UBI lança Projeto Action para promover longevidade mais saudável com investimento de 900 mil euros
A equipa do Projeto Action integra investigadores de sete centros de investigação da UBI, que procuram “acelerar a inovação terapêutica em doenças neurológicas, endócrinas, infeciosas e oncológicas”.

A Faculdade de Ciências da Saúde (FCS) da Universidade da Beira Interior (UBI) deu início ao Projeto Action, uma iniciativa que reúne uma equipa multidisciplinar de investigadores com o objetivo de desenvolver soluções que contribuam para uma longevidade mais saudável.
O projeto terá a duração de três anos e conta com um investimento de cerca de 900 mil euros, financiados por Fundos Europeus de Desenvolvimento Regional, no âmbito de uma candidatura apresentada à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro.
Segundo explicou Adriana Santos, professora e investigadora da FCS da UBI, o ponto de partida do projeto é o crescimento da população e o aumento da esperança média de vida, que colocam novos desafios aos sistemas de saúde.
“O projeto atua a diferentes níveis. Tem duas atividades científicas de investigação relacionadas com a descoberta e desenvolvimento de novos medicamentos e com a inovação na área da terapia medicamentosa, com foco nas doenças prevalentes na população idosa, como doenças oncológicas, neurológicas e algumas demências”, afirmou.
A investigação será desenvolvida maioritariamente em contexto laboratorial, através de estudos in vitro, que poderão posteriormente ser testados em modelos animais (in vivo). O objetivo é descobrir, numa fase inicial, novas moléculas com potencial terapêutico.
A equipa integra investigadores de sete centros de investigação da UBI, que procuram “acelerar a inovação terapêutica em doenças neurológicas, endócrinas, infeciosas e oncológicas”. O trabalho centra-se nas primeiras etapas do processo científico, uma vez que o desenvolvimento de um medicamento até à sua aplicação clínica pode demorar entre 10 a 15 anos.
“Estamos nos primeiros três anos desse percurso”, sublinhou Adriana Santos, acrescentando que, caso os resultados sejam promissores, poderão ser submetidas novas candidaturas para financiamento adicional, bem como pedidos de patente, processos que também exigem vários anos e, numa fase posterior, envolvem empresas e a indústria farmacêutica.
No âmbito do Projeto Action, a vertente do exercício físico é a única que implica contacto direto com pessoas, sempre em contexto de investigação. O objetivo é avaliar os efeitos de diferentes tipos e intensidades de exercício na população idosa, analisando os benefícios ao nível do controlo da diabetes, da pressão arterial e das funções neurológicas e cognitivas, com o contributo de psicólogos.
As várias dimensões do projeto decorrem em paralelo, sob coordenação da FCS, envolvendo investigadores dos sete centros da Universidade da Beira Interior, sediada na Covilhã, no distrito de Castelo Branco.
SO/LUSA
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