Saúde Geral - Saúde Online https://saudeonline.pt/noticias/saude-geral/ Notícias sobre saúde Wed, 27 May 2026 16:14:45 +0000 pt-PT hourly 1 https://saudeonline.pt/wp-content/uploads/2018/12/cropped-indentity-32x32.png Saúde Geral - Saúde Online https://saudeonline.pt/noticias/saude-geral/ 32 32 Nova era na adjuvância do cancro da mama RH+/HER2- https://saudeonline.pt/nova-era-na-adjuvancia-do-cancro-da-mama-rh-her2/ Wed, 27 May 2026 16:14:45 +0000 https://saudeonline.pt/?p=186288 O conteúdo <i class="iconlock fa fa-lock fa-1x" aria-hidden="true" style="color:#e82d43;"></i> Nova era na adjuvância do cancro da mama RH+/HER2- aparece primeiro em Saúde Online.

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Pneumologista alerta que legalização de bolsas de nicotina é um “tiro no pé” https://saudeonline.pt/pneumologista-alerta-que-legalizacao-de-bolsas-de-nicotina-e-um-tiro-no-pe/ https://saudeonline.pt/pneumologista-alerta-que-legalizacao-de-bolsas-de-nicotina-e-um-tiro-no-pe/#respond Tue, 26 May 2026 14:30:12 +0000 https://saudeonline.pt/?p=187327 Também este mês, a OMS alertou para os riscos do consumo de bolsas de nicotina entre os jovens, apelando aos governos para adotarem medidas que limitem a sua utilização.

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O pneumologista Daniel Coutinho considerou que a proposta de lei do Governo para regulamentar as bolsas de nicotina representa um “tiro no pé”, alertando para os riscos associados às elevadas concentrações de nicotina permitidas nestes produtos.

Em declarações à agência Lusa, o coordenador da comissão de trabalho de tabagismo da Sociedade Portuguesa de Pneumologia afirmou não compreender a lógica de proibir o tabaco oral e, simultaneamente, autorizar bolsas de nicotina, substância que descreve como altamente aditiva. “Quando se fala na possibilidade de 12 mg de concentração, convém perceber que a dose máxima disponível em medicação para deixar de fumar é de 4 mg”, sublinhou Daniel Coutinho, defendendo que as bolsas podem conter níveis de nicotina até três vezes superiores aos utilizados em terapias de cessação tabágica.

No início do mês, o Governo aprovou em Conselho de Ministros uma proposta de lei de autorização legislativa destinada a criar um enquadramento legal para as bolsas de nicotina, produtos sem tabaco para uso oral. Segundo o Executivo, a futura legislação prevê a proibição da venda a menores, a definição de limites máximos de nicotina e restrições a sabores e elementos considerados atrativos. No entanto, o jornal Público noticiou que a proposta deixa aberta uma exceção para sabores de mentol e menta, contrariando recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Apesar das críticas, Daniel Coutinho admite que a regulamentação poderá ter um efeito positivo ao pôr fim ao atual vazio legal, permitindo que estes produtos deixem de ser comercializados “como se fossem um suplemento alimentar”.

Também este mês, a OMS alertou para os riscos do consumo de bolsas de nicotina entre os jovens, apelando aos governos para adotarem medidas que limitem a sua utilização. Num relatório dedicado ao tema, a organização sublinhou que estes produtos “não devem ser considerados isentos de riscos”, sobretudo devido ao impacto da nicotina no desenvolvimento cerebral de crianças e adolescentes. O organismo internacional alertou ainda para possíveis consequências ao nível da atenção, aprendizagem, dependência futura e aumento do risco cardiovascular.

A OMS criticou igualmente as estratégias de marketing utilizadas pela indústria, acusando-a de procurar normalizar o consumo de nicotina entre os mais novos através de embalagens semelhantes a doces, sabores apelativos como pastilha elástica e promoção em redes sociais, concertos, festivais e eventos desportivos, incluindo a Formula 1.

SO/LUSA

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Obesidade abranda em Portugal e na Europa Ocidental mas continua a crescer em países pobres https://saudeonline.pt/obesidade-abranda-em-portugal-e-na-europa-ocidental-mas-continua-a-crescer-em-paises-pobres/ https://saudeonline.pt/obesidade-abranda-em-portugal-e-na-europa-ocidental-mas-continua-a-crescer-em-paises-pobres/#respond Mon, 25 May 2026 09:48:14 +0000 https://saudeonline.pt/?p=187301 A obesidade está a desacelerar em países da Europa Ocidental, incluindo Portugal, mas continua a aumentar de forma consistente em regiões mais desfavorecidas, concluiu um estudo internacional com participação de investigadores da Universidade de Coimbra.

