23 Jan, 2026

Compra de 275 viaturas para o INEM adjudicada a três operadores económicos

A compra de 275 viaturas para o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) foi adjudicada a três operadores económicos, no âmbito de um concurso público lançado em 2025, num investimento global de 16,8 milhões de euros.

Compra de 275 viaturas para o INEM adjudicada a três operadores económicos

A Entidade dos Serviços Partilhados da Administração Pública (ESPAP) adjudicou a compra de 275 viaturas para o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) a três operadores económicos, na sequência de um concurso público lançado no ano passado, revelou à Lusa fonte governamental.

De acordo com a mesma fonte, o Conselho Diretivo da ESPAP deliberou, no passado dia 7 de janeiro, a adjudicação das viaturas de emergência médica à Honda Motor Europe Limited – Sucursal Portugal, à SIVA – Sociedade de Importação de Veículos Automóveis, S.A., e a um agrupamento constituído pelos operadores económicos Onda Predileta Lda. e Auto Maran, S.A.

“Os adjudicatários foram notificados no dia subsequente para prestarem a devida habilitação, bem como a caução nos termos do procedimento, sendo ainda necessário aguardar pelo visto prévio do Tribunal de Contas”, indicou a fonte governamental.

O Governo aprovou no dia 8 de janeiro a aquisição de 275 novas viaturas para o INEM, num investimento total de 16,8 milhões de euros, com o objetivo de reforçar o sistema de emergência médica.

A compra inclui 163 ambulâncias, 34 viaturas médicas de emergência e reanimação (VMER) e 78 outros veículos, num total de 275 viaturas, anúncio que foi feito no dia seguinte pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, durante o debate quinzenal na Assembleia da República.

Na ocasião, o chefe do Governo sublinhou que, “nos últimos dez anos, apenas tinham sido adquiridos para o INEM 100 veículos, num total de 4,2 milhões de euros”.

“Ou seja, em dez anos foi gasto um quarto do que este Governo decidiu ontem [8 de janeiro] investir. Estamos a resolver um problema crónico e a inverter um desinvestimento que herdámos, com consequências evidentes e graves”, afirmou Luís Montenegro, prometendo ainda “reformas estruturais e transformadoras noutras áreas essenciais” ao longo de 2026.

Na semana em que foi anunciado o investimento, pelo menos três pessoas morreram após terem contactado o INEM a pedir socorro, sem que os meios de emergência tenham chegado a tempo.

O INEM abriu uma auditoria sobre um dos casos, mas rejeitou responsabilidades, apontando a falta de meios e a retenção de macas nos hospitais como fatores condicionantes da resposta.

LUSA/SO

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