Jornadas de Diabetes Entre Douro e Vouga - Saúde Online https://saudeonline.pt/noticias/especial/jornadas-de-diabetes-entre-douro-e-vouga/ Notícias sobre saúde Fri, 24 Nov 2023 10:19:38 +0000 pt-PT hourly 1 https://saudeonline.pt/wp-content/uploads/2018/12/cropped-indentity-32x32.png Jornadas de Diabetes Entre Douro e Vouga - Saúde Online https://saudeonline.pt/noticias/especial/jornadas-de-diabetes-entre-douro-e-vouga/ 32 32 Visão prática das guidelines em DM Tipo 2 https://saudeonline.pt/visao-pratica-das-guidelines-em-dm-tipo-2/ https://saudeonline.pt/visao-pratica-das-guidelines-em-dm-tipo-2/#respond Fri, 24 Nov 2023 10:30:42 +0000 https://saudeonline.pt/?p=151781 Assistente hospitalar de Medicina Interna,
Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho

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A diabetes tipo 2 é uma doença crónica e o seu tratamento exige uma abordagem multifatorial, de modo a prevenir e atrasar o desenvolvimento de complicações, e melhorar o prognóstico.

A gestão da terapêutica na diabetes tipo 2 evoluiu para além do controlo glicémico. Nos últimos anos, com a publicação de inúmeros estudos, não apenas na área da diabetes, mas sobretudo no âmbito da insuficiência cardíaca e da doença renal crónica, registou-se uma rápida evolução na evidência científica, que permitiu estabelecer novas estratégias na sua gestão, refletidas nas guidelines publicadas recentemente por várias sociedades médicas.

Alguns aspetos práticos são comuns entre as diversas recomendações e incluem, entre outros:

  • É fundamental a individualização da terapêutica e centrá-la na pessoa com diabetes. A adoção de hábitos alimentares e de atividade física adequados, a cessação tabágica e o controlo do peso corporal devem ser fomentados em todo o espectro da doença.
  • Todos os diabéticos tipo 2 necessitam de ser avaliados quanto ao risco e presença de doença cardiovascular e doença renal crónica, priorizando a utilização de fármacos comprovadamente protetores naqueles com patologia cardiorrenal ou de elevado risco vascular, independentemente do valor da HbA1c.
  • Recomenda-se a utilização precoce de terapêutica antidiabética dupla, sobretudo em doentes mais jovens e com valores mais elevados de HbA1c, não só para reduzir a inércia terapêutica, mas também maximizar a proteção cardiorrenal.

 

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A diabetes na criança e adolescente no contexto escolar https://saudeonline.pt/a-diabetes-na-crianca-e-adolescente-no-contexto-escolar/ https://saudeonline.pt/a-diabetes-na-crianca-e-adolescente-no-contexto-escolar/#respond Fri, 24 Nov 2023 10:30:23 +0000 https://saudeonline.pt/?p=151785 Enfermeira especialista em Saúde Infantil e Pediatria

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No dia 24 de novembro de 2023, será apresentada a palestra “A diabetes na criança e adolescente no contexto escolar” pela Enf.ª Ana Cristina Pereira, enfermeira especialista em saúde infantil e pediatria, a exercer funções na Unidade de Cuidados na Comunidade de Santa Maria da Feira, desde 2020, na área da saúde escolar.  

A Diabetes Mellitus tipo 1 é uma das doenças crónicas mais frequentes em idade escolar. As crianças passam grande parte do seu dia na escola, sendo que esta deve oferecer a todas as crianças e jovens com diabetes as mesmas oportunidades que aos seus colegas, providenciando todas as condições necessárias para a gestão saudável e harmoniosa da sua doença. Para isso, a equipa de saúde escolar tem um papel fundamental na criação de pontes entre a saúde e a educação, facilitando à comunidade educativa ferramentas e competências para que a criança/jovem esteja segura e incluída no seu contexto escolar.  