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Obesidade abranda em Portugal e na Europa Ocidental mas continua a crescer em países pobres

O estudo, publicado na revista científica Nature, analisou a evolução da obesidade em 200 países e territórios entre 1980 e 2024, com base em mais de 4 mil estudos populacionais e dados de mais de 232 milhões de participantes.

A investigação foi liderada pela NCD Risk Factor Collaboration em parceria com o Imperial College London e contou com a participação de investigadores da Universidade de Coimbra.

Segundo a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), os resultados mostram uma “desaceleração histórica” da obesidade na Europa Ocidental, apontando para sinais de estabilização e até de possível inversão em alguns países de elevado rendimento.

Portugal, Itália e França são apontados como exemplos de países onde se verificou uma redução da obesidade infantil e juvenil desde os anos 2000.

“Após um aumento rápido e sustentado da prevalência da obesidade ao longo das últimas décadas do século XX, observa-se agora um abrandamento claro desse crescimento na maioria dos países de elevado rendimento”, refere a FCTUC, em comunicado.

Em contrapartida, o estudo alerta para um crescimento contínuo da obesidade em países de baixo rendimento, sobretudo em regiões de África, Ásia, América Latina, Caraíbas e ilhas do Pacífico.

Em declarações à Lusa, o investigador do Centro de Investigação em Antropologia e Saúde da FCTUC, Aristides Machado-Rodrigues, afirmou que os resultados mostram que a ideia de uma epidemia global de obesidade “pode ser uma simplificação excessiva”, uma vez que existem trajetórias muito diferentes entre países e regiões.

O investigador destacou ainda a relação entre obesidade e desigualdade económica, sublinhando que os alimentos menos saudáveis tendem a ser mais baratos e acessíveis.

“Os alimentos mais nefastos, hipercalóricos e ricos em açúcar e gordura, têm custos mais baixos”, afirmou.

Sobre a evolução mais favorável em vários países ocidentais, Aristides Machado-Rodrigues apontou o impacto de políticas públicas de promoção da alimentação saudável, combate ao sedentarismo e incentivo à prática de atividade física.

“Há uma combinação de fatores políticos e sociais que só se manifesta em períodos temporais mais longos e que começa agora a revelar sinais de estabilização em algumas sociedades”, explicou.

O estudo contou ainda com a participação dos investigadores da Universidade de Coimbra Cristina Padez, Daniela Rodrigues, Helena Nogueira, Luísa Macieira, Lélita Santos e Anabela Mota-Pinto.

LUSA/SO

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Cientistas descobrem vulnerabilidade em bactéria resistente a antibióticos https://saudeonline.pt/cientistas-descobrem-vulnerabilidade-em-bacteria-resistente-a-antibioticos/ Mon, 25 May 2026 08:58:07 +0000 https://saudeonline.pt/?p=187285 O conteúdo <i class="iconlock fa fa-lock fa-1x" aria-hidden="true" style="color:#e82d43;"></i> Cientistas descobrem vulnerabilidade em bactéria resistente a antibióticos aparece primeiro em Saúde Online.

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Cientistas descobrem vulnerabilidade em bactéria resistente a antibióticos

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Utentes já podem consultar custos dos cuidados no SNS 24 https://saudeonline.pt/utentes-ja-podem-consultar-custos-dos-cuidados-no-sns-24/ https://saudeonline.pt/utentes-ja-podem-consultar-custos-dos-cuidados-no-sns-24/#respond Fri, 22 May 2026 13:20:41 +0000 https://saudeonline.pt/?p=187269 Os utentes já podem ver quanto custaram ao Estado os seus cuidados de saúde nos últimos cinco anos através da App e do Portal SNS24. A nova funcionalidade inclui consultas, exames, internamentos e outros atos, reforçando a transparência do SNS.

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Os utentes já podem consultar quanto custaram ao Estado as consultas, exames, internamentos e outros cuidados de saúde realizados nos últimos cinco anos, através da aplicação e do Portal SNS24, anunciaram os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS).

O serviço permite aceder ao histórico dos cuidados de saúde prestados e aos respetivos valores suportados pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS), numa medida que visa reforçar a transparência, a literacia em saúde e a cidadania.

Em declarações à Lusa, o presidente dos SPMS, Luís Goes Pinheiro, explicou que a funcionalidade foi desenvolvida a pedido da tutela e implementada de forma faseada.

A primeira fase entrou em funcionamento em dezembro de 2025, seguindo-se novos serviços em fevereiro deste ano, tendo a integração sido concluída em maio com a inclusão de internamentos e consultas hospitalares.

Até agora, já era possível consultar custos associados a consultas nos cuidados de saúde primários, exames, atos de enfermagem, medicamentos, transportes não urgentes e urgências hospitalares.

