Oftalmologia-entrevistas - Saúde Online https://saudeonline.pt/noticias/oftalmologia-entrevistas/ Notícias sobre saúde Fri, 13 Mar 2026 10:39:26 +0000 pt-PT hourly 1 https://saudeonline.pt/wp-content/uploads/2018/12/cropped-indentity-32x32.png Oftalmologia-entrevistas - Saúde Online https://saudeonline.pt/noticias/oftalmologia-entrevistas/ 32 32 “O glaucoma é uma causa de cegueira potencialmente evitável, mas irreversível” https://saudeonline.pt/o-glaucoma-e-uma-causa-de-cegueira-potencialmente-evitavel-mas-irreversivel/ https://saudeonline.pt/o-glaucoma-e-uma-causa-de-cegueira-potencialmente-evitavel-mas-irreversivel/#respond Wed, 11 Mar 2026 10:19:06 +0000 https://saudeonline.pt/?p=184367 Silencioso, progressivo e por vezes diagnosticado tardiamente, o glaucoma continua a ser uma das principais causas de cegueira irreversível em todo o mundo. Em Portugal, a ausência de estudos epidemiológicos nacionais dificulta a perceção real do impacto da doença.

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Em entrevista, o oftalmologista Fernando Trancoso Vaz, do Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca, explica porque razão é tão difícil detetar precocemente o glaucoma, quem está em maior risco, quais os tratamentos disponíveis e porque razão a informação e a adesão à terapêutica são decisivas para prevenir a cegueira.

 

Qual é a incidência e a prevalência do glaucoma em Portugal?
Infelizmente não há estudos de prevalência e incidência em Portugal. O que sabemos dos estudos ocidentais, na Europa e nos Estados Unidos, é que a prevalência ronda os 2,5% da população.

A Organização Mundial da Saúde estimou que em 2020, existissem cerca de 80 milhões de doentes com glaucoma a nível mundial (projetando chegar a 112 milhões em 2040) e que destes, 3 milhões estariam cegos ou teriam uma perturbação grave da visão. São os dados epidemiológicos mais fiáveis que temos.

 

São números preocupantes?
Sim, sobretudo porque o glaucoma é uma causa de cegueira potencialmente evitável, mas irreversível. Ou seja, a cegueira causada pelo glaucoma, infelizmente, não se recupera. Agora, é potencialmente evitável caso se consiga diagnosticar a doença atempadamente.

O problema começa por aí: como é uma doença silenciosa, que não dá sintomas, não dói, não pica, não altera a visão se não estiver muito avançada, não temos indícios nem sintomas de que a pessoa tem a doença.

Ou detetamos por rotina numa consulta e temos sorte de apanhar numa fase precoce, ou então acontece, com alguma frequência, as pessoas aparecerem na urgência cegas de um olho e não saberem porquê. Só nesse momento se diagnostica a doença, com o outro olho também numa fase avançada. E as pessoas nunca souberam o que tinham.

 

Sendo que se trata de uma doença silenciosa, há algum sinal a que os médicos assistentes devam estar atentos para referenciar para Oftalmologia?
Pois, não há sinais nem sintomas. Há muito a noção de que o olho vermelho e dor no olho pode ser glaucoma.

Contudo, isso prende-se com algo um pouco diferente, que é uma entidade chamada encerramento agudo do ângulo, aquilo a que antigamente se chamava glaucoma agudo, que é o glaucoma de ângulo estreito em que há uma agudização. No entanto, esta situação é muito pouco prevalente na nossa população. É muito frequente em países asiáticos, mas em Portugal não.

Portanto, não devemos associar sintomas a glaucoma, porque isso é uma falácia. Estamos a cometer um erro ao pensar que podemos esperar por um sintoma, porque, infelizmente, não podemos.

 

Chegam muitos doentes em fases já avançadas da doença à consulta de Oftalmologia?
Temos de tudo. Temos pessoas que vêm por rotina e têm sorte de ter uma consulta de Oftalmologia, seja no público ou no privado. Quem faz consultas de rotina acaba por ser privilegiado, porque é possível diagnosticar a doença precocemente.

O problema é quem está bem de visão, que não tem queixas, é jovem, 30, 40, 50 anos, e não procura a Oftalmologia, o que é normal, porque vê bem, e essa situação passa despercebida.

Quem tem 40 anos ou mais, vê mal ao perto, tem presbiopia, vem mais cedo à consulta e é diagnosticado mais cedo. Mas também é preciso que procure um oftalmologista e que não se limite a ir a uma ótica ou a comprar uns óculos numa loja.

