1 Jul, 2020

Equipas conjuntas já no terreno em freguesias mais afetadas, garante ARS de Lisboa

A vice-presidente da ARS-LVT diz que o objetivo é acelerar os inquéritos epidemiológicos mas ressalva que os resultados não aparecem de um dia para o outro.

Luísa Silveira, vice-presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARS-LVT), realçou que a preocupação nesta região, com 3,7 milhões de pessoas, é sobretudo nas 19 freguesias que na quarta-feira começam um novo período de situação de calamidade.

Segundo a responsável, já foram constituídas as equipas compostas por entidades de saúde, segurança social, autarquias, proteção civil, parceiros da comunidade e forças de segurança, que ajudarão a executar no terreno as medidas previstas pelo Governo para conter o número de novas infeções.

“Estas equipas são equipas conjuntas, já estão definidas e, nomeadamente em Loures e Odivelas, já estão a atuar há alguns dias. Já estão no terreno, mas também pensamos que nos próximos dias – isto é dinâmico – já vamos ter ainda mais equipas do que tivemos hoje”, afirmou.

 

Objetivo é, “primeiro, fazer mais rápido os inquéritos epidemiológicos”

 

“Todos nós temos de ter consciência de que estas ações não resultam no dia imediato. São ações que têm de se esperar alguns dias para verificar se temos um decréscimo sustentado do número de casos”, acrescentou.

Desde logo, o objetivo da saúde é, “primeiro, fazer mais rápido os inquéritos epidemiológicos”.

“Neste momento, os inquéritos epidemiológicos estão a ser feitos já sem atraso, tendo havido reforço do grupo de médicos, enfermeiros e técnicos das unidades de cuidados de saúde primários e também dos hospitais que estão a colaborar nesta tarefa de garantir que os inquéritos não têm atrasos e de constituir equipas que vão atuar em conjunto com as diversas entidades nestes territórios”, disse.

Luísa Silveira destacou que as equipas têm de ter em conta a grande diversidade cultural e social da população destas freguesias assim como a elevada concentração de pessoas.

“Aqui, nesta grande área, temos pessoas com mais de 100 nacionalidades diferentes e é preciso também ter atenção aquilo que é a diversidade cultural e até a capacidade que estas pessoas têm de entender no sentido da língua”, explicou, salientando o papel das autarquias a arranjar intérpretes e mediadores para comunicar com todas as comunidades.

A ARS-LVT reforçou o grupo de profissionais que estão a colaborar na realização dos inquéritos, “especialmente nestes agrupamentos de centros de saúde que apoiam as unidades destas áreas”, onde “o nível de testes, neste momento, não tem grandes oscilações”, disse.

“Fazemos nos nossos ACES e nos hospitais mais de 2.700 a 2.800 testes por dia”, salientou, acrescentando que este número inclui os testes para detetar novos infetados e também os testes para determinar se o doente com covid-19 está negativo.

A região de LVT tem cerca de 3,7 milhões de habitantes numa área muito vasta, que abrange os distritos de Lisboa, Setúbal, Santarém e parte do de Leiria.

SO/LUSA

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