Nova urgência regional de Obstetrícia no Hospital Garcia de Orta avança quando equipas concluírem escalas
Questionada sobre um eventual atraso no processo da urgência regional, a ministra rejeitou essa interpretação, sublinhando que a sua criação exige preparação e várias condições operacionais.

A ministra da Saúde afirmou que a nova urgência regional de Ginecologia e Obstetrícia no Hospital Garcia de Orta, em Almada, entrará em funcionamento assim que as equipas clínicas concluírem as escalas conjuntas, sem avançar uma data concreta.
Ana Paula Martins tinha indicado, numa audição no parlamento em 24 de fevereiro, que a urgência regional de obstetrícia e ginecologia da Península de Setúbal poderia começar a funcionar em março. No entanto, explicou hoje aos jornalistas que a data de arranque será anunciada pelo diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
“Ele vai comunicar esse dia quando estiver definitivamente acordado com as equipas clínicas, porque há várias matérias que estão envolvidas na criação de uma urgência de nível regional e, por isso, a data, sendo importante, é a data em que as equipas tiverem as escalas conjuntas feitas”, afirmou a governante.
As declarações foram prestadas à margem da assinatura de um memorando entre o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge e a ULS de Santa Maria, que visa o desenvolvimento de projetos conjuntos nas áreas da investigação, inovação e formação avançada.
Segundo a ministra, os médicos das equipas de Obstetrícia do Hospital do Barreiro que reunirem condições para assegurar urgência integrarão o novo modelo. O processo tem sido discutido em reuniões entre as unidades hospitalares envolvidas e a direção executiva do SNS.
Ana Paula Martins afirmou que esses encontros têm decorrido “em muito bom ambiente e numa lógica de colaboração e de construção”. A responsável destacou ainda que as equipas dos hospitais do Hospital do Barreiro, do Hospital Garcia de Orta e do Hospital de São Bernardo, em Setúbal, enfrentam há vários anos dificuldades significativas, incluindo perda de médicos e uma “enorme sobrecarga” de trabalho associada à manutenção de três urgências permanentemente abertas na Península de Setúbal.
Questionada sobre um eventual atraso no processo, a ministra rejeitou essa interpretação, sublinhando que a criação de uma urgência regional exige preparação e várias condições operacionais.
Entre essas condições, referiu o reforço dos mecanismos de referenciação entre hospitais e da emergência médica, nomeadamente do suporte imediato de vida em concelhos mais distantes do hospital de referência. “Estas coisas têm de ser feitas com muita prudência, com as maiores certezas possíveis, para que no dia que arranquem, tudo esteja a postos”, afirmou.
SO/LUSA
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