 

Além da idade, quais são os principais fatores de risco para o glaucoma?
Sendo uma doença assintomática, com uma prevalência de 2,5%, para a qual não há estudos nem rastreios populacionais custo-eficazes, nós aconselhamos que as pessoas de risco procurem ajuda.

Quem são elas: pessoas com mais de 40 anos, antecedentes familiares de glaucoma, que têm 10 vezes mais risco – embora esta não seja uma questão genética direta, mas sim uma doença multifatorial em que também contam os fatores genéticos, havendo uma predisposição familiar -, altas miopias e pessoas de raça negra.

Devem fazer avaliações com alguma frequência, uma vez por ano.

 

A diabetes não é um fator de risco?
Não. A diabetes foi apontada em alguns estudos como um fator de risco, mas contrariada noutros, e hoje não é considerada fator de risco para glaucoma.

 

Que critérios clínicos são essenciais para um diagnóstico fiável?
Geralmente pessoas com pressão intraocular aumentada, com valores acima de 21, embora nem sempre seja assim, por dois motivos: porque a pressão oscila ao longo do dia e pode acontecer o médico avaliar o doente na fase em que a pressão está mais baixa. Por isso, não podemos basear-nos apenas neste valor, até porque não é possível fazer uma medição durante 24 horas.

A doença pode também ser diagnosticada se, durante a observação do fundo do olho, se verificarem alterações do nervo ótico sugestivas de glaucoma. Portanto, se verificarmos que uma pessoa tem pressão ocular aumentada e/ou o nervo lesado, com uma escavação glaucomatosa, é preciso fazer exames complementares para confirmar o diagnóstico.

Em suma, genericamente diz-se que a pressão tem de estar aumentada, e assim é na maioria dos casos, mas há situações em que a pressão pode ser normal e isso não inviabiliza o diagnóstico de glaucoma.

 

Não é possível prevenir a doença, mas é possível prevenir a cegueira. Que tratamentos existem?
Isso mesmo, não conseguimos reverter o que se “estragou”, mas conseguimos evitar que se “estrague” mais.

Quanto mais cedo diagnosticarmos o doente, com menos lesão, maior é a probabilidade de o conseguirmos manter de forma a que não venha a atingir a cegueira.

Tratamos o glaucoma baixando a pressão ocular. Começamos habitualmente com colírios, temos quatro grupos farmacológicos para utilizar e vamos escalando a terapêutica. Em alguns casos excecionais podemos fazer logo de início tratamentos com laser e, em alguns casos, recorrer à cirurgia, nomeadamente quando a tensão é tão alta que não conseguimos prever que a medicação baixe o suficiente ou quando há intolerância aos medicamentos.

Portanto, os tratamentos atualmente disponíveis são colírios, laser e cirurgia.

 

Estes tratamentos são eficazes?
São eficazes, mas dependem da adesão.

As gotas reduzem a pressão ocular, aumentam a drenagem do líquido e/ou diminuem a produção. O problema é que, se a doença for rebelde e o grau de obstrução for aumentando, a medicação pode não ser suficiente. Ainda assim, os medicamentos são eficazes, desde que a doença não contrarie o seu efeito.

É por isso que começamos com colírios e, caso a doença continue a progredir, passamos para a cirurgia, de forma a criar uma comunicação artificial de dentro para fora do olho, permitindo a drenagem do líquido.

 

Quais são os principais desafios no tratamento e seguimento dos doentes com glaucoma?
O principal desafio é identificar estes doentes e diagnosticá-los precocemente, quer seja através de um rastreio ou outra medida que se possa adotar.

Se conseguirmos passar à população a mensagem dos fatores de risco, já é meio caminho andado.

Depois, é fundamental garantir a adesão à terapêutica, porque é uma doença que não dá sintomas e os medicamentos podem ser incómodos. Como explico a um doente sem queixas que tem de manter gotas que ardem, picam e deixam o olho vermelho?

A adesão à terapêutica e a compliance são, de facto, dos maiores desafios. Passa por explicarmos melhor a doença, reforçar a mensagem e fornecer informação escrita, como panfletos.

Além disso, não existe forma objetiva de medir a adesão. Os doentes podem dizer que fazem a medicação, colocar as gotas na véspera da consulta e aparecer com a tensão normal, mas nos dias anteriores já houve lesão do nervo.

Há uma frase muito célebre: os medicamentos funcionam, mas só se forem usados.

 

Uma maior articulação entre oftalmologistas e médicos de família pode ajudar no sentido de consciencializar as pessoas a procurar uma consulta hospitalar?
Sim, claro, e isso já existe. Mas o grande problema é que eu dou consulta no Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca, com uma população de cerca de 600 mil habitantes, e temos tempos de espera.

