21 Jan, 2026

Novo presidente da FNAM assume liderança de continuidade

O novo presidente da Federação Nacional dos Médicos, André Gomes, afirmou que a sua eleição não altera a natureza coletiva da organização sindical e garantiu uma liderança de continuidade, sublinhando que a FNAM é um projeto conjunto dos sindicatos médicos do Norte, Centro e Sul.

Novo presidente da FNAM assume liderança de continuidade

O novo presidente da Federação Nacional dos Médicos (FNAM), André Gomes, afirmou que a sua eleição, ocorrida no sábado, não altera a natureza coletiva da organização sindical, assegurando que a sua liderança é de continuidade.

“A liderança do André é a continuidade do trabalho da FNAM. A FNAM não é o André Gomes. A FNAM é os sindicatos médicos do Norte, do Centro e do Sul”, afirmou o dirigente sindical aos jornalistas, antes de entrar para a primeira reunião negocial com o Ministério da Saúde, em Lisboa.

Segundo André Gomes, o mais importante é a própria federação.

“É um trabalho coletivo e, portanto, é assim a nossa forma de trabalhar, é assim a nossa forma de estar e, portanto, não é o André Gomes, é a FNAM que importa”, sublinhou.

André Gomes, que sucede a Joana Bordalo e Sá, é presidente do Sindicato dos Médicos da Zona Sul, médico de saúde pública e exerce funções na Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Alentejo.

As vice-presidências da FNAM passam a ser assumidas por Joana Bordalo e Sá, que liderou a federação entre 2023 e 2025, e por Noel Carrilho, presidente do Sindicato dos Médicos da Zona Centro, que esteve à frente da organização entre 2020 e 2022.

À entrada para o Ministério da Saúde, André Gomes afirmou que a FNAM chega à ronda negocial com o Governo “com boas expectativas” de avançar nas propostas para reforçar a carreira médica e proteger o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

“A FNAM conseguiu finalmente o seu grande objetivo, que é voltar à mesa negocial com o Governo. Trabalhámos muito para isso e conseguimos”, referiu.

O novo presidente da federação garantiu ainda que a FNAM parte para as negociações “com total abertura e total boa-fé”.

“Esperemos que do outro lado tenham a mesma atitude, porque aquilo que nós queremos é reforçar a carreira médica, é salvar o SNS em prol dos nossos utentes”, afirmou.

Segundo André Gomes, a reunião de hoje deverá servir para definir o calendário de discussão dos temas incluídos no protocolo assinado com o Governo a 9 de janeiro.

Entre as prioridades da FNAM estão matérias como o internato médico, a parentalidade, a avaliação e a progressão na carreira.

“A FNAM entregou o seu caderno de encargos e também é isso que faz com que estejamos satisfeitos neste processo. O Governo, pela primeira vez, aceitou o caderno de encargos da FNAM”, acrescentou.

LUSA/SO

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