Consultas de fertilidade na Terceira asseguradas em Ponta Delgada
A secretária regional da Saúde dos Açores garantiu que, apesar do fim das consultas de fertilidade no hospital da ilha Terceira, as mulheres com indicação clínica continuam a ser acompanhadas no Hospital de Ponta Delgada.

O Governo dos Açores assegura que as mulheres da ilha Terceira não ficaram sem acesso a consultas de fertilidade, apesar de o Hospital de Santo Espírito ter deixado de prestar esse serviço por falta de recursos humanos.
Segundo a secretária regional da Saúde, Mónica Seidi, as utentes com indicação clínica estão a ser referenciadas para o Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, onde têm sido acompanhadas e encaminhadas para os tratamentos necessários. “Até à data tiveram sempre resposta”, garantiu, em declarações aos jornalistas.
A questão foi levantada pelo deputado do Bloco de Esquerda, António Lima, que, num requerimento entregue na Assembleia Legislativa Regional, alertou para denúncias de ausência de resposta no hospital da Terceira. O parlamentar referiu que a unidade deixou de realizar consultas de fertilidade por “insuficiência de recursos”, afetando um universo de cerca de 10 mil casais açorianos com problemas de infertilidade.
Mónica Seidi confirmou que a interrupção ocorreu em 2023, após a reforma do clínico mais dedicado a esta área, sem que houvesse substituição interna. “Contudo, não deixou nunca de existir resposta”, frisou, sublinhando que o Serviço Regional de Saúde funciona de forma complementar entre unidades, garantindo o acesso dos utentes mesmo quando a resposta não está disponível localmente.
Questionada sobre eventuais impactos na lista de espera, a governante afirmou não ter informação de agravamento. “A lista de espera de que tenho conhecimento ronda os três a quatro meses. Não tenho indicação de que tenha vindo a aumentar”, afirmou, garantindo que o executivo regional continuará a assegurar o acesso à consulta.
A responsável revelou ainda que já foram abertos concursos para reforçar o número de ginecologistas/obstetras no hospital da Terceira, mas que não foram preenchidos. “Gostaríamos muito de reforçar o quadro clínico, porque é uma especialidade que nos faz falta”, concluiu.
LUSA/SO
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