Especial Dia Mundial do Sono 2021 - Saúde Online https://saudeonline.pt/noticias/especial/especial-dia-mundial-do-sono-2021/ Notícias sobre saúde Wed, 20 Oct 2021 11:23:49 +0000 pt-PT hourly 1 https://saudeonline.pt/wp-content/uploads/2018/12/cropped-indentity-32x32.png Especial Dia Mundial do Sono 2021 - Saúde Online https://saudeonline.pt/noticias/especial/especial-dia-mundial-do-sono-2021/ 32 32 Diagnóstico precoce é fundamental para tratar doenças associadas ao sono https://saudeonline.pt/diagnostico-precoce-e-fundamental-para-tratar-doencas-associadas-ao-sono/ https://saudeonline.pt/diagnostico-precoce-e-fundamental-para-tratar-doencas-associadas-ao-sono/#respond Fri, 19 Mar 2021 13:03:58 +0000 https://saudeonline.pt/?p=109685 A pneumologista, que dirige o Centro de Responsabilidade Integrado de Sono do Hospital de São João, descreve os principais sintomas, tratamentos e riscos das doenças do sono, cuja prevalência tem vindo a aumentar.

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São João

Acidentes de viação e acidentes de trabalho, bem como doenças cardiovasculares e cerebrovasculares são riscos associados às patologias respiratórias do sono mais frequentes, descreveu a pneumologista Marta Drummond, alertando para a importância do diagnóstico precoce.

No dia em que se comemora o Dia Mundial do Sono, Marta Drummond, que dirige o Centro de Responsabilidade Integrado (CRI) de Sono e Ventilação não Invasiva (VNI) do Centro Hospitalar Universitário de São João (CHUSJ), no Porto, descreveu à agência Lusa os sintomas, tratamentos e principais riscos de patologias, cuja prevalência tem vindo a aumentar nas últimas décadas.

“Os riscos destas doenças são muito importantes para a sociedade e têm impacto na qualidade de vida dos doentes. São um problema de saúde pública porque quem anda na estrada, seja como peão ou condutor, está sujeito aos riscos das pessoas que adormecem ao volante. Há ainda o risco de doença cardiovascular e cerebrovascular, entre outros. Mas estas doenças, depois de diagnosticadas, têm um tratamento eficaz. E se temos um tratamento eficaz, temos de ser rápidos no diagnóstico e na instituição do tratamento”, defendeu a especialista.

Entre as principais doenças associadas a patologias respiratórias está a Síndrome de Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS).

Marta Drummond explicou que a SAOS se caracteriza por pausas respiratórias (por colapso da via aérea) que acontecem durante o sono, sendo que quem apresenta estes sintomas pode não ter memória de que teve um sono fragmentado e com despertares ao longo da noite, mas acorda cansado, pode apresentar menos memória, menos rentabilidade no trabalho e menos capacidade de concentração devido à falta de um sono reparador.

A SAOS também apresenta um impacto negativo na qualidade de vida dos doentes em virtude da hipersónia diurna (ter muito sono durante o dia), bem como porque está associada ao aumento dos níveis de ansiedade, risco de depressão, diminuição da libido e disfunção sexual.

À Lusa, a médica pneumologista do CHUSJ destacou os sintomas que não devem ser negligenciados, sobretudo porque, disse, “esta patologia significa um aumento de mortalidade”, sendo que “acontece mais a doentes de meia-idade [40 e 50 anos]”, ou seja, “pessoas produtivas para a sociedade e importantes para a sua família”.

“É a estes que temos de chegar rápido para evitar a mortalidade”, apontou a especialista.

Ressonar, sono excessivo durante o dia ou o relato de quem testemunha as tais pausas ou despertares durante a noite que não ficam na memória do doente, mas são percecionados pela esposa, marido ou companheiros de quarto, são sintomas.

“E depois dessa tríade de sintomas [roncopatia, pausas testemunhadas e sono], o humor e a ansiedade também dão sinais. Quando dormimos mal uma ou duas noites, o nosso humor não é o mesmo. Imaginemos doentes que durante anos têm este problema de sono não reparador: são muito mais ansiosos do que o habitual e com muita tendência à depressão”, preveniu Marta Drummond.

