Ordem dos Farmacêuticos alerta para necessidade de definir integração de especialistas no SNS
O bastonário dos farmacêuticos, Hélder Mota Filipe, defende que é fundamental garantir a capacidade do SNS para acolher recursos humanos “altamente qualificados”, que poderão contribuir para ultrapassar problemas estruturais existentes nas unidades de saúde.

A Ordem dos Farmacêuticos (OF) alertou para a necessidade de serem definidos, atempadamente, os modelos de integração no Serviço Nacional de Saúde (SNS) dos profissionais que irão concluir a residência farmacêutica, formação que confere o grau de especialidade.
Em comunicado, a OF recorda que o programa da residência farmacêutica, criado em 2023, tem registado uma elevada procura, com o número de candidatos a ultrapassar as vagas disponibilizadas pelas instituições de saúde com idoneidade formativa. O percurso formativo, com a duração de quatro anos, integra formação teórica e prática e confere especialização em Análises Clínicas, Farmácia Hospitalar ou Genética Humana.
No início de janeiro, mais de 150 farmacêuticos iniciaram um novo ciclo da residência farmacêutica, juntando-se aos mais de 400 profissionais que se encontram atualmente nos restantes anos de formação. No total, cerca de 500 farmacêuticos estão a frequentar a residência: aproximadamente 400 em Farmácia Hospitalar, 100 em Análises Clínicas e cerca de 20 em Genética Humana.
Com a aproximação da conclusão da formação dos primeiros farmacêuticos especialistas ainda este ano, a Ordem sublinha a urgência de clarificar os mecanismos de integração destes profissionais no sistema de saúde, nomeadamente na Carreira Farmacêutica do SNS.
O arranque do novo ciclo assinalou-se, ontem, na Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, numa sessão que contou com a presença do bastonário da OF, Hélder Mota Filipe, do presidente do Conselho Diretivo da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), André Trindade, e do presidente da Comissão Nacional da Residência Farmacêutica, Armando Alcobia.
Citado no comunicado, Hélder Mota Filipe defende que é fundamental garantir a capacidade do SNS para acolher recursos humanos “altamente qualificados”, que poderão contribuir para ultrapassar problemas estruturais existentes nas unidades de saúde. O bastonário sublinha ainda que a residência farmacêutica representa “um investimento significativo”, tanto para os profissionais como para o próprio SNS.
A Ordem dos Farmacêuticos afirma ter acompanhado de forma próxima a implementação da residência farmacêutica e reafirma a sua disponibilidade para colaborar com as entidades competentes na definição de soluções que reforcem a sustentabilidade do SNS e assegurem a valorização dos farmacêuticos especialistas, em benefício da qualidade dos cuidados de saúde prestados aos cidadãos.
SO/LUSA
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