17 Jun, 2024

Ministra admite que mapas de urgências podem ter constrangimentos mas são atualizados diariamente

A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, admitiu que podem existir constrangimentos nos mapas das urgências do país, mas reafirmou que estes planos são atualizados dia a dia.

Ministra admite que mapas de urgências podem ter constrangimentos mas são atualizados diariamente

“Temos 90% das urgências abertas [incluindo obstétricas e pediátricas], algo que é fruto de grande esforço por parte das equipas. Os mapas são atualizados dia a dia, mas em cima do que já está previsto nas escalas. As férias são marcadas no primeiro trimestre e as escalas são apresentadas para três meses, mas há imprevistos. Já herdámos esta situação. No ano passado, por esta altura, tínhamos exatamente o mesmo tipo de constrangimentos”, disse

Ana Paula Martins falou aos jornalistas numa visita ao Hospital da Amadora, realizada na passada sexta-feira. “Estamos a monitorizar ao dia tudo o que se passa nas nossas urgências”, disse a ministra.

Antes, fonte do gabinete do Ministério da Saúde indicou à Lusa que em Portugal continental estão 90 serviços de urgência de todas as especialidades abertos, sete fechados e nove com constrangimentos.

A mesma fonte avançou que os mapas que indicam quais os serviços de urgência abertos no território continental estão a ser atualizados “pelo menos uma vez por dia” e que o sistema SNS24/INEM é atualizado “ao minuto”.

O primeiro hospital visitado na sexta-feira por Ana Paula Martins foi o Hospital São Bernardo, em Setúbal. Em declarações à SIC na unidade, a ministra da Saúde admitiu que foram detetados erros na península de Setúbal.

“De facto, o sistema ainda não está a funcionar totalmente de forma adequada e tivemos erros. Estão a ser feitos testes. Espero que na próxima semana os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde consigam ter esta informação, que é dinâmica, cada vez mais perfeita. Admito que possam existir outros [erros além de Setúbal], temos de estar sempre a avaliar enquanto não tivermos o sistema otimizado”, disse, à saída do Hospital São Bernardo.

Já à chegada ao Hospital Fernando da Fonseca, quando questionada sobre se consegue garantir que todos os constrangimentos vão ser superados, Ana Paula Martins mostrou-se otimista, mas não se comprometeu em absoluto. “O que o Ministério da Saúde consegue garantir é que tudo faremos para minimizar os constrangimentos. Ninguém poderá, e eu também não, dizer que não haverá constrangimentos. Esta organização não pode ser conseguida em dois meses”, disse.

Salvaguardando que na Ginecologia e Obstetrícia, bem como na Pediatria, “a previsibilidade é muito maior”, Ana Paula Martins admitiu, no entanto, que “há zonas do país, incluindo de Lisboa e Vale do Tejo, onde se depende muito de equipas de médicos que trabalham de forma tarefeira”. “E nessas situações é mais fácil haver constrangimentos que são imprevisíveis”, concluiu.

A ministra da Saúde adiantou ainda que “daqui a duas semanas” começará a ser preparado o Plano de Inverno. “O novo diretor-executivo [do Serviço Nacional de Saúde, António Gandra d’Almeida] começará a preparação com os hospitais e com os responsáveis de saúde, de forma a conseguirmos organizar as urgências de forma a conseguirmos minimizar os constrangimentos já para o inverno”, referiu.

 

LUSA

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