A também professora na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) alertou, ainda, para situações cada vez mais frequentes na sociedade atual que têm influência nestas patologias, como o facto de as pessoas cada vez mais dormirem sós, sem um companheiro, o que faz com que só tenha ‘feedback’ de como se desenvolve o seu sono quando, numa viagem com amigos, por exemplo, ouvem queixas sobre um ressonar alto com pausas a meio.

São também importantes fatores de risco “muito associados ao nosso estilo de vida atual, a epidemia de obesidade que o mundo ocidental atravessa e o envelhecimento populacional”, descreveu a médica.

“Estes dois fatores fizeram com que a prevalência destas doenças tenha vindo a aumentar enormemente. E estima-se que continue a aumentar nos próximos anos e décadas”, acrescentou.

Quando diagnosticadas – quer por referenciação do médico de família, quer por referenciação de outros especialidades dentro do hospital –, estas patologias são tratadas conforme a gravidade da apneia obstrutiva do sono.

O uso de suporte ventilatório noturno, um aparelho elétrico (compressor de ar) que retira ar do meio ambiente e o envia com mais pressão ao doente, originando uma almofada de ar que não permite o colapso da via aérea, é um dos tratamentos mais frequentes.

Já a um doente obeso e sedentário, com apneia de sono ligeira, aconselha-se perda de peso e exercício físico regular.

Também há quem tenha micrognatia – queixo mais pequeno ou retraído com diâmetro da via aérea mais estreito – tendo o CRI do CHUSJ conseguido uma comparticipação a 100% em próteses de avanço mandibular.

Criado a 01 de julho de 2020, em pleno período pandémico da covid-19, o CRI do CHUSJ iniciou atividade com mais de 3.000 doentes em lista de espera e mais de dois anos a aguardar consulta.

Atualmente, são 900 os doentes em lista de espera, menos de nove meses para consulta e “a meta é chegar a menos de três meses de espera máximo até ao final deste ano”.

LUSA

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Pandemia agravou problemas de sono nos portugueses, diz especialista https://saudeonline.pt/pandemia-agravou-problemas-de-sono-nos-portugueses-diz-especialista/ https://saudeonline.pt/pandemia-agravou-problemas-de-sono-nos-portugueses-diz-especialista/#respond Fri, 19 Mar 2021 12:39:11 +0000 https://saudeonline.pt/?p=109658 30% dos portugueses admitem que os problemas de sono se agravaram (sobretudo mulheres). Há mais de 90 doenças relacionadas com o sono, entre elas a apneia - que está subdiagnosticada, alerta o diretor do Centro Europeu do Sono.

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Miguel Meira e Cruz

O diretor do Centro Europeu do Sono defendeu que deve haver uma estratégia coordenada para contrariar as consequências da pandemia e do confinamento na qualidade do sono dos portugueses, que tem influência a nível cardiovascular, respiratório e mental.

“Costumo dizer que a medicina do sono é a medicina interna da noite porque há um conjunto muito grande de fatores com que interfere”, diz Miguel Meira e Cruz, que é também coordenador da Unidade de Sono do Centro Cardiovascular da Universidade de Lisboa.

Em declarações à Lusa a propósito do Dia Mundial do Sono, que hoje se assinala, o especialista deu o exemplo de um dos vários estudos feitos sobre a relação da pandemia e do confinamento com a qualidade do sono: um em cada quatro portugueses admitiu ter dificuldades de sono e 30% admitiu que os problemas de sono se agravaram, com maior prevalência nas mulheres.

“Sessenta por cento admitiu que acordava mais cansado comparativamente ao período anterior”, disse Miguel Meira e Cruz, sublinhando que estes dados “têm uma importância significativa” porque os mecanismos reparadores e de equilíbrio e regulação de algumas funções do corpo, sem um sono de qualidade, podem ficar comprometidos.

“As rotinas e os ritmos alteraram-se. Depois de estarmos um mês e meio, dois ou três meses confinados é difícil de readquirir novos hábitos (…). Ainda por cima com as preocupações todas que daí resultarão no futuro, que está comprometido com todas as questões económicas que vamos ter de enfrentar”, acrescentou.

