24 Abr, 2026

Cuidados Paliativos acompanharam 3.116 doentes no domicílio em 13 anos na Madeira

Cerca de 47% dos internamentos em Cuidados Paliativos estão relacionados com o controlo de sintomas complexos, enquanto 22% correspondem a situações de fim de vida — contextos que exigem elevada disponibilidade, intensidade clínica e apoio contínuo às famílias.

Cuidados Paliativos acompanharam 3.116 doentes no domicílio em 13 anos na Madeira

A Rede de Cuidados Paliativos da Madeira assegurou acompanhamento domiciliário a 3.116 doentes ao longo de 13 anos de atividade, revelou esta sexta-feira a Secretaria Regional de Saúde e Proteção Civil, destacando a “robustez” da estratégia regional neste domínio. De acordo com os dados divulgados, a média etária dos utentes acompanhados situa-se nos 70,5 anos, sendo que a maioria (84,8%) apresentava diagnóstico de doença oncológica.

As informações foram apresentadas no âmbito de uma visita da secretária regional, Micaela Fonseca de Freitas, ao Serviço de Cuidados Paliativos do Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira (Sesaram), localizado no Funchal. Segundo o comunicado oficial, cerca de 47% dos internamentos estão relacionados com o controlo de sintomas complexos, enquanto 22% correspondem a situações de fim de vida — contextos que exigem elevada disponibilidade, intensidade clínica e apoio contínuo às famílias.

Durante a visita, a governante destacou o trabalho desenvolvido pelo serviço, dirigido por Licínia Araújo, sublinhando que este foi o primeiro do país a obter acreditação internacional pelo Modelo ACSA, distinção que reconhece a qualidade das organizações de saúde e que foi renovada em 2023.

Micaela Fonseca de Freitas elogiou ainda o desempenho das equipas de profissionais e da Equipa de Apoio Psicossocial da Fundação ‘la Caixa’, reiterando o compromisso do Governo Regional em reforçar os recursos técnicos e humanos afetos ao serviço. “O objetivo é assegurar que o investimento nos Cuidados Paliativos se traduza num acesso universal, equitativo e sustentável para todos os madeirenses e porto-santenses”, conclui o comunicado.

SO/LUSA

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