Alerta em Pombal: aumento do mosquito-tigre, transmissor de dengue e zika
A Unidade Local de Saúde da Região de Leiria identificou um aumento da presença do mosquito-tigre em Pombal e pede à população que adote medidas para travar a propagação deste vetor, potencial transmissor de vírus como dengue, zika e chikungunya.

A Unidade Local de Saúde (ULS) da Região de Leiria alertou para o aumento da presença do mosquito-tigre (Aedes albopictus) no concelho de Pombal e apelou à colaboração da população na prevenção da sua propagação.
Através do seu Departamento de Saúde Pública, a ULS detetou um crescimento significativo da espécie invasora no âmbito da vigilância regular, sublinhando que, apesar de não terem sido registados casos de doenças associadas em Portugal continental, este mosquito é transmissor potencial de vírus como dengue, zika e chikungunya, além de provocar picadas dolorosas e reações alérgicas em pessoas sensíveis.
À população, a ULS recomenda a eliminação de águas paradas em pratos de vasos, pneus, garrafas, ralos ou outros recipientes, a limpeza frequente de bebedouros de animais, a manutenção de calhas e sistemas de escoamento desobstruídos e o armazenamento de recipientes no exterior sempre tapados ou virados para baixo. Como medidas individuais, aconselha o uso de repelente, roupa larga que cubra braços e pernas e a colocação de redes mosquiteiras nas janelas.
Rui Passadouro, coordenador do Departamento de Saúde Pública da ULS, explicou à Lusa que o mosquito já tinha sido identificado na região, mas em número reduzido, sendo agora detetado “com ovos e uma presença bastante superior”, estimando-se que o número de capturas tenha aumentado “cerca de 10 vezes” face ao ano passado.
“Não é um alerta de pânico, mas um alerta construtivo”, frisou o médico, defendendo que a principal forma de combate é a eliminação de locais de deposição de ovos, essencialmente pequenos focos de água estagnada.
Em 2024, a Direção-Geral da Saúde já tinha emitido recomendações a autarquias, empresas e entidades do setor agrícola e turístico para reforçarem medidas de prevenção e controlo do mosquito-tigre, espécie invasora detetada em várias zonas do país, incluindo Cascais e Pombal.
A presença de mosquitos Aedes em Portugal começou em 2005, com a deteção do Aedes aegypti na Madeira, e em 2017 no continente com a introdução do Aedes albopictus no Norte, seguindo-se o Algarve em 2018 e o Alentejo em 2022.
LUSA/SO
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