O diretor explicou que há cerca de 90 doenças relacionadas nesta área, as mais frequentes são a insónia e a apneia do sono, e que “todas sofrem com a desregulação dos ritmos que aconteceu no confinamento”.

 

Apneia é problema subdiagnosticado

 

Sobre a apneia do sono, recordou que atinge cerca de 30% da população, mas alertou que, ainda assim, está subdiagnosticada.

Miguel Meira e Cruz lembrou os diversos efeitos da pandemia, não só com a alteração dos ritmos de sono – as pessoas passaram a deitar-se mais tarde – e das rotinas diárias, como a falta de sol (que ajuda a regular o relógio biológico) e os efeitos adversos do confinamento nas relações entre as pessoas.

Apontou ainda, citando um estudo em que participou com investigadores estrangeiros, a própria relação dos problemas de sono com o vírus Sars-Cov-2.

“Quem foi infetado pelo Sars-Cov-2 parece ter mais problemas relacionados com o sono, nomeadamente respiratórios, como a apneia”, explicou o investigador, referindo que alguns estudos já concluíram que estas alterações “podem induzir uma maior atividade inflamatória” e exacerbar os quadros da doença.

Disse ainda que, neste estudo internacional, a equipa de investigadores sugeriu alguns mecanismos de ligação entre a infeção pelo Sars-Cov-2 e problemas de sono ou dos ritmos biológicos.

“Há pacientes que têm mais algumas proteínas que são exatamente aquelas que o vírus usa para entrar na célula. Ora, se há mais [destas proteínas], a probabilidade do vírus entrar é maior, assim como a de estarem mais tempo infetados”, explicou.

Além disso, referiu, o Sars-Cov-2 afeta preferencialmente o córtex pre-frontal, alguns gânglios basais e o hipotálamo, estruturas importantes para a regulação do sono.

O investigador reconhecue que a prevalência da má qualidade do sono já era grande, mas frisa que a pandemia e o confinamento trouxeram medos, ansiedades, alterações nas relações entre as pessoas (que se tiveram de manter afastadas umas das outras) e ao nível do relógio biológico de cada um que pioraram a situação.

“O cérebro tem uma maquinaria especial que nos permite conduzir ao sono noturno (…). Quando dormimos de noite dormimos de forma diferente do que se dormirmos de dia. Os propósitos e as funções do sono não conseguem ser eficazes”, afirmou o especialista, que relaciona a qualidade do sono com outras doenças.

“A hormona de crescimento (…) vai regular o metabolismo no pâncreas, a insulina, por exemplo, vai aumentar a probabilidade de ter diabetes e doenças cardiovasculares. O cortisol também estará mais alto [em quem não tem um sono de qualidade] e, portanto, a probabilidade de ter eventos cardiovasculares, que sucedem maioritariamente entre as quatro e as seis da manhã, é maior”.

Quem tem os ritmos alterados “potencia a ocorrência destas situações e, com isto, as morbilidades e mortalidade precoces”, afirmou o especialista, considerando que as autoridades de saúde deveriam ter dado informações e dicas sobre como ajudar a resolver estas situações.

“Tantas ‘guidelines’ que surgiram e tantas chamadas de atenção, mas do ponto de vista da saúde pública talvez pudesse ter saído alguma coisa a dar algumas recomendações, algumas regras essenciais de higiene do sono que as pessoas deveriam ter seguido e isso poderia ter prevenido estes aumentos”, disse.

Sublinhando que era importante uma estratégia de ataque a este problema, pois “vários mecanismos importantes para a nossa sobrevivência e o nosso bem-estar ocorrem durante o sono”, o especialista defendeu também que os próprios médicos de família devem passar a dar mais atenção ao assunto.