Com a nova atualização, passaram também a estar disponíveis dados relativos a hemodiálise, cuidados respiratórios domiciliários, saúde oral, internamentos, consultas hospitalares e medicamentos dispensados em proximidade.

Segundo Luís Goes Pinheiro, a informação está agora “mais transparente, simples e agregada”, permitindo aos cidadãos compreender melhor os custos associados ao funcionamento do SNS.

O responsável sublinhou ainda que esta funcionalidade ajuda a esclarecer a perceção de que os atos de saúde não têm custos por não envolverem pagamento direto.

“Aquilo que é facultado pelo Estado tem custos associados”, referiu.

A informação é de acesso exclusivo do utente e diz respeito apenas aos valores suportados pelo SNS, não incluindo dívidas ou valores a pagar.

Para aceder, os utilizadores devem entrar na App SNS 24, selecionar “Documentos e certificados” e depois “Comparticipações do SNS”, podendo também consultar o histórico no portal oficial.

LUSA/SO

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Despesa do SNS com medicamentos atingiu valor recorde de 4.417 milhões de euros em 2025

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Centros de saúde fizeram menos 767 mil consultas presenciais https://saudeonline.pt/centros-de-saude-fizeram-menos-767-mil-consultas-presenciais/ https://saudeonline.pt/centros-de-saude-fizeram-menos-767-mil-consultas-presenciais/#respond Fri, 22 May 2026 11:10:11 +0000 https://saudeonline.pt/?p=187266 Os centros de saúde realizaram menos 767.413 consultas médicas presenciais em 2025, segundo a ERS. O regulador aponta uma reconfiguração da atividade, com crescimento das consultas não presenciais e ao domicílio, mas alerta para quebras globais em várias ULS.

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Centros de saúde fizeram menos 767 mil consultas presenciais

Os centros de saúde realizaram no ano passado menos 767.413 consultas médicas presenciais, segundo dados da Entidade Reguladora da Saúde (ERS), que aponta uma “reconfiguração da atividade” nos cuidados de saúde primários, com aumento das consultas não presenciais e ao domicílio.

De acordo com o relatório de monitorização da ERS sobre os Cuidados de Saúde Primários (CSP) em 2024 e 2025, houve uma diminuição da atividade em 35 das 39 Unidades Locais de Saúde (ULS).

Nas consultas médicas presenciais, apenas quatro ULS registaram aumentos: Coimbra (+1%), Entre Douro e Vouga (+10,4%), Nordeste (+5,5%) e Baixo Mondego (+4,6%).

Em sentido contrário, as maiores quedas verificaram-se nas ULS da Região de Aveiro (-16,8%), Médio Ave (-9,7%) e São João (-9,6%).

A ERS sublinha que, apesar da descida das consultas presenciais, houve um crescimento das consultas não presenciais (+3,3%) e das consultas ao domicílio (+5%), indicando uma alteração do modelo de prestação de cuidados.

Ainda assim, o regulador alerta para situações em que não houve compensação entre modalidades de atendimento, nomeadamente nas ULS do Médio Tejo e do Oeste, onde se registou uma quebra simultânea nas consultas presenciais, não presenciais e domiciliárias.

No índice relativo de atividade assistencial, as ULS de Lisboa Ocidental, São José, Santa Maria e Loures-Odivelas ficaram abaixo da média nacional, enquanto Alentejo Central, Castelo Branco e Alto Alentejo apresentaram os valores mais elevados.

Nas consultas de enfermagem, registaram-se aumentos tanto presenciais (+3,3%) como não presenciais (+3,5%).

No acompanhamento de doença crónica, a percentagem de utentes com diabetes com exame dos pés realizado aumentou 6,9%, tendência verificada na maioria das ULS.

Nos cuidados materno-infantis, apesar da redução dos nascimentos, aumentou ligeiramente a proporção de recém-nascidos com consulta de vigilância nos primeiros 28 dias de vida.

Em contrapartida, registou-se uma diminuição das visitas domiciliárias de enfermagem até ao 15.º dia de vida, com valores mais baixos em várias ULS, incluindo Arco Ribeirinho, Loures-Odivelas e Amadora-Sintra.

Nos rastreios oncológicos, a ERS destaca aumentos na realização de mamografias (+20,4%) e colpocitologias (+19,3%), bem como ligeiro crescimento nos rastreios do cólon e reto (+2,6%), embora com quebras em algumas ULS.

No final de 2025, 14,6% dos utentes dos cuidados de saúde primários continuavam sem médico de família sem que tal resultasse de opção própria, valor praticamente estável face a 2024.

Segundo dados do Portal da Transparência do SNS, em março havia mais de 1,6 milhões de utentes sem médico de família, com maior concentração em Lisboa e Vale do Tejo, seguida do Algarve e Alentejo.

LUSA/SO

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