Assim, na palestra, será abordado o Programa Nacional de Saúde Escolar, nomeadamente as Necessidades de Saúde Especiais e, de forma ligeira, o enquadramento legal da Diabetes Mellitus tipo 1 em contexto escolar. Após, será abordado todo o processo de intervenção pela equipa multidisciplinar quando é diagnosticada uma criança/jovem com Diabetes Mellitus tipo 1, nomeadamente a referenciação, a consulta para realização do Plano de Saúde Individual, a intervenção da equipa de saúde escolar em contexto escolar na comunidade educativa (docentes, assistentes operacionais, alunos e encarregados de educação), a articulação com todos os contextos de vida da criança e a monitorização e reavaliação de todo o processo.  

A equipa de saúde escolar têm um papel não só no empoderamento acerca de comportamentos promotores de saúde e bem-estar, na avaliação precoce que leva a deteção de problemas de saúde, na prevenção da doença, mas também na promoção da inclusão e acessibilidade.

 

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Abordagem Holística do Doente: A Visão para Além do Controlo Metabólico https://saudeonline.pt/abordagem-holistica-do-doente-a-visao-para-alem-do-controlo-metabolico/ https://saudeonline.pt/abordagem-holistica-do-doente-a-visao-para-alem-do-controlo-metabolico/#respond Fri, 24 Nov 2023 10:30:12 +0000 https://saudeonline.pt/?p=151769 Assistente graduado MGF – USF João Semana,
Diretor internato ACES Baixo Vouga,
Coordenação do grupo de estudo GRESP da APMGF

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A diabetes exige uma atenção constante e cuidados adequados para garantir um bom controlo. No entanto, é importante destacar que a diabetes não deve ser encarada isoladamente, mas sim como parte de um conjunto de problemas de saúde que podem afetar o indivíduo. É nesse contexto que surge a importância da abordagem holística do doente.

A abordagem holística do doente envolve uma visão ampla e integrada da saúde, considerando não apenas a diabetes, mas também as comorbilidades e os fatores de risco que podem estar presentes. Muitas vezes, a diabetes é considerada a doença índice ou principal, relegando os outros problemas de saúde para segundo plano. Essa abordagem pode comprometer a correta gestão das comorbilidades, como a depressão e a ansiedade, dificultando assim a obtenção de um tratamento holístico e eficaz.

É fundamental compreender que a diabetes está frequentemente associada a outras condições de saúde, como a hipertensão, a dislipidemia e a obesidade. Além disso, a depressão e a ansiedade são comorbilidades comuns em pessoas com diabetes, que podem afetar negativamente a sua qualidade de vida e o seu controlo metabólico. Portanto, é essencial que a abordagem holística do doente com diabetes leve em consideração todas essas condições e fatores de risco.

No entanto, a organização atual dos cuidados de saúde, tanto a nível hospitalar quanto nos centros de saúde, tende a privilegiar a doença índice, no caso a diabetes. Isso ocorre devido à ênfase no controlo metabólico e à falta de recursos para a implementação de uma abordagem mais ampla e integrada. É necessário repensar essa realidade e buscar alternativas que permitam uma visão holística do doente.

A diabetes é representada pelo símbolo do círculo azul, que representa não apenas a pessoa com a doença, mas também todos os profissionais de saúde que interagem com ela. No entanto, os recursos disponíveis muitas vezes não permitem que todas as pessoas com diabetes recebam a quantidade e qualidade de ações que profissionais como nutricionistas, psicólogos, podologistas, técnicos de desporto e outros profissionais além do tradicional médico e enfermeiro devem providenciar.

Diante dessa realidade, surge a questão da responsabilidade da sociedade em permitir uma abordagem holística do doente com diabetes e muito mais. É fundamental que a sociedade reconheça a importância de investir em recursos adequados para garantir uma abordagem integral e multidisciplinar. Isso envolve a alocação de verbas para a contratação de profissionais especializados, a criação de programas de educação e prevenção, e a promoção de políticas públicas que incentivem a prática de hábitos saudáveis e a prevenção de doenças.

