ULS de Coimbra prevê concluir registo obrigatório de diagnósticos na consulta externa até dia 15
A ULS de Coimbra sublinha que o reforço deste registo permitirá melhorar a qualidade da informação clínica e influenciar positivamente o desempenho dos algoritmos de cálculo do risco clínico.

A ULS de Coimbra prevê que, até ao dia 15, todos os serviços hospitalares, com exceção da Medicina do Trabalho, tenham concluído a implementação do registo obrigatório de diagnósticos na consulta externa.
Em comunicado enviado à agência Lusa, a ULS de Coimbra sublinha que o reforço deste registo permitirá melhorar a qualidade da informação clínica e influenciar positivamente o desempenho dos algoritmos de cálculo do risco clínico, do risco de agudização e do risco de internamento.
Segundo o presidente do conselho de administração, Alexandre Lourenço, ao longo de 2025 foram realizadas dezenas de reuniões presenciais com os serviços clínicos, no âmbito do projeto de implementação do registo obrigatório do diagnóstico. Esses encontros permitiram não só explicar o modelo de estratificação de risco, como também analisar o perfil de cada serviço e a qualidade dos dados registados, comparando-os com os valores nacionais.
“O registo estruturado de diagnósticos é o principal alicerce dos modelos populacionais de gestão da doença”, afirmou Alexandre Lourenço, acrescentando que a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) considera este registo uma condição necessária para a consolidação da informação de suporte à estratificação pelo risco.
De acordo com dados da ULS, em novembro de 2025 o BI de Morbilidade Hospitalar registava 342.722 episódios com diagnóstico associado na instituição, o que correspondia a 40,42% do total de consultas externas. Já em dezembro, a percentagem de consultas com diagnóstico registado subiu para 77,3%.
A obrigatoriedade do registo de diagnósticos visa a caracterização da carga de doença dos utentes, funcionando como elemento essencial de apoio à estratificação do risco. Este processo permite ainda operacionalizar e consolidar percursos clínicos integrados, facilitando a continuidade e a coordenação de cuidados.
Além disso, o registo estruturado dos diagnósticos contribui para um melhor planeamento de recursos e para a antecipação de picos de procura, com base num conhecimento mais robusto da carga de doença da população. Por outro lado, disponibiliza aos profissionais de saúde o acesso direto aos diagnósticos registados, por médico ou por serviço, potenciando também a investigação clínica.
SO/LUSA
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