17 Dez, 2025

Aberto concurso para médicos recém-especialistas com 606 vagas

O Ministério da Saúde abriu um concurso para o preenchimento de 606 vagas destinadas a médicos especialistas recém-formados, maioritariamente na área hospitalar. Medicina Geral e Familiar e Saúde Pública também integram o processo, que surge após críticas sindicais ao atraso na abertura dos concursos.

Aberto concurso para médicos recém-especialistas com 606 vagas

O Ministério da Saúde abriu concurso para o preenchimento de 606 vagas para médicos especialistas recém-formados, das quais 447 se destinam à área hospitalar, 142 à Medicina Geral e Familiar e 17 à Saúde Pública, segundo despachos publicados em Diário da República.

No que respeita à Medicina Geral e Familiar, a Unidade Local de Saúde (ULS) com maior número de vagas é a do Estuário do Sado, com 16 postos de trabalho, seguida das ULS de Amadora-Sintra e de Leiria, ambas com 12 vagas. A ULS do Arco Ribeirinho dispõe de nove vagas, enquanto as ULS do Oeste e da Guarda têm oito cada. Sete vagas foram abertas na ULS São José, em Lisboa, e na ULS de Trás-os-Montes e Alto Douro, enquanto as ULS Almada-Seixal, Lezíria e Médio Tejo contam com seis vagas cada. Com quatro vagas surgem as ULS Lisboa Ocidental, Santa Maria e Arrábida.

Na área hospitalar, onde se concentra a maioria das vagas, a especialidade com mais lugares a concurso é a de Medicina Interna, com 57 postos de trabalho, seguida de Ginecologia/Obstetrícia (40), Anestesiologia (32), Psiquiatria (27), Pediatria (26) e Cirurgia Geral (22). Ortopedia conta com 17 vagas, Radiologia e Medicina Intensiva com 16 cada, Cardiologia com 15, Neurologia com 13 e Oncologia Médica, Pneumologia e Medicina Física e Reabilitação com 12 vagas cada. A especialidade de Urologia tem 11 vagas e todas as restantes contam com menos de 10 postos disponíveis.

As 17 vagas da área da Saúde Pública estão distribuídas por outras tantas ULS do país, com uma vaga por unidade.

De acordo com o despacho, assinado pela ministra da Saúde, Ana Paula Martins, caso sobrem vagas por preencher no final do concurso, podem ser autorizadas contratações de médicos sem vínculo ao Serviço Nacional de Saúde, na base da carreira e com contratos sem termo, desde que exista cabimento orçamental.

O documento prevê ainda a possibilidade de realocação de postos de trabalho situados em zonas geográficas carenciadas, para efeitos de atribuição de incentivos, mediante autorização do membro do Governo responsável pela área da saúde.

A abertura deste concurso surge depois de o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) ter alertado, no sábado, para o atraso na abertura dos procedimentos concursais, lembrando que o prazo legal terminou a 12 de dezembro, 30 dias após a homologação das listas finais do internato médico. O sindicato defende um modelo de disponibilização permanente de vagas, considerando que os atuais concursos com janelas temporais limitadas não respondem às necessidades do SNS nem às expectativas dos médicos.

LUSA/SO

Notícia relacionada

Concursos para médicos recém-especialistas continuam atrasados, alerta sindicato

ler mais

Partilhe nas redes sociais:

ler mais