Além disso, é necessário promover uma mudança de mentalidade, tanto entre os profissionais de saúde quanto na população em geral. É preciso compreender que a saúde não se resume apenas ao controlo metabólico, mas sim a um estado de bem-estar físico, mental e social. Somente através de uma abordagem holística do doente, considerando todas as suas necessidades e particularidades, será possível alcançar um tratamento eficaz e uma melhor qualidade de vida.

A abordagem holística do doente com diabetes é fundamental para garantir um tratamento eficaz e uma melhor qualidade de vida. É necessário romper com a visão de que a diabetes é a doença índice e considerar todas as comorbilidades, fatores de risco e problemas de saúde associados. Para isso, é fundamental repensar a organização dos cuidados de saúde, investir em recursos adequados e promover uma mudança de mentalidade. A sociedade como um todo tem a responsabilidade de permitir uma abordagem holística desse tipo de doente, visando uma saúde integral e uma vida plena.

 

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“Devemos estar cada vez mais atentos às necessidades do doente de forma global” https://saudeonline.pt/devemos-estar-cada-vez-mais-atentos-as-necessidades-do-doente-de-forma-global/ https://saudeonline.pt/devemos-estar-cada-vez-mais-atentos-as-necessidades-do-doente-de-forma-global/#respond Fri, 24 Nov 2023 10:30:08 +0000 https://saudeonline.pt/?p=151762 No âmbito das IX Jornadas de Diabetes de Entre Douro e Vouga, em entrevista Luís Andrade, presidente do evento e diretor do Serviço de Medicina Interna do Centro Hospitalar de Entre Douro e Vouga (CHEDV), explicou vários aspetos relativamente à abordagem da diabetes neste centro hospitalar, nomeadamente a nível do tratamento e da articulação de cuidados.

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Qual é a periodicidade da realização destas jornadas?
Estas são as IX Jornadas de Entre Douro e Vouga. Houve uma interrupção de aproximadamente de 4 anos, mas estas jornadas são realizadas de 2 em 2 anos, sempre com o intuito de formação dos profissionais de saúde dos cuidados de saúde primários e hospitalares.

Estas jornadas tem como principal missão a partilha de saberes entre profissionais de saúde, permitindo a evolução do conhecimento, crescimento científico e principalmente a interligação de equipas permitindo melhores cuidados prestados à nossa comunidade

 

Qual é a realidade do Centro Hospitalar de Entre Douro e Vouga (CHEDV) relativamente à diabetes?
A nível nacional, e aqui também não somos diferentes, aquilo que é a estimativa da prevalência da diabetes andará na casa dos 13 a 14%. Falamos de uma das patologias com impacto enorme pelas complicações micro e macrovasculares assim como um peso em gastos na saúde.

De destacar que o doente diabético necessita de uma vigilância organizada e de um apoio multidisciplinar por médicos, enfermeiros, nutricionistas, podologistas, entre várias outras áreas na saúde.

 

Como avalia a articulação entre cuidados de saúde primários e cuidados hospitalares no CHEDV no que diz respeito à diabetes?
Estas jornadas são da responsabilidade dos cuidados de saúde primários e do CHEDV, ou seja, a comissão organizadora é constituída por médicos, enfermeiros, nutricionistas e podologistas, do CHEDV, do ACES Arouca, e do ACES Aveiro-Norte. São umas jornadas abrangentes, para todos os profissionais de saúde desta região do Entre Douro e Vouga, existindo aqui uma vertente de ligação e de criação de ponte que são relevantes para todos os profissionais de saúde, mas fundamentalmente para o utente.

 

O evento começa com um workshop sobre pé diabético. Na região, como são prestados os cuidados face este problema?
Com a criação da unidade integrada de diabetologia no CHEDV criou-se uma consulta de pé diabético há sensivelmente um ano. Esta é uma consulta de nível 1, que tem vindo a crescer e, neste momento, temos também a possibilidade de criar ligação com os cuidados de saúde primários. Pretende-se que no futuro esta ligação seja cada vez mais próxima, permitindo que o CHEDV tenha uma resposta para este tipo de doentes, impedindo que venham a ter lesões mais graves, precisando de outro tipo de intervenção ou vigilância.