LUSA

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Sono. “Nos países mais ricos, a sua privação custa entre 1,3% e 3% do PIB” https://saudeonline.pt/sono-nos-paises-mais-ricos-a-sua-privacao-custa-entre-13-e-3-do-pib/ https://saudeonline.pt/sono-nos-paises-mais-ricos-a-sua-privacao-custa-entre-13-e-3-do-pib/#respond Fri, 19 Mar 2021 12:38:18 +0000 https://saudeonline.pt/?p=109650 De forma a compreender as implicações que a pandemia está a ter no sono dos portugueses, a neurologista Teresa Paiva está a desenvolver estudos para analisar o impacto de cada uma das vagas.

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Foto_Prof.ª Teresa_Paiva, sono

Assinala-se hoje, dia 19 de março, o Dia Mundial do Sono. Esta efeméride, que se celebra todos os anos na sexta-feira anterior ao equinócio da Primavera, foi instituída pela World Seep Society, com o objetivo de alertar a sociedade para os benefícios do sono e para os riscos da sua ausência. “Sono regular para um futuro saudável” é o mote deste ano.

De forma a compreender as implicações que a pandemia está a ter no sono dos portugueses, Teresa Paiva, neurologista e uma das mais reputadas especialistas do sono a nível mundial, está, em conjunto com a sua equipa, a desenvolver estudos para analisar o impacto de cada uma das vagas.

Se quiser participar no último inquérito sobre a terceira vaga de covid-19, e de que modo é que esta está a ter impacto na sua qualidade de vida, basta fazê-lo através do link respetivo.

 

 

  1. Após quase 40 anos a ensinar os portugueses a dormir, como observa que está a saúde do repouso dos portugueses?

Há muitas melhorias na medida em que há muitos mais profissionais a trabalhar na área do sono, a fazer publicações e a desenvolver um bom tralho. Nesse aspeto está melhor, pois há também uma maior atenção dado ao problema.

Mas dizer que os portugueses dormem bem, não o posso fazer. Pessoalmente recebo doentes muito difíceis e com situações bastante graves, o que me faz ver constantemente a pior faceta dos problemas que aí advêm.

Especialmente nestes últimos tempos, temos estado a realizar inquéritos sobre a qualidade do sono durante a pandemia e é um facto que temos muitas pessoas doentes. Esta é uma noção que Portugal tem de ter.

 

  1. A insónia, a síndrome das pernas inquietas e a apneia do sono continuam a ser os distúrbios mais frequentes do sono dos portugueses?

Esses continuam a ser os distúrbios mais frequentes, mas o maior problema atualmente é a privação do sono. As pessoas dormem muito menos do que deviam dormir e agora, durante a pandemia, começaram a ter horários muito tardios. Esse, com certeza, que é um problema muito importante, até porque está a atingir todas as idades. As crianças estão a dormir muito menos do que deveriam, devido aos “ladrões do sono”, como os telemóveis, tablets, consolas… e, portanto, a situação está preocupante e é preciso fazer muito trabalho nesse sentido.

 

  1. Várias são as pessoas que relatam dificuldades em adormecer e/ou acordar, desde o início da pandemia, e até distúrbios nos sonhos, que se tornaram mais agitados e perturbadores do sono, na sua generalidade. Isso é um motivo de preocupação?

Quando se dorme mais durante manhã, tende-se a sonhar mais. Portanto, quando em vez de acordar às 8h, se acorda às 10h, 11h ou meio-dia a pessoa vai sonhar mais, só pelo simples facto de estar a dormir de manhã. Há também associado a isso a preocupação generalizada com o próprio contexto atual. As pessoas têm um sono mais agitado, sonham mais, têm mais pesadelos (principalmente as mulheres), que são no fundo um reflexo das suas próprias preocupações.

 

  1. E que implicações é que pode ter futuramente e até estar já a ter no momento, no que concerne à saúde mental dos portugueses?

Nós lançámos recentemente um inquérito, relativo a esta terceira vaga da pandemia. O que o caracteriza é o facto de ter múltiplas várias perguntas, pois existem inquéritos que têm apenas meia dúzia de questões, e dos quais as pessoas até gostam muito porque estão ali entretidas a responder, mas os questionários muito curtos são, geralmente, pouco informativos.

