21 Set, 2022

Exposição excessiva a ecrãs poderá levar a puberdade precoce, indica estudo

A puberdade precoce acarreta riscos para a saúde, aumentando inclusive o risco de depressão ou ansiedade, bem como de cancro da mama, por exemplo, de acordo com os investigadores.

O risco de puberdade precoce poderá aumentar com a exposição excessiva das crianças aos ecrãs, de acordo com um estudo da Universidade Gazi (Ancara, Turquia), noticiado pelo Público.

A equipa de investigadores, liderada pelo pediatra Aylin Kilinç Ugurlu, estudou em ratinhos de laboratório os efeitos da exposição excessiva à luz azul dos ecrãs no desenvolvimento das crianças. Os resultados da investigação foram apresentados no Encontro Anual da Sociedade Europeia de Endocrinologia Pediátrica, que decorreu, entre 15 e 17 de setembro, em Roma (Itália).

Para expor os ratinhos a luz azul e simular a exposição aos ecrãs de telemóveis e computadores, recorreu-se à alteração dos níveis de melatonina. Naquele que o investigador turco afirma ser o primeiro estudo experimental feito neste campo, uma das principais conclusões foi precisamente a existência de alterações hormonais, e especificamente no tecido dos ovários.

Contudo, o responsável alerta que estes resultados não são facilmente extrapoláveis, sendo necessário mais estudos. “É difícil, porque o tipo e o tempo de exposição à luz azul num ratinho não é equivalente ao que veríamos numa criança a utilizar um aparelho normal”, explica em declarações ao jornal Público.

A puberdade precoce acarreta riscos para a saúde, aumentando inclusive o risco de depressão ou ansiedade, bem como de cancro da mama, por exemplo, de acordo com investigador.

SO/PÚBLICO

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