É difícil dar resposta a toda a população com mais de 40 anos, até porque há outras patologias importantes, como diabetes, tumores ou inflamações oculares…

Nos casos de predisposição familiar é mais fácil identificar, mas se pensarmos em todas as pessoas acima dos 40 anos, torna-se muito difícil. Precisamos de melhores estratégias de rastreio.

 

Qual é a importância de assinalar o Dia Mundial do Glaucoma?
Porque passar informação é a melhor arma para a prevenção da doença. É preciso sensibilizar a população para que procure ajuda junto de um oftalmologista.

A consciencialização é fundamental. Tenho um doente que veio à consulta porque viu numa telenovela que uma personagem tinha glaucoma. Se houvesse mais oportunidades de acesso a este tipo de informação, teríamos uma consciencialização enorme e os doentes procurariam ajuda mais cedo.

Quanto mais se fala em glaucoma, mais as pessoas pensam no assunto e, se se identificarem com os fatores de risco, mais facilmente procuram um especialista. A informação é uma potente ferramenta de prevenção.

 

Sílvia Malheiro

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67.º Congresso Nacional de Oftalmologia. “É um balanço extremamente positivo” https://saudeonline.pt/67-o-congresso-nacional-de-oftalmologia-e-um-balanco-extremamente-positivo/ https://saudeonline.pt/67-o-congresso-nacional-de-oftalmologia-e-um-balanco-extremamente-positivo/#respond Fri, 13 Dec 2024 10:22:10 +0000 https://saudeonline.pt/?p=165682 Joana Cardigos, médica oftalmologista da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO), faz um “balanço extremamente positivo” do 67.º Congresso Nacional de Oftalmologia, que decorreu entre 5 e 7 de dezembro. Em entrevista, aborda, ainda, os avanços numa especialidade que tem evoluído bastante.

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Que balanço faz do 67.º Congresso Nacional de Oftalmologia?

É um balanço extremamente positivo. Este ano alterámos o formato, incluindo temas sobre todas as subespecialidades. Inicialmente, houve alguns receios por ser algo novo, mas, no final, estavam todos muito satisfeitos. Aliás, tivemos 1278 inscritos, mais do que é habitual.

Quais são os avanços tecnológicos que mais se destacam nesta especialidade?

São os mais diversos nas várias subespecialidades. No caso do glaucoma, que é a minha área, foram apresentados estudos mais recentes e tivemos uma palestra sobre “Implicações Clínicas dos Avanços na Genética e no Glaucoma”, da autoria do Prof. Anthony Khawaja. Foi uma sessão muito interessante sobre os genes do glaucoma revisitados. Também se abordaram, inevitavelmente, os fatores de risco associados ao glaucoma. Os avanços tecnológicos na Oftalmologia fazem sentir-se, sobretudo, na criação de lentes, de técnicas cirúrgicas, de meios complementares de diagnóstico e de terapêutica e em biomarcadores e parâmetros de avaliação.

“Até há uns tempos, as pessoas diagnosticadas com degenerescência macular da idade (DMI), acabavam por cegar. Hoje em dia, já não tem de ser assim”

Todas essas novidades implicam investigação. É fácil fazer investigação em Oftalmologia, em Portugal?

Não, tal como noutras especialidades e áreas. É muito difícil! Enquanto noutros países temos toda uma clínica voltada para a investigação científica, com horários de trabalho dedicados a essa função, no nosso país temos que lutar contra tudo e contra todos, nas horas vagas, não remuneradas. Apesar desta conjuntura menos positiva, devo realçar que, mesmo assim, se aposta cada vez mais na investigação.

Em que áreas, onde não tinham respostas muito efetivas, já conseguem, atualmente, ter um tratamento por causa dessa aposta na investigação?

Essencialmente, na retina. Até há uns tempos, as pessoas diagnosticadas com degenerescência macular da idade (DMI), acabavam por cegar. Hoje em dia, já não tem de ser assim. Nas patologias genéticas também já dispomos de alguns tratamentos dirigidos, nomeadamente na área da retina, que permitem uma mudança de prognóstico muito significativa. Mesmo no glaucoma, temos assistido a uma mudança de paradigma, não apenas na cirurgia em si, mas também na intervenção mais precoce.

