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As disfunções sexuais, sendo multifatorias, são suscetíveis a perturbações causadas pelo novo contexto pandémico. Este impacto direto ou indireto da Covid-19 acarreta desafios não só para os doentes, como também para os profissionais que os acompanham.

Por forma a introduzir questões mais abrangentes relacionadas com as disfunções sexuais, o painel contou com a partilha do conhecimento e da experiência dos médicos urologistas Dr. Artur Palmas, da Sociedade Portuguesa de Andrologia, Medicina Sexual e Reprodução, e Dr. Luís Abranches Monteiro, da Associação Portuguesa de Urologia.

Já para abordar o impacto psicológico da pandemia, a Prof.ª Ana Gomes, psicóloga e investigadora do SexLab, avançou com alguns dados preliminares sobre dois estudos elaborados para retratar a situação da saúde sexual dos portugueses durante este contexto “sem precedentes, que está a exigir adaptações muito rápidas”.

A Prof.ª Patrícia Pascoal, também psicóloga e presidente da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica incidiu sobre alguns aspetos que são, por vezes, esquecidos, tais como o impacto da pandemia em algumas minorias e/ou em indivíduos que não estão em relações, alertando que podem originar situações de “isolamento”.

E porque a sexualidade é uma componente central do ser humano ao longo de toda a vida, o SaúdeOnline convidou também a Dr.ª Andreia Rodrigues Silva, que integra a coordenação do Grupo de Estudos da Sexualidade (GESEX), da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar.

Para além de destacar algumas dificuldades sentidas nesta especialidade, por exemplo pela falta de tempo e pela presença de crenças e mitos, a médica de família sublinhou a importância de tratar estes temas “sem preconceitos” com os doentes. Como explicou, a saúde sexual pode ajudar a desvendar e prevenir problemas de saúde subjacentes ainda antes de se instalarem.

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