13 Abr, 2021

Covid-19: Doentes com DPOC não sabem quando vão ser vacinados

Cerca de 220 mil doentes com doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) não sabem quando lhes vai ser administrada a vacina.

Aproximadamente 220 mil doentes com DPOC – sem médico de família atribuído ou sem um acompanhamento regular em consulta de Medicina Geral e Familiar – não têm qualquer informação sobre o processo de vacinação contra o SARS-CoV-2, avança um estudo da Associação RESPIRA. De salientar, que estas pessoas integram o grupo de risco para a Covid-19 e, como tal, deveriam ser incluídas na primeira fase de vacinação.

De acordo com a Respira, por não terem médico de família atribuído, estes doentes desconhecem os critérios de inclusão na vacinação, tendo-lhes sido comunicado pela Direção-Geral da Saúde (DGS) que deveriam aguardar pelo contacto das autoridades de saúde – via SMS, chamada telefónica ou carta – ou contactarem o médico assistente, caso tenham entre 50 a 79 anos, de forma a iniciarem o processo de vacinação.

O estudo da Respira inquiriu 565 pessoas com esta patologia e concluiu que a região Norte é onde existe maior desconhecimento acerca do plano de vacinação. Nas faixas etárias mais elevadas, a desinformação sobre o tema é maior. Nas grandes metrópoles, Lisboa e Porto, é onde existe maior conhecimento.

Face a estes resultados, a presidente da RESPIRA, Isabel Saraiva, questiona-se, em comunicado enviado às redações, “como serão envolvidos no processo de vacinação estes cerca de 220 mil doentes que não têm qualquer informação sobre os critérios de inclusão para a vacinação contra a SARS-CoV-2? Que alternativas apresentam as autoridades competentes para o contacto e esclarecimento destes doentes, uma vez que não têm ou não são acompanhados por um médico de família? Se a idade é um fator de desconhecimento para o plano de vacinação qual o grau de eficácia do contacto por SMS e telefone com estes doentes?”

E acrescenta: “Se os doentes não são acompanhados pelo médico de família e não têm informação sobre a vacinação, a quem cabe a responsabilidade de os informar sobre estes procedimentos e que acompanhamentos lhes garantem?”.

Em Portugal existem 800 mil doentes com DPOC, dos quais 81 mil não têm médico de família atribuído.

SO

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