Farmacêuticos alertam que automedicação e dificuldades no acesso aos cuidados de saúde exigem respostas integradas
Os farmacêuticos sublinham que a crescente pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde (SNS), aliada à escassez de médicos de família e aos longos tempos de espera para consultas, tem levado muitos utentes a recorrerem à automedicação.

A Ordem dos Farmacêuticos alertou que o aumento da automedicação e as dificuldades no acesso aos cuidados de saúde estão a criar riscos acrescidos para a população, defendendo a necessidade de respostas integradas, seguras e articuladas entre os vários níveis do sistema de saúde.
Em comunicado, os profissionais sublinham que a crescente pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde (SNS), aliada à escassez de médicos de família e aos longos tempos de espera para consultas, tem levado muitos utentes a recorrerem à automedicação, muitas vezes sem o devido acompanhamento clínico.
Segundo os farmacêuticos, este fenómeno pode resultar em interações medicamentosas perigosas, utilização inadequada de fármacos e atraso no diagnóstico de doenças, com impacto negativo na saúde pública. “A farmácia comunitária é, em muitos casos, o primeiro ponto de contacto dos cidadãos com o sistema de saúde, o que reforça a necessidade de integração efetiva destes profissionais nas estratégias de cuidados primários”, referem.
Os profissionais defendem que uma maior valorização do papel do farmacêutico, nomeadamente na educação para o uso racional do medicamento, na triagem de situações clínicas ligeiras e no encaminhamento adequado dos doentes, pode contribuir para aliviar a pressão sobre os serviços de urgência e melhorar a segurança dos cuidados.
Os farmacêuticos salientam ainda que respostas fragmentadas não são suficientes para enfrentar os desafios atuais, apelando a políticas públicas que promovam a coordenação entre farmácias, centros de saúde e hospitais, bem como o reforço da literacia em saúde da população.
“Só através de soluções integradas, centradas no doente e baseadas na colaboração entre profissionais de saúde, será possível garantir cuidados mais acessíveis, eficazes e seguros”, concluem.
SO/LUSA
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