O primeiro inquérito que fizemos, e do qual já temos três papers aceites, tinha 177 perguntas e questionava as pessoas sobre muita coisa, desde as doenças que tinham, os hábitos, o seu humor, sobre o que aconteceu antes e depois do surgimento do covid-19, sobre o sono, as suas atitudes, comportamentos, dependências, como se alimentavam e os seus hábitos de atividade física. Foi, por isso, muito complexo e possibilitou visões muito globais do problema.

Esta terceira vaga é um pouco diferente, pois se a primeira foi uma autêntica surpresa, na atual vaga as pessoas já estão fartas, pois já dura há demasiado tempo. E aparentemente não há um fim há vista, ou pelo menos não existe um limite temporal.

Depois há ainda algo que eu acho que podia ter sido um pouco evitado, que é uma grande inconsistência nos assuntos: hoje diz-me uma coisa, mas depois contradiz-se o que se disse, depois afirma-se ainda uma terceira versão. Isto cria uma enorme insegurança nas pessoas. Eu não estou a criticar ninguém em particular, não é uma crítica, até porque eu acho que deve ser muito difícil estar em posições de poder neste momento. Mas simplesmente há decisões que condicionam muito o agravamento psicológico, bem como a situação económica.

Nós não somos feitos de gavetas, somos pessoas inteiras. Por isso não podemos decidir, “agora vou abrir a gaveta do sono, agora a das atitudes, agora a da alimentação, agora do trabalho”, pois não funciona assim, nós funcionamos como um todo e, é impossível olharmos para as coisas sem ver a marcada influência que isto tem nos fatores todos.

Por isso estou muito contente com toda a informação que já foi aceite. Temos um grupo enorme, com quase 50 pessoas a trabalhar em rede pelo país todo e é muito importante que estes estudos sejam feitos.

 

  1. E o que tem a dizer de comportamentos como a automedicação?

Acho muito mal. Eu, com a idade que tenho, e com as doenças e problemas que tive ao longo da vida nunca tomei um comprimido para dormir na minha vida. Portanto eu não sou favorável a que as pessoas tomem medicamentos para dormir.

Eu costumo dizer que saúde que nós temos é também uma responsabilidade individual. O estado tem uma obrigação de nos fornecer os serviços de saúde, mas os comportamentos que as pessoas têm de ter para ter uma boa saúde, são essencialmente uma responsabilidade de cada pessoa. É a pessoa que tem de tomar decisões ajustadas. Ela tem de saber que se quiser ficar várias noites acordada, a trabalhar loucamente durante semanas, é ela que vai sofrer as consequências e ficar doente.

A pessoa que decide tomar imensas medicações para dormir, vai ter alterações na própria estrutura do sono, induzidas por esses mesmos remédios. E o que acontece também é que as pessoas tomam medicamentos para muitos áreas e o que acontece é que por vezes os problemas de sono resultam dessas mesmas reações medicamentosas. Portanto há que ponderar bem qual a origem da insónia, pois esta muitas vezes melhora retirando exatamente algumas medicações.

 

  1. Quanto custa ao país, de forma direta ou indireta, ter os portugueses a dormir mal?

Nos países mais ricos do mundo como China, Japão, EUA, Alemanha, França e Canadá a privação do sono custa entre 1,3% e 3% do PIB desses países. São custos enormes que estes países têm, por isso conclui-se que o sono sai caro e a privação do sono sai cara.

A privação de sono tem risco de cancro, demência de morte mais precoce, de diabetes, de AVC, de hipertensão, sendo estas consequências muito graves! Para além destas tem ainda um aumento dos comportamentos de risco e dos comportamentos violentos. Portanto, o que é que estamos a fazer? Cada um de nós tem de assumir individualmente a sua responsabilidade, como também coletivamente.

A nossa cultura é uma cultura que tem muitas características fantásticas e outras muito disruptivas. A cultura do trabalho faz com que as pessoas pensem que é bonito e fino trabalhar horas excessivas, fazer multitasking e que achem que independentemente da hora a que sejam contactadas, que têm sempre de responder. Estas três ideias são completamente negativas do ponto de vista da produtividade das pessoas, pois esta é-lhes diminuída. E, simultaneamente, é-lhes aumentado o risco de insónias, de depressão, de burnout.