 

MJG

 

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NOVA Medical School estuda doenças da visão com mini-retinas https://saudeonline.pt/nova-medical-school-estuda-doencas-da-visao-com-mini-retinas/ https://saudeonline.pt/nova-medical-school-estuda-doencas-da-visao-com-mini-retinas/#respond Tue, 05 Nov 2024 09:30:14 +0000 https://saudeonline.pt/?p=164106 Sandra Tenreiro é investigadora principal do grupo “Degeneração e Envelhecimento", da NOVA Medical School, e fala sobre a investigação que a instituição tem desenvolvido na área das doenças da retina e visão.

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visão

Que trabalho tem sido desenvolvido no grupo “Degeneração e Envelhecimento”  na área da visão?

Este grupo é recente, mas o trabalho desenvolvido tem por base uma linha de investigação de cerca de 5 anos. Estamos, atualmente, a estudar doenças da retina associadas ao envelhecimento e a alterações metabólicas, como é o caso da degenerescência macular da idade (DMI) e a retinopatia diabética, respetivamente. Na Nova Medical School existem sete grupos a trabalhar na área da visão. A diferença do nosso grupo [Degeneração e Envelhecimento] é que recorremos a um modelo diferente, com células humanas, os organoides de retina, que são mini-retinas desenvolvidas na placa de Petri, a partir de células humanas estaminais pluripotentes induzidas.

Qual a vantagem dessas mini-retinas?

Evita-se ou reduz-se a utilização de animais e são mais semelhantes ao órgão humano. Num dos projetos, o mais avançado, através das mini-retinas conseguimos otimizar condições para se reproduzir as características da fase inicial da retinopatia diabética, ou seja, a fase da neurodegeneração de células particulares da retina, assim como o processo de neuroinflamação (característica da fase inicial desta patologia). A retinopatia diabética é uma doença crónica, que se vai desenvolvendo ao longo dos anos, mas é possível detetar alterações na retina muito cedo.

A retinopatia diabética é a principal causa de cegueira na população adulta ainda ativa e um em cada 3 diabéticos com doença há mais de 5 anos, começa a apresentar alterações na retina.  Mas, atualmente, apenas existem tratamentos para fases mais avançadas. O nosso objetivo é focar-nos nas fases iniciais da patologia para se tentar perceber se é possível intervir com um anti-inflamatório ou neuroprotector.

“Os resultados em laboratório levaram-nos a identificar mecanismos moleculares que podem ser alvo destas terapias, mais concretamente o NRF-2 – já há medicamentos que atuam no NRF2, mais concretamente na modulação da esclerose múltipla”

E no caso da DMI?

Em colaboração com  o grupo do Prof. Miguel Seabra (“Mecanismos moleculares de doença”), temos estudado a DMI, que é uma doença altamente prevalente , que afeta 3 em cada 10 pessoas com mais de 80 anos. A DMI é três vezes mais  prevalente do que todas as demências juntas (incluindo a doença de Alzheimer) , mas, infelizmente, não é muito falada ou conhecida. Tal como na retinopatia diabética, carateriza-se por ter uma progressão ao longo de anos. Não existe ainda medicação que permita evitar essa progressão. A equipa procura, com esta investigação, alternativas terapêuticas, nomeadamente recorrendo a medicamentos já disponíveis para outras doenças.

Os resultados em laboratório levaram-nos a identificar mecanismos moleculares que podem ser alvo destas terapias, mais concretamente o NRF-2 – já há medicamentos que atuam no NRF2, mais concretamente na modulação da esclerose múltipla. Estamos a acompanhar 180 doentes com DMI na fase intermédia da doença e observámos que 30% dos doentes evoluíram para a fase avança da doença em 2 anos. Agora vamos fazer um estudo num grupo equivalente de doentes e ver se conseguimos desacelerar a evolução da doença com um medicamento que não é usado para DMI, mas ainda aguardamos os pareceres éticos.

“Os doentes são parte ativa do trabalho de investigação e é importante transmitir-lhes isso, para que colaborem e percebam  que o nosso objetivo é ajudá-los na sua doença”

Qual a importância do Biobanco da NOVA Medical School, o CHAIN-Biobank para estes projetos?

É muito importante. Este trabalho de investigação é como um triângulo  de três vértices, já que tem de incluir investigadores biomédicos, clínicos e ortópticos e doentes. Os doentes devem ser envolvidos e alertados para  o papel importante que podem ter na investigação clínica e biomédica e que permitirá descobrir novos tratamentos. Geralmente, os estudos incidem nas fases avançadas da doença, mas é importante olharmos para as fases mais precoces. E, para tal, os doentes têm um papel fundamental, nomeadamente na recolha de material orgânico.

