos disciplinares, faltas injustificadas e despedimentos.

Segundo o Stts, terão ocorrido também instruções divergentes sobre a definição de serviços mínimos, com algumas chefias a indicarem que os próprios serviços definiam os mínimos e a obrigatoriedade de comparência dos trabalhadores.

Quanto às reivindicações, o presidente do sindicato, Mário Rui, destacou problemas no pagamento de horas extraordinárias e a necessidade de valorização profissional.

Referiu ainda a falta de progressão nas carreiras, com situações pendentes desde 2023, e a exigência de criação de uma nova carreira para os técnicos auxiliares de saúde.

“O trabalhadores estão cansados”, afirmou, acrescentando que muitos continuam sem receber horas extraordinárias em dia.

LUSA/SO

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