E o mais preocupante é que este “pequeno” problema que é aplicado aos adultos, que é stress e não é suposto ser feito, é ainda aplicado às crianças. Considerando que o horário de um adulto é de 35 horas, não se pode pensar que uma criança também tenha que trabalhar 35 horas; não faz sentido. E se reparar, estas são as regras em muitas escolas. E também em muitas universidades gabam-se desta ideia, e é por isso que muitos estudantes do ensino superior acabam os seus cursos com esgotamentos e outros distúrbios.

O que está a acontecer agora é que as pessoas estão com dificuldades em estabelecer um limite entre as horas de trabalho e a sua vida pessoa. E isso é fundamental que exista, a pessoa não pode melhorar tudo. Não há nada perfeito, mas tudo é perfeitamente ajustável.

Daniela Tomé

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Conselhos para melhorar o sono dos idosos em confinamento https://saudeonline.pt/conselhos-para-melhorar-o-sono-dos-idosos-em-confinamento/ https://saudeonline.pt/conselhos-para-melhorar-o-sono-dos-idosos-em-confinamento/#respond Fri, 19 Mar 2021 12:34:58 +0000 https://saudeonline.pt/?p=109684 O novo vídeo, divulgado pela NEGERMI, apresenta um conjunto de conselhos para melhorar o sono dos idosos nesta terceira fase do confinamento.

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idosos

O Núcleo de Estudos de Geriatria (NEGERMI) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) acaba de lançar o segundo vídeo com conselhos práticos para problemas resultantes do confinamento nos idosos. Este novo vídeo apresenta um conjunto de conselhos para melhorar o sono dos idosos nesta fase.

“O confinamento tem tido influência na qualidade de sono dos idosos. Fechados em casa, com baixa exposição solar, isolados e com poucos contactos sociais, muitos idosos além de pouco exercício, passam muito tempo sentados ou deitados, sonolentos, dormitando, retirando ao sono noturno horas de duração e qualidade” afirma o coordenador do NEGERMI, João Gorjão Clara.

O vídeo pretende informar e aconselhar os idosos de como devem proceder para dormirem melhor e com eficácia para que se sintam bem durante o dia e para que se verifique o reforço das defesas imunitárias que um sono reparador confere, o que é de particular importância nos tempos que vivemos.

O primeiro vídeo teve como objetivo ensinar a evitar ou a recuperar a perda de massa muscular nos idosos em virtude da pouca ou reduzida mobilidade provocada pelo confinamento.

O Núcleo de Estudos de Geriatria (NEGERMI) da Sociedade Portuguesa da Medicina Interna (SPMI) centra a sua atuação na formação pós-graduada em Geriatria, dirigida a todos os profissionais de saúde que lidam com doentes idosos, na investigação de âmbito nacional sobre assuntos relacionados com a Geriatria, sendo também objetivo do NEGERMI consciencializar os profissionais de saúde e a comunidade sobre as particularidades clínicas e necessidade de cuidados especiais desta faixa etária.

O NEGERMI estabelece contactos com entidades congéneres de todo o mundo, sendo o representante nacional da EuGMS (European Geriatric Medicine Society) e da Union European Medical Specialists – Geriatric Section (UGMS-GS) Este grupo é constituído por Internistas associados da SPMI.

 

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Nuno Markl e a SPP e alertam para importância de levar o sono a sério https://saudeonline.pt/nuno-markl-e-a-spp-e-alertam-para-importancia-de-levar-o-sono-a-serio/ https://saudeonline.pt/nuno-markl-e-a-spp-e-alertam-para-importancia-de-levar-o-sono-a-serio/#respond Fri, 19 Mar 2021 12:18:09 +0000 https://saudeonline.pt/?p=109681 Nuno Markl junta-se a esta campanha do sono e afirma “dormir é tão importante como o exercício físico. Sejam os maiores atletas nesta modalidade!”.

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Nuno Markl, sono (1)

Os efeitos da pandemia por covid-19, com os receios em relação à saúde pessoal e familiar, a incerteza em relação ao futuro, as preocupações com o desemprego, as interrupções escolares, o teletrabalho, as alterações da rotina – tiveram também um forte impacto na qualidade de sono dos portugueses.

