Estomatologista português participa em formação para profissionais de saúde da CPLP

Francisco Azevedo Coutinho, da ULS Santa Maria, em Lisboa, foi o formador de uma sessão, onde se falou sobre “Cirurgia Oral e Maxilofacial: conceitos iniciais”. A iniciativa, que visa dar formação a profissionais de saúde da CPLP, foi organizada pela ONG Mundo a Sorrir.

Estomatologista português participa em formação para profissionais de saúde da CPLP

No passado mês de maio, decorreu a primeira sessão, por Zoom, de um ciclo de formações sobre Saúde Oral para países de língua oficial portuguesa (CPLP). A iniciativa, da organização não-governamental Mundo a Sorrir, contou com a participação do estomatologista Francisco Azevedo Coutinho.

Nesta primeira sessão, abordaram-se conceitos iniciais de cirurgia oral, tendo sido dado especial ênfase a duas grandes áreas: infeções graves da cavidade oral e traumatismos maxilofaciais, duas patologias com grande prevalência nestes países.

No primeiro caso, destacam-se as doenças ulcerativas necrotizantes e os abcessos odontogénicos que, não tratados, causam grande destruição dos tecidos da face e podem afetar a região cervical. “São realidades muito diferentes, com algumas infeções que não costumamos ter em Portugal.”

Na Traumatologia também existe necessidade de melhoria da resposta, já que se registam muitos acidentes, nomeadamente de moto. “Nestes países não existe o hábito de se usar capacete e surgem traumatismos complexos, que exigem transferência para a capital por haver necessidade de intervenções sob anestesia geral, o que nem sempre é fácil”

Para o formador, esta iniciativa é uma mais-valia para os colegas da CPLP – mais concretamente, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde, mas também para Portugal. “É muito enriquecedor ver como tratam casos complexos com poucos meios. A sua criatividade é impressionante”, afirma, em declarações ao SaúdeOnline.

As sessões têm como público-alvo médicos, médicos dentistas e outros profissionais de saúde. Irão ocorrer várias sessões de formação ao longo do ano que irão abordar outras áreas de capacitação, identificadas pela ONG como primordiais para os profissionais que estão nestes países.

 

MJG

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