ULS da Região de Leiria realiza primeiro implante de pacemaker sem elétrodos
O diretor do Serviço de Cardiologia da ULS da Região de Leiria, David Durão, sublinhou que o pacemaker sem elétrodos constitui uma “ferramenta que pode contribuir para melhorar o bem-estar” dos doentes.

A ULS da Região de Leiria realizou o primeiro implante de um pacemaker sem elétrodos, um procedimento considerado “um marco importante na evolução do tratamento das bradiarritmias”. Em comunicado, a unidade explica que esta tecnologia permite posicionar-se “na vanguarda dos hospitais portugueses” que disponibilizam este tipo de pacing cardíaco inovador.
Entre as principais características do dispositivo destaca-se a capacidade de estimular tanto a aurícula como o ventrículo, possibilitando a comunicação entre as duas câmaras cardíacas. A possibilidade de mapeamento e a capacidade de extração são também apontadas como vantagens deste pacemaker sem fios.
Segundo a ULS, trata-se de uma cápsula com duas câmaras — auricular e ventricular — com cerca de um décimo do tamanho de um pacemaker convencional. O dispositivo tem “potencial para revolucionar o tratamento destes doentes” e representa uma oportunidade para o desenvolvimento da técnica de estimulação cardíaca sem elétrodos. O procedimento foi realizado na semana passada, “com sucesso e sem intercorrências”, pelos cardiologistas Davide Severino e Hélia Martins, com a colaboração de Pedro Marques. O primeiro implante foi realizado numa mulher de 84 anos, no Hospital de Santo André.
A área de influência da ULS da Região de Leiria abrange os concelhos de Alcobaça, Batalha, Leiria, Marinha Grande, Nazaré, Ourém, Pombal e Porto de Mós, integrando três unidades hospitalares — Leiria, Pombal e Alcobaça — e 10 centros de saúde.
SO/LUSA
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