É por esse motivo que no âmbito do Dia Mundial do Sono, este ano assinalado a 19 de março, a Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) alerta para a importância do sono ser considerado como um dos pilares fundamentais para uma vida saudável.

“O sono é um processo complexo em que ocorrem múltiplas funções que são benéficas para corpo e mente. A privação do sono ou o sono de má qualidade, tem impacto na qualidade de vida e as manifestações podem ser diversas, desde sonolência diurna, irritabilidade, alteração do humor ou perturbação da atenção com interferência na aprendizagem”, referem as especialistas da SPP., Susana Sousa e Sílvia Correia.

Nuno Markl associa-se a esta sensibilização da SPP para a importância de levar o sono a sério: “dormir é tão importante como o exercício físico. Sejam os maiores atletas nesta modalidade!”.

O radialista e humorista Nuno Markl aconselha a população a tomar comportamentos saudáveis, através de um vídeo em que participou, alertando para esta mesma importância.

Para a Sociedade Portuguesa de Pneumologia o período de pandemia pode ser encarado como um tempo de reflexão e de adoção de medidas para um estilo de vida saudável, no qual deve estar incluída uma boa noite de sono.

É ainda importante estar atento a eventuais sintomas de doenças do sono entre as quais se incluem a insónia (dificuldade em iniciar, manter o sono ou em acordar mais cedo com a sensação de sono insuficiente) e a apneia do sono (sinais e sintomas mais frequentes – ressonar, pausas na respiração presenciadas pelo parceiro, sonolência diurna excessiva).

 

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Quase 80% das pessoas com dor crónica sofrem de distúrbios do sono https://saudeonline.pt/quase-80-das-pessoas-com-dor-cronica-sofrem-de-disturbios-do-sono/ https://saudeonline.pt/quase-80-das-pessoas-com-dor-cronica-sofrem-de-disturbios-do-sono/#respond Fri, 19 Mar 2021 11:45:08 +0000 https://saudeonline.pt/?p=109697 A dor crónica atinge 1 em cada 3 portugueses, sendo a 2ª doença com maior prevalência em Portugal, motivando os distúrbios do sono.

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Estima-se que entre 50% e 80% das pessoas com dor crónica sofrem de distúrbios de sono, sendo a insónia, síndrome das pernas inquietas e apneia obstrutiva do sono os mais comuns. Estes podem afetar a resposta do doente à dor, uma vez que a perceção da dor aumenta à medida que o sono é comprometido.

No âmbito do Dia Mundial do Sono, que se assinala a 19 de março, a Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED) pretende sensibilizar para a importância da qualidade do sono nas pessoas que vivem com dor crónica.

A presidente da Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED), Ana Pedro, afirma que “o sono é frequentemente utilizado como um indicador do controlo correto da dor. Sendo crucial que os doentes que lidam com dor crónica sejam acompanhados devidamente por forma a adotarem uma higiene de sono adequada e, consequentemente, melhorarem a sua qualidade de vida”.

Tendo em conta que as patologias causadoras de dor, como a fibromialgia, lombalgia, dor neuropática, artrose, enxaquecas, entre outras, podem alterar a qualidade do sono e que os distúrbios de sono podem agravar estas condições, a abordagem terapêutica de ambos deve ser comum, ou seja, para diminuir a dor é necessário controlar o sono e vice-versa.

Para aliviar os sintomas físicos causadores da dor e conseguir dormir melhor, a APED recomenda algumas medidas simples para a adoção de uma “higiene do sono” como dormir num ambiente adequado e usar colchões e almofadas de densidade ergonómica.

As pessoas devem ainda manter uma rotina de horários de sono, evitar o consumo de cafeína e álcool, e praticando técnicas de relaxamento.

A dor crónica atinge 1 em cada 3 portugueses, sendo a 2ª doença com maior prevalência em Portugal. Afeta a qualidade de vida do doente e das famílias, não apenas devido à dificuldade ou incapacidade física, funcional e motora, mas também ao ter um grande impacto a nível pessoal e emocional.

 

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