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Haverá uma fórmula ideal para avaliar o internato em MGF?

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Em Portugal, a avaliação da formação pós-graduada é regulamentada pelo Regime Jurídico do Internato Médico, que tem vindo a uniformizar a avaliação entre especialidades e locais de formação. O panorama atual na Medicina Geral e Familiar (MGF) engloba uma componente de avaliação contínua e outra final.

A avaliação contínua é feita pela média ponderada das componentes de desempenho e conhecimento de cada estágio, mediante a duração do mesmo. A avaliação final compreende uma prova de discussão curricular, uma prova prática e uma teórica. As componentes contínua e final contribuem de forma muito pouco equitativa para a nota final: a componente contínua vale apenas 40% da nota da prova de discussão curricular. Ora, esta fórmula matemática dilui o trabalho de 4 anos num valor quase insignificante da nota final – cerca de 13,3%.

Compreendo que a avaliação contínua, como está estruturada, dê azo a uma apreciação muito dependente do orientador, o que tem prós e contras. Por um lado, os orientadores são quem melhor conhece o nosso trabalho, tendo por isso legitimidade para uma avaliação informal justa. Por outro, incita a uma nota inflacionada aquando de uma boa relação pessoal e profissional e a uma desvalorização nas situações inversas.

Ainda assim, fazer depender a maioria da avaliação do internato na componente final traz injustiças importantes. Todos temos um colega que se “balda” todo o internato e nas provas finais se sai à grande, porque é despreocupado, aparenta ser confiante e até teve sorte. Pelo contrário, quantos são os que se tornaram excelentes médicos, mas que têm um desempenho pior nas provas finais, porque sentem o peso da responsabilidade como um nervosismo no dia D. Temos ainda o problema das discrepâncias entre júris e exames. E mais, a forma como as provas estão desenhadas nem sempre espelha as competências do médico de família. Veja-se a prova prática: quanto daquilo é uma consulta habitual em MGF?

Creio que a solução para este problema não é fácil e nunca será totalmente justa. Mas afloram-me algumas ideias. Por exemplo, a prova prática poderia consistir na análise retrospetiva de consultas realizadas no último ano de internato. Selecionando consultas de diferentes tipologias, o júri avaliaria o desempenho do interno mediante os seus registos clínicos, dando-lhe oportunidade para discutir a forma como procedeu. Isto implicaria que os internos dessem o máximo nas consultas com os seus doentes e não na prova final fictícia.

Mas este é só um exemplo. Com alguma imaginação outras ideias mais justas podem surgir. Sabemos que o mais importante é a sensação de dever cumprido no final do internato. No entanto, numa era em que a nota final tem implicações importantes para o nosso futuro, não apenas profissional, mas sobretudo pessoal, pequenas injustiças fazem-nos pensar se todo este percurso vale a pena. Afinal, no final da formação pós-graduada, quase aos 30, queremos finalmente assentar em terra firme.

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