5 Abr, 2018

Médicos não têm solução para as duas gémeas siamesas que nasceram com um coração em Angola

Bebés que nasceram na segunda-feira partilham o mesmo coração e o mesmo fígado. Equipa médica, que conta com um clínico português, reconhece que as hipóteses de sucesso em caso de cirurgia são nulas.

Médicos não têm solução para as duas gémeas siamesas que nasceram com um coração em Angola

A equipa médica que acompanha duas gémeas siamesas que nasceram segunda-feira, em Luanda, anunciou esta quarta-feira a impossibilidade de realização de uma cirurgia de separação, por estas partilharem o mesmo coração.

A posição foi transmitida em conferência de imprensa pelo diretor do Hospital Pediátrico David Bernardino, em Luanda, para onde as gémeas siamesas foram transferidas após o parto, na maternidade Augusto Ngangula, também na capital angolana, a 02 de abril. “As bebés siamesas partilham o mesmo coração e o mesmo fígado. Com este achado imagiológico não é viável a intervenção cirúrgica”, anunciou Francisco Domingos.

As gémeas siamesas – uma terceira gémea nasceu sem problemas – estão a ser acompanhadas por uma equipa multidisciplinar, da qual faz parte o cirurgião cardiotorácico português Manuel Pedro Magalhães.

“O sucesso desse tipo de situações é nulo. Houve várias tentativas no passado, que quando há essa situação de sacrificar um dos gémeos em favor do outro, nenhum dos outros que ficou nunca chegou a ir para casa”, alertou o especialista.

Os médicos mantêm um prognóstico “bastante reservado” sobre estas gémeas, tendo em conta a “sobrecarga” aplicada ao coração que os dois recém-nascidos partilham.

LUSA/ SO

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