23 Jan, 2026

Ministra da Saúde diz que número de partos fora do hospital se mantém estável na última década

Segundo Ana Paula Martins, a maior parte dos partos fora do hospital “não ocorre na via pública, felizmente, nem nas ambulâncias”, mas sim em casa

Ministra da Saúde diz que número de partos fora do hospital se mantém estável na última década

A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, afirmou que o número de partos ocorridos fora dos hospitais, em Portugal, se mantém semelhante ao da última década, acrescentando que a maioria destes casos acontece no domicílio.

“Os números são semelhantes aos dos últimos anos, com exceção do período da pandemia, em que houve mais partos extra-hospitalares, pelas razões que se compreendem. Portanto, não há nenhuma grande alteração relativamente ao número de partos extra-hospitalares”, afirmou a governante, à margem da conferência “Futuro da Saúde na Europa”, que decorreu no Porto.

Segundo Ana Paula Martins, a maior parte dos partos fora do hospital “não ocorre na via pública, felizmente, nem nas ambulâncias”, mas sim em casa, o que leva muitas vezes à intervenção do INEM quando surgem complicações.

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Sublinhando que “nem todos os partos extra-hospitalares passam pelo INEM”, a ministra garantiu que “não está comprovado” que existam atualmente mais partos em ambulâncias do que em anos anteriores, nomeadamente devido ao funcionamento das urgências hospitalares em regime de rotação ou com constrangimentos.

A governante destacou ainda que, com a linha SNS 24 Grávida e com a maior orientação do INEM para a resposta a situações envolvendo grávidas, os meios de emergência são acionados de forma mais célere. “As pessoas hoje sabem que é mais seguro irem de ambulância do que pelos seus próprios meios ou com a ajuda da família”, referiu, salientando também o papel dos bombeiros neste processo.

Ana Paula Martins defendeu a importância de garantir que as grávidas sejam acompanhadas ao longo de todos os trimestres de gestação, com reforço da literacia em saúde para o reconhecimento de sinais de alerta. Manifestou ainda a expectativa de que, num futuro próximo, as urgências regionais contribuam para uma maior previsibilidade, tanto para as grávidas como para o Sistema Nacional de Emergência Médica.

De acordo com dados avançados pelo INEM à agência Lusa, nos primeiros dez meses do ano passado registaram-se 186 partos fora do hospital — em ambulâncias, na via pública ou no domicílio — um número muito próximo dos 189 contabilizados no período homólogo do ano anterior.

SO/LUSA

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