7 Jan, 2026

Ordem dos Farmacêuticos alerta para necessidade de definir integração de especialistas no SNS

O bastonário dos farmacêuticos, Hélder Mota Filipe, defende que é fundamental garantir a capacidade do SNS para acolher recursos humanos “altamente qualificados”, que poderão contribuir para ultrapassar problemas estruturais existentes nas unidades de saúde.

Ordem dos Farmacêuticos alerta para necessidade de definir integração de especialistas no SNS

A Ordem dos Farmacêuticos (OF) alertou para a necessidade de serem definidos, atempadamente, os modelos de integração no Serviço Nacional de Saúde (SNS) dos profissionais que irão concluir a residência farmacêutica, formação que confere o grau de especialidade.

Em comunicado, a OF recorda que o programa da residência farmacêutica, criado em 2023, tem registado uma elevada procura, com o número de candidatos a ultrapassar as vagas disponibilizadas pelas instituições de saúde com idoneidade formativa. O percurso formativo, com a duração de quatro anos, integra formação teórica e prática e confere especialização em Análises Clínicas, Farmácia Hospitalar ou Genética Humana.

No início de janeiro, mais de 150 farmacêuticos iniciaram um novo ciclo da residência farmacêutica, juntando-se aos mais de 400 profissionais que se encontram atualmente nos restantes anos de formação. No total, cerca de 500 farmacêuticos estão a frequentar a residência: aproximadamente 400 em Farmácia Hospitalar, 100 em Análises Clínicas e cerca de 20 em Genética Humana.

Com a aproximação da conclusão da formação dos primeiros farmacêuticos especialistas ainda este ano, a Ordem sublinha a urgência de clarificar os mecanismos de integração destes profissionais no sistema de saúde, nomeadamente na Carreira Farmacêutica do SNS.

O arranque do novo ciclo assinalou-se, ontem, na Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, numa sessão que contou com a presença do bastonário da OF, Hélder Mota Filipe, do presidente do Conselho Diretivo da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), André Trindade, e do presidente da Comissão Nacional da Residência Farmacêutica, Armando Alcobia.

Citado no comunicado, Hélder Mota Filipe defende que é fundamental garantir a capacidade do SNS para acolher recursos humanos “altamente qualificados”, que poderão contribuir para ultrapassar problemas estruturais existentes nas unidades de saúde. O bastonário sublinha ainda que a residência farmacêutica representa “um investimento significativo”, tanto para os profissionais como para o próprio SNS.

A Ordem dos Farmacêuticos afirma ter acompanhado de forma próxima a implementação da residência farmacêutica e reafirma a sua disponibilidade para colaborar com as entidades competentes na definição de soluções que reforcem a sustentabilidade do SNS e assegurem a valorização dos farmacêuticos especialistas, em benefício da qualidade dos cuidados de saúde prestados aos cidadãos.

SO/LUSA

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