As pessoas quando são sujeitas a intervenções cirúrgicas, quando informadas, podem dar autorização para se poder recolher tecidos que são removidos durante a cirurgia e que normalmente são descartados – faz parte do procedimento – e que não põe em causa  a sua saúde. Um exemplo é o que acontece na cirurgia das cataratas ou nos transplantes de córnea. Há tecidos que são removidos. Para que integrem o biobanco, apenas precisamos da autorização. Os doentes são parte ativa do trabalho de investigação e é importante transmitir-lhes isso, para que colaborem e percebam  que o nosso objetivo é ajudá-los na sua doença.

Paralelamente, a opinião dos doentes é muito importante para guiar a investigação. Por exemplo, nos estudos clínicos, para determinar se um determinado tratamento tem impacto no dia a dia do doente, mesmo que clinicamente não o tenha. Outro exemplo é na orientação dos investigadores quanto à pertinência dos estudos a realizar no laboratório.

MJG

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“É preciso educar para os efeitos da retinopatia pigmentar, para que se criem redes de suporte…”

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Congresso de Oftalmologia. “Estou muito satisfeita com o resultado” https://saudeonline.pt/congresso-de-oftalmologia-estou-muito-satisfeita-com-o-resultado/ https://saudeonline.pt/congresso-de-oftalmologia-estou-muito-satisfeita-com-o-resultado/#respond Wed, 20 Dec 2023 12:16:09 +0000 https://saudeonline.pt/?p=152975 Rita Flores, presidente da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO), faz um balanço do 66º Congresso Português de Oftalmologia.

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Congresso de Oftalmologia

Que balanço faz deste Congresso?

Estou muito satisfeita com o resultado. Acho que o programa científico despertou muito interesse, com destaque para os temas particularmente dedicados a este evento, nomeadamente a Oftalmologia Pediátrica, a retina e a Oculoplástica. As pessoas revelaram um feedback muito interessante, com discussões vivas e, portanto, nesse aspeto acho que foi pleno. Os outros temas, ditos mais transversais e abrangentes, nomeadamente a investigação, a sustentabilidade e gestão, também foram importantes, ainda que não sejam ciência oftalmológica pura. Estão na ordem do dia.

No que diz respeito à investigação, conduzimos dois cursos, um com um módulo mais básico e outro com um módulo mais avançado, e tivemos a apresentação de projetos que se candidataram a bolsas de investigação. Além disso, aproveitámos o Congresso para dar a conhecer medidas e atividades que estamos a implementar, nomeadamente a apresentação de bases de dados que temos especialmente dedicadas para endoftalmite.

Apresentámos também um manual, dedicado às manifestações fundoscópicas de doenças sistémicas, que irá ser distribuído em termos físicos e que foi fruto de uma parceria entre a SPO e o Grupo de Estudos da Retina (GER-Portugal). Este manual terá uma versão digital e outra física, que irá ser distribuída em 2024. É um livro que tem aceitação e interesse para todos os Oftalmologistas, particularmente aqueles que se dedicam à retina. Também demos a conhecer um curso avançado que vamos lançar, particularmente dedicado aos internos para fazer o exame de saída ou a especialistas, mas que queiram fazer um refresh da sua área em particular. Intitula-se Curso Avançado de Oftalmologia e vai estar também disponível online com muitíssima abrangência.

Com todas as áreas dedicadas à Oftalmologia envolvemos um vasto número de aulas, com coordenadores, com apresentadores, e portanto também apresentámos este projeto que vai ter um módulo online e algumas atividades mais práticas, com perguntas e um e-book para complementar a formação dos internos finalistas que se vão apresentar para a titulação do exame de saída da especialidade. Organizámos também um concurso que lançámos às empresas para impulsionar um setor mais sustentável. Implementámos várias medidas no curso do congresso com o intuito de chamar a atenção para toda esta temática da sustentabilidade, porque produzimos muito lixo.

“Do ponto de vista da Oftalmologia esta é uma especialidade que envolve muitos atos médicos, consultas e cirurgias. É necessária muita capacidade de organização de modo a gerir de forma inteligente os recursos”

Relativamente à temática da sustentabilidade, quais foram as principais mensagens transmitidas?

Está nas nossas mãos fazer pequenas alterações ao nosso comportamento que, no somatório final, poderão efetivamente fazer a diferença. A título de exemplo, estes pequenos gestos passam por proteger a cadeira com a nossa própria bata; em cirurgias não complicadas, evitar o uso do protetor de plástico em doentes, pelo menos nos que compreendem a nossa mensagem; alguns materiais, desde que a legislação o permita, poderão ser, de forma segura, reciclados; também a própria ventilação das salas do bloco operatório, colocando a questão de até que ponto é necessário manter os sistemas de ventilação ligados 24 horas todos os dias da semana, por exemplo.

