8 Jun, 2021

Covid-19. Médicos não devem usar heparina no tratamento de coágulos, aconselha EMA

Agência Europeia do Medicamento recomenda a prescrição de anticoagulantes não heparinas em casos associados à vacinação.

A Agência Europeia do Medicamento (EMA) emitiu na passada segunda-feira, dia 7 de junho, uma orientação para os médicos não recorrerem ao uso de heparina no tratamento de coágulos sanguíneos raros e baixo nível de plaquetas sanguíneas identificados nas pessoas cuja vacina inoculada contra o novo coronavírus foi da AstraZeneca ou da Johnson & Johnson.

Segundo avança a SIC Notícias, com base em orientações provisórias da Sociedade Internacional de Trombose e Hemostase (ISTH), que concluiu em abril que o tratamento “deve ser iniciado com [medicamentos] sem heparina anti coagulação”, o regulador europeu de medicamentos aconselha os profissionais de saúde neste sentido, dados os raros casos de coágulos e baixa contagem de plaquetas associados a estas duas vacinas.

As presentes recomendações encontram-se em linha com as diretrizes da Food and Drug Administration (FDA) e dos Centros de Controlo de Doenças, que também alertam para o não uso da heparina nestes casos, salientando que este tipo de anticoagulante parece piorar a situação de alguns doentes.

Assim, em concordância com as diretrizes do ISTH, quando for confirmado a presença de coágulos sanguíneos ou baixo nível de plaquetas resultantes da toma da vacina contra a covid-19, devem ser prescritos anticoagulantes não heparinas e deve ser considerada a administração de imunoglobulina intravenosa em altas doses, no sentido de auxiliar a neutralização de efeitos secundários raros.

Recorde-se que, apesar de terem sido registados cerca de 316 casos de coágulos sanguíneos raros com plaquetas baixas em pacientes que receberam a vacina da AstraZeneca dentro da Zona Económica Europeia, a EMA ressalta que os benefícios gerais desta vacina e da Johnson & Johnson superam quaisquer possíveis riscos.

SO

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