 

Com a realização destas jornadas existe o intuito de apostar fortemente na partilha de conhecimentos e de formação?
A evolução cientifica na área da Diabetologia é bastante grande e acelerada, com novas tecnologias e terapêuticas. Estas jornadas têm como pilar essencial o estimulo da formação de todos os profissionais assim como a partilha de experiência e do conhecimento prático de cada um dos participantes.

 

Fala-se também da importância do controlo metabólico e da mudança de paradigma, uma vez que a diabetes não abarca apenas os níveis da glicemia. Nota que os profissionais de saúde já se encontram mais concentrados neste controlo metabólico e numa visão mais holística?
O controle multifatorial é primordial na diminuição das complicações na diabetes. O controle metabóico com a redução da glicemia e da HbA1c continua a ser um dos pontos essenciais no tratamento do doente com diabetes. A redução das complicações macrovasculares mas principalmente das complicações microvasculares são uma realidade conseguida em grande parte pelo controle da glicemia.

“Estas jornadas têm como pilar essencial o estimulo da formação de todos os profissionais assim como a partilha de experiência e do conhecimento prático de cada um dos participantes.”

 

Associado a tudo isto existe a questão do tratamento individualizado. Quais são os principais desafios nesta individualização?
Cada vez mais, perante um doente, temos linhas de orientação que devem ser tidas em consideração, chamadas guidelines, mas é fundamental tentarmos otimizar o controlo do doente, tentando controlar os fatores de risco e orientando a nossa atitude pelas guidelines, mas fundamentalmente tentando orientarmo-nos por aquilo que é o doente e por aquilo que é a doença.

Devemos estar cada vez mais atentos para as necessidades do doente de forma global, o que vai obrigar-nos a ter de individualizar cuidados e metas para aquilo que são as necessidades reais do doente.

Quando falamos de individualização temos de colocar o doente no centro e tentar encontrar as melhores soluções terapêuticas e de cuidados que permitam, simultaneamente, controlar a doença e dar ao doente aquilo que são as suas necessidades reais, permitindo reduzir complicações e aumentar a qualidade de vida.

“Quando falamos de individualização temos de colocar o doente no centro e tentar encontrar as melhores soluções terapêuticas e de cuidados”

 

Quanto à questão da consulta de transição de cuidados, como funciona e o que se pretende?
A consulta de transição consiste numa consulta multidisciplinar com médico diabetologista Pediatra e Adultos (Medicina Interna/Endocrinologia) e enfermeiro Pediatria e Adultos, permitindo o acompanhamento do adolescente com DM tipo 1 na transição dos 17-19 anos com a passagem da área da Pediatria para a área dos Adultos. Esta consulta tem como principal intuito diminuir o stress para o adolescente com DM tipo 1 na sua transição dos profissionais de saúde, permitindo desta forma colocar o doente no centro de cuidados.

 

Chegámos aos 100 anos de insulina. Como vê atualmente a insulinoterapia?
A insulinoterapia tem tido uma evolução fantástica. Estamos a falar de 100 anos de uma terapêutica que revolucionou radicalmente aquilo que é a medicina moderna, e que salvou milhões de vidas.

Neste momento, é uma terapêutica com insulinas inovadoras, muito mais lentas, praticamente sem pico, muito seguras. Estamos numa era completamente diferente, com grande diversidade de terapêuticas à escolha.

 

Quer deixar uma mensagem a quem vai participar nestas jornadas?
Acima de tudo, estas são umas jornadas em que vamos falar sobre diabetes, sobre doentes e sobre tudo aquilo que pretendemos para o Serviço Nacional de Saúde: colaboração entre todos e inovação. Um ponto de encontro de todos e para todos os profissionais de saúde da região de Entre o Douro e Vouga, tendo sempre como objetivo uma medicina de qualidade e de excelência.

 

CG

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