Relativamente à gestão, é de facto hoje em dia uma temática muito importante. Do ponto de vista da Oftalmologia esta é uma especialidade que envolve muitos atos médicos, consultas e cirurgias. É necessária muita capacidade de organização de modo a gerir de forma inteligente os recursos e depois, efetivamente, refletir sobre múltiplos assuntos de gestão. Nós, médicos, não podemos ser meros executores de atos médicos, também podemos refletir sobre a melhor forma de nos organizarmos e intervir na medida das nossas capacidades.

Ainda no que diz respeito à gestão, também a questão do registo nacional e eletrónico das endoftalmites é muito importante. Em Portugal, o registo epidemiológico é fraco e iniciámos a escolha de duas patologias das quais vamos fazer o registo nacional, nomeadamente as endoftalmites e o ceratocone.

Para 2024 temos planeada a inclusão de outras patologias. Vamos crescendo pouco a pouco e vamos certamente conseguir reunir massa crítica a nível nacional de grandes e pequenos centros que possam registar este tipo de patologias. Ainda assim, é um primeiro passo para nos conhecermos melhor e organizarmo-nos de forma mais eficaz. Melhorando os procedimentos e estabelecendo protocolos e critérios de referenciação, existe um sem número de ações que podem surgir na sequência de um melhor conhecimento.

A endoftalmite, felizmente, não é frequente.  É de facto uma complicação muito grave, é uma infecção intraocular com o envolvimento de todas as estruturas, surgindo muitas vezes no contexto de traumatismos ou de cirurgias e de doenças graves (endoftalmites endógenas).

Depois em relação a ceratocone, é uma doença da córnea que não é rara. Muitas vezes está subdiagnosticada e tem a sua progressão normalmente na adolescência, portanto temos uma faixa etária de adultos jovens ou adolescentes e é aí que ela pode progredir e que pode ter um handicap visual muito marcado. Apesar disso, hoje em dia existem já múltiplos tratamentos com eficácia. É importanteque que esta doença seja diagnosticada e tratada. Os tratamentos podem passar por gestos simples até procedimentos cirúrgicos mais complexos e, portanto, é importante percebermos os estímulos da doença para depois sabermos os locais para referenciar os doentes que tenham formas mais graves da doença.

Quanto ao manual da retina. Porquê o surgimento deste manual?

A cada dois anos a SPO publica uma monografia. Nos anos em que não publicamos monografia, fazemos este manual em conjunto com o GER, ou seja, é também uma outra publicação que é feita envolvendo temas que digam respeito à retina, porque o GER é um grupo de Oftalmologistas dedicados à área da retina.

Há dois anos já tivemos um manual, também no âmbito desta colaboração, que foi muito aplaudido, tendo resultado até em divulgação no estrangeiro. É escrito em inglês, o que permite uma exposição muito maior. Foi muito bem aceite, não só a nível nacional como em vários países europeus. Quanto ao manual deste ano, estamos à espera para ver qual é o feedback que vamos receber, mas estamos muito empolgados, porque efetivamente é uma obra que envolve uma série de temas muito importantes, não só em termos académicos como até de informação de prática clínica do dia-a-dia.

CG

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“A retinopatia diabética é a principal causa de cegueira em indivíduos em idade ativa em Portugal” https://saudeonline.pt/a-retinopatia-diabetica-e-a-principal-causa-de-cegueira-em-individuos-em-idade-ativa-em-portugal/ https://saudeonline.pt/a-retinopatia-diabetica-e-a-principal-causa-de-cegueira-em-individuos-em-idade-ativa-em-portugal/#respond Tue, 14 Nov 2023 12:25:13 +0000 https://saudeonline.pt/?p=151134 No Dia Mundial da Diabetes, que se assinala hoje, Miguel Lume, médico oftalmologista, chama a atenção para o diagnóstico precoce da retinopatia diabética para se evitar a cegueira. Em entrevista, apela ainda à reorganização dos serviços de Oftalmologia.

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retinopatia diabética

A retinopatia diabética e o edema macular diabético são as patologias mais frequentes na pessoa com diabetes no que diz respeito à visão? 

