Colite Ulcerosa: Novas terapêuticas médicas
Unidade Local de Saúde São José

Colite Ulcerosa: Novas terapêuticas médicas

O tratamento da colite ulcerosa sofreu uma revolução com o desenvolvimento da terapêutica biológica, contudo uma percentagem significativa de doentes não atinge a remissão clínica, laboratorial e endoscópica, tornando imprescindível o desenvolvimento de alternativas. Neste âmbito destacam-se os inibidores seletivos da IL-23 com eficácia significativa na indução e manutenção da remissão, incluindo em doentes previamente expostos a biológicos, e com elevado perfil de segurança. Outra inovação são os moduladores da via S1P, pequenas moléculas orais que regulam a migração linfocitária, reduzindo a atividade inflamatória intestinal. A sua administração oral e perfil de segurança favorável faz com que se tornem numa opção atrativa para formas moderadas a graves da doença.

terapêutica combinada avançada, que associa dois fármacos avançados (biológico ou pequena molécula) com mecanismos de ação diferentes, surge como estratégia para casos mais complexos ou refratários. Esta abordagem visa potenciar a eficácia, reduzir falência terapêutica e alcançar remissões sustentadas. Embora off-label a sua utilização na prática clínica é cada vez mais frequente e com resultados promissores. Apesar destes avanços vários fatores na abordagem terapêutica permanecem por definir, sobretudo no que diz respeito à identificação de marcadores que permitam a personalização do tratamento. No futuro espera-se que esta limitação seja ultrapassada, permitindo uma melhoria continua na nossa atividade.

 

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