Sim. Para além da catarata, a retinopatia diabética e o edema macular diabético são, sem dúvida, as patologias oftalmológicas mais frequentes em doentes com diabetes. Sabemos que 1/3 dos doentes diabéticos têm retinopatia diabética e que 6-7% dos doentes diabéticos têm edema macular diabético. Tendo em conta que as estimativas oficiais apontam para cerca de 1 milhão de portugueses com diabetes, conseguimos entender o enorme impacto negativo que estas patologias têm na acuidade visual dos portugueses.

Qual o seu impacto na qualidade de vida, sobretudo quando são diagnosticadas tardiamente? 

O impacto visual é muito significativo na presença de lesões graves de retinopatia diabética e na presença de edema macular diabético. Aliás, em Portugal, a retinopatia diabética é a principal causa de cegueira em indivíduos em idade ativa em Portugal. O que é trágico, é que a maioria dos casos de cegueira seria perfeitamente evitada, caso houvesse um diagnóstico e tratamentos precoces.

De acordo com o “Barómetro da Oftalmologia”, metade dos doentes com diabetes nunca consultaram um oftalmologista e nem sequer fizer qualquer rastreio oftalmológico. O que está a falhar? 

Um dos objetivos do Barómetro, um projeto internacional promovido por um conjunto de peritos de renome mundial na área da retina, e no qual Portugal participou, foi avaliar o acesso dos doentes aos cuidados de saúde oftalmológicos. De facto, os resultados obtidos são preocupantes e ajudam-nos a entender que não estamos a fazer o suficiente. Apesar de haver alguns programas promovidos pela Sociedade Portuguesa de Oftalmologia e pelo Ministério da Saúde, que tentam sensibilizar a população diabética para a necessidade de serem observados por oftalmologistas e, haver inclusivamente, tal como referiu, um programa de rastreio oftalmológico com recurso à retinografia, o que é certo é que em Portugal o acesso à saúde não é fácil. O Serviço Nacional de Saúde é gratuito, mas deixa uma parte significativa da população sem cuidados de saúde regulares e atempados. Há que criar as condições de organização necessárias para melhor servir os cidadãos e há que valorizar os profissionais de saúde. Também seria importante que o Estado não resumisse a sua função à de mero prestador de cuidados de saúde, mas assumisse de modo mais amplo a sua função de regulador, de modo a facilitar o acesso dos portugueses à saúde. Há sempre uma certa relutância em implementar reformas, mas esta inação atual não se pode tornar numa fatalidade coletiva que comprometa as gerações futuras.

 “Na verdade, o diagnóstico precoce e o tratamento atempado alteram completamente o prognóstico da doença, evitando um comprometimento irreversível da acuidade visual” 

Os doentes queixam-se de tratamentos muito frequentes (assim como os oftalmologistas) e de dificuldades nas deslocações. De que forma se resolver estes constrangimentos? 

Até há cerca de 15-20 anos, poucos tratamentos eficazes existiam para patologias como o Edema Macular Diabético, a Degenerescência Macular da Idade ou as Oclusões Venosas Retinianas. De facto, o aparecimento de novas classes terapêuticas, como os anti-VEGF, veio revolucionar o prognóstico visual dos nossos doentes. No entanto, estas terapêuticas exigem o recurso a uma sala operatória dedicada e a uma monitorização clínica regular levando, por isso, a uma alta frequência de visitas sobrecarregando os sistemas de saúde, bem como os doentes e respetivas famílias.  A reorganização dos serviços de Oftalmologia, de modo a permitir a adoção de um modelo de diagnóstico e tratamento num só dia (também denominada clínica de injeções), a utilização de fármacos intraoculares com maior duração de ação e o apoio social às deslocações de doentes aos serviços de saúde são algumas das respostas para esses constrangimentos.

Que outras medidas considera serem relevantes para proteger a saúde visual das pessoas com diabetes? 

Para além de medidas gerais de educação para a saúde, é importante que os doentes diabéticos otimizem as suas glicemias, controlem a tensão arterial e e evitem a dislipidemia. São medidas importantes porque há evidência científica relevante que mostra que estas atitudes reduzem o aparecimento e a progressão da retinopatia diabética.  Por outro lado, como a Diabetes é uma doença particularmente exigente com impacto no dia-a-dia dos doentes e respetivas famílias e, como frequentemente é acompanhada de muitas comorbilidades, é muito importante que os doentes tenham apoio médico multidisciplinar.

Por fim, nunca é demais sublinhar a importância do diagnóstico precoce e o acesso atempado ao respetivo tratamento, quando indicado. Na verdade, o diagnóstico precoce e o tratamento atempado alteram completamente o prognóstico da doença, evitando um comprometimento irreversível da acuidade visual. Por isso é que esta e outras iniciativas de sensibilização da população são tão importantes.

MJG

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Inteligência artificial na Oftalmologia. “Veio alterar o paradigma do raciocínio médico” https://saudeonline.pt/inteligencia-artificial-na-oftalmologia-veio-alterar-o-paradigma-do-raciocinio-medico/ https://saudeonline.pt/inteligencia-artificial-na-oftalmologia-veio-alterar-o-paradigma-do-raciocinio-medico/#respond Fri, 27 Oct 2023 15:20:30 +0000 https://saudeonline.pt/?p=150351 No âmbito da Reunião do Grupo Português da Retina e Vítreo 2023, que se realiza entre os dias 27 e 28 de outubro em Ponta Delgada, nos Açores, o SaúdeOnline entrevistou Carlos Marques Neves, coordenador do Grupo Português da Retina e Vítreo e diretor e docente na da Clínica Universitária de Oftalmologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL).

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Quais as inovações mais recentes na área de Retina Médica e Cirúrgica?

Penso que o mais importante a retirar desta reunião é a maneira de tratar as pessoas, quer do ponto de vista cirúrgico, quer do ponto de vista médico, a maneira efetiva de resolver os problemas. Não é tanto relativamente à novidade da última molécula que surgiu ou a última técnica descoberta, não é esse o espírito orientador.

O espírito orientador deste congresso é baseado no seguinte paradigma: ‘o que é que vou aprender na reunião que seja útil para a minha prática clínica e para os meus doentes?’ É mais esta avaliação de novidade programática, digamos assim, do que propriamente uma novidade científica.

“Se não nos reunirmos para discutir os casos que temos, não conseguimos tirar uma elação de grupo relativamente a qual é a melhor prática clínica que existe para os diferentes problemas atuais”.

Um dos temas em discussão serão os “achados na retina em pacientes com cancro”. Porquê a escolha por esta temática?

Hoje em dia, com as capacidades diagnósticas que temos, conseguimos fazer a observação da retina através de técnicas muito diferenciadas, e são essas mesmas técnicas que nos permitem ter marcadores de imagem que se correlacionem com as neoplasias ou mesmo com o tratamento.

Temos aqui uma oportunidade excelente de monitorizar e de ter biomarcadores para uma situação que é muito prevalente na população, que são as neoplasias. É importante olhar para esses conceitos de modo a esclarecer as pessoas para que as mesmas estejam atentas, porque este tipo de exames passam-nos pelos olhos todos os dias e há aqui casos que devemos reter e sinalizar.

 

Também a inteligência artificial será enquadrada dentro das discussões. De que modo é que este fator tem sido enquadrado nos tratamentos e investigações atuais?

Pensar uma reunião sem falar em inteligência artificial é a mesma coisa que estar numa sala com um elefante e não falar dele. De facto, dentro da Oftalmologia, a análise por algoritmos novos de imagem, por redes neuronais de análise, permitem-nos aceder a informações que estão lá para as conseguir estrear.

Nós, médicos, temos de alimentar de maneira correta esta “caixa negra” que é a inteligência artificial, de forma a que nos possa dar respostas muitas vezes melhores do que as nossas. A inteligência artificial é capaz de multiplicar e ter uma análise mais complexa. Isso é uma realidade e vai ajudar-nos. Vejo isto como uma oportunidade fantástica de termos ajuda, tanto nos rastreios, como nos diagnósticos e, até, nos tratamentos.

“A ciência disponibiliza-nos ferramentas novas, que por vezes são revolucionárias, uma vez que alteram o paradigma do raciocínio. A inteligência artificial veio alterar o paradigma do raciocínio médico.”

O que acha mais importante destacar relativamente à DMI (Degenerescência Macular da Idade) Intermédia?

A grande maioria dos nossos doentes estão na DMI Intermédia, e portanto precisamos de saber ler os nossos doentes de modo a perceber como vão evoluir a nível da sua patologia. São estes em que, seguramente, vamos ter mecanismos para evitar repercussões ou para tratar mais precocemente.

 

Gostaria de destacar mais algum ponto importante relativamente à reunião?

Gostava de realçar que, tal como já é costume, vamos ter uma sessão conjunta com o Grupo de Estudos de Retina (GER-Portugal), e isso só se deve a duas caraterísticas muito importantes do Grupo Português de Retina e Vítreo (GPRT) e do GER em si, que se traduz no nosso empenho em trabalhar em conjunto e na disponibilidade de ambos os grupos que se reúnem e conseguem fazer atividades construtivas, conjuntas, para bem da Oftalmologia nacional, quer seja dos profissionais, quer seja